dezembro 07, 2004
O que é que se anda a passar com as sugestões de espectáculos do Público?
Já não bastava o facto de insistirem em apelidar de diatónico o acordeão de Kimmo Pohjonen. Na edição de hoje recomendam Lhasa na Aula Magna. Um espectáculo que ocorreu ontem. Já agora, não lhe chamem cantora-revelação da "world music", sff. O primeiro álbum dela, "La Lhorona", foi editado há mais de uma meia-dúzia de anos. Ah, já agora, não digam que ela é nova-iorquina. É o mesmo que apelidar de lisboeta (ou alfacinha) a quem nasceu na Lourinhã. Ela é uma cidadã do mundo, mas tem casa própria em Montreal (Canadá).
Publicado por Luís Rei às 10:18 AM | Comentários (1)
novembro 25, 2004
TPC: escrever 100 vezes "O acordeão do Kimmo Pohjonen é cromático".
Há quem diga que o acordeão do Kimmo Pohjonen é diatónico.
1- O acordeão do Kimmo Pohjonen é cromático
2- O acordeão do Kimmo Pohjonen é cromático
3- O acordeão do Kimmo Pohjonen é cromático
4- O acordeão do Kimmo Pohjonen é cromático
...
100 - O Acordeão do Kimmo Pohjonen é cromático
Publicado por Luís Rei às 01:05 PM
outubro 20, 2004
O problema da World Music em Portugal é...
... os hipermercados disfarçados de lojas culturais dominarem o mercado e terem apenas tarefeiros a atender os clientes;
... os hipermercados disfarçados de lojas culturais estarem à espera que o público não "invente" títulos e fique satisfeito com aquilo que lhe é dado nos expositores;
... os preconceitos e a "guettização" do género por se interessa por música - clássica, jazz, electrónica - seja consumidor, jornalista ou radialista;
... haver radialistas na emissora que eu ajudo a sustentar ao pagar a minha conta de electricidade, cheios de graçola, que anunciam o espaço de músicas do mundo da seguinte forma: "... vem aí o espaço X com a música que só a Raquel gosta...";
... não serem distribuídos nem 50% de bons discos no nosso país;
... haver apenas uma editora que realmente faz um trabalho satisfatório de promoção dos seus discos;
... os promotores das multinacionais não saberem o que fazer com as parcas edições que lançam;
... a Real World não editar mais discos para levar com mais frequência os jornalistas ao seu "campus" em Bath;
... só ser possível efectuar entrevistas por telefone, por e-mail ou em Portugal, porque não há budget de promoção para mais;
... o WOMEX parecer-se mais com a feira do Relógio.
Publicado por Luís Rei às 04:47 AM | Comentários (6)
maio 10, 2004
naifada na perna
Ainda não ouvi o disco do projecto A Naifa, mas espero fazê-lo brevemente. Aprecio o trabalho que Aguardela tem feito com o seu projecto Megafone. No entanto fico triste que neste meio continue a haver artistas que antes de olharem em redor, criticam o que supostamente não acontece e deveria acontecer.
Na entrevista dada ao Diário Digital, Luís Varatojo afirma o seguinte:
«A música portuguesa é rica e viveu diversas fases. Mas paradoxalmente perdeu-se o seu rasto. Há um legado importante do qual não existe registo. Temos um folclore muito rico, mas infelizmente na maior parte dos casos é explorado na sua forma mais simples e quase brejeira, para turista ver. Gostávamos de pegar nessas raízes tradicionais e transportá-las para uma certa noção de modernidade e de cruzamento com outras culturas musicais»
Que legado importante é esse, do qual não existe registo? Será que o conceito de inovação na música tradicional (que não seja simples e brejeiro para turista ver) terá obrigatoriamente de passar pela inclusão de electrónica? explorar electro, dub, downtempo, etc? Conhecerá Luís Varatojo projectos / artistas como At-Tambur, Uxu Kalhus, Dazkarieh, Mandrágora, Gaiteiros de Lisboa, Amélia Muge, Marenostrum, Realejo, Segue-me À Capela, Moçoilas, Janita Salomé?
Publicado por Luís Rei às 12:45 PM | Comentários (10)
novembro 20, 2003
Os erros da “world music”
Já não basta a urticária que me causa ver sempre que alguém aborda um disco de música tradicional ou elaborado por um artista do terceiro mundo de “world music”. Já não basta os erros frequentes que se vai lendo na imprensa musical: considerarem “Paraiso di Gumbe” de Manecas Costa o álbum de estreia (o guineense editou em 2000 “Fundo di Mato”); apelidarem Sam Mills de mero colaborador de Susheela Raman, quando ele é a alma gémea dela; chamarem Roki Traoré por várias vezes a Rokia Traoré; considerarem de 2003 o álbum “Kluster” de Kimmo Pohjonen (é do início de 2002). A paciência esgota-se quando se escreve com criatividade nomes de músicos que não se conhece. Vem isto a propósito da notícia da Lusa de 18 de Novembro, “Mariza na capa de jornal inglês”, onde se faz a relação das novas divas do mundo, segundo o jornal britânico The Telegraph. Eis os nomes, segundo a Lusa: “Rokia Traore e Oumou Sangare (Mali), Secara Nazarkhau (Uzbequistão), Sophie Solomon (Reino Unido), Samira Said (Marrocos), Souad Messi (Argélia) e Cibelle (Brasil)”. Meus senhores, que tal olharem bem para a notícia e verem que Secava Nazarkhau se chama Sevara Nazarkhan e Souad Messi chama-se Souad Massi?
Publicado por Luís Rei às 11:08 PM | Comentários (6)
novembro 05, 2003
Crónicas momentaneamente Silenciadas
Há cinco dias que as Crónicas têm andado silenciadas. Isso deve-se à troca de casa, férias para arrumações e actual ausência de Internet no novo poiso. Queria continuar a manter a mesma conta de internet da Cabovisão, mas o insólito aconteceu: Marquei com os técnicos desta empresa para efectuarem a transferência de conta que engloba telefone, televisao e internet. Os homenzinhos foram lá, mas repararam que estava uma árvore a obstruir o caminho do poste até minha casa, para aí lançarem um cabo e efectuarem a ligação. Disseram que era necessário cortar a árvore, ou desbastar uns ramos da árvore e foram-se embora felizes e contentes. Fui parvo porque dei a entender que iria tentar resolver esse problema. Mas como? vou eu lá acima cortar os ramos da árvore? corto a árvore que por acaso é um sobreiro e tenho o ICN à perna? falo com a Câmara e talvez daqui por meio ano resolve-me o problema? Afinal quem é que deveria resolver a questão? Não será a Cabovisão? Se uma pessoa faz um contrato com a EDP para fornecimento de energia ou com a PT para fornecimento de conta telefónica, será que eles vão deixar de fornecer esses serviços porque uma árvore ou um muro está a obstruir a passagem dos cabos? Estes gajos até são canadianos e como tal devem ter a experiência de instalarem cabos num país onde há mais árvores por metro quadrado do que casas. Logo devem ter uma larga experiência em contornar este tipo de situações. Não acredito que o meu caso seja o primeiro deste tipo. Contudo, se não resolver esta situação até ao final da semana, vou ter mesmo de cancelar o contrato com a Cabovisão. Já que a TVCabo só fornece serviços via satélite naquela zona, vou ser obrigado a instalar conta telefónica da PT (a última coisa que queria) e ADSL. Caso recorram a este tipo de serviços, o que é que recomendam? Preços vs downloads e uploads?
Publicado por Luís Rei às 07:09 PM
outubro 29, 2003
MÍSIA responde à crítica do The Guardian
Mísia, escreve-nos a propósito da crítica ao disco “Canto”, no Guardian, que fizemos questão de comentar , há alguns dias, neste blog:
Caro Yggdrasil
Obrigada pelo seu acertadíssimo comentário à estranha crítica do Guardian.
Não discuto os gostos pessoais do jornalista - eu também gosto da Mariza!
O que é lamentável é a ignorância desse senhor. O meu disco Canto NÃO é um disco de Fado, portanto as comparações não fazem sentido neste caso. Depois, este senhor não se informou acerca da importância da música de Carlos Paredes nem percebeu as características deste projecto (falo de perceber não de gostar), e por último falta descaradamente à verdade quando desinforma os seus leitores acerca da cronologia da minha carreira.
Numa altura em que o Fado não estava na moda já eu tinha enchido dois Queen Elisabeth Hall em Londres, ganho o prémio da Académie Charles Cros (também atribuido a Amália pelo seu disco Com que Voz) feito duas vezes o Jazz Festival de Montreux , colaborado com Bill T Jones, Isabelle Huppert, obtido uma excelente crítica na revista norte-americana BillBoard, esgotado o Tow Hall de Nova York, a Philarmonia de Berlim duas vezes, enfiiiiim!!!
Só que nessa altura o Fado não tinha interesse mediático que tem hoje (e ainda bem) e eu andava sozinha na travessia do deserto.
Este senhor não fez o trabalhinho de casa, eis tudo!
Talvez lhe conviesse ler a crítica excelente a este disco no Inrockuptibles, mas em França o interesse por músicas de outras culturas não é algo recente e eles sabem do que falam, independentemente de gostarem ou não de um disco.
Eu continuo o meu caminho....
"saudades" e obrigada de novo
mísia
É, de facto, verdade que Mísia foi a pioneira da divulgação do fado fora de portas. Enchia salas em Espanha e França quando toda a gente a ignorava entre portas. E, já o disse aqui, foi preciso aparecer a Mariza para os ingleses começarem a piscar o olho à música portuguesa. Nem os Madredeus conseguiram ter a projecção que a Mariza tem neste momento nas ilhas britânicas. Os ingleses. Porque os franceses, belgas e holandeses há muito que declararam proposta de casamento à Cristina Banco, à Mafalda Arnauth (que ninguém sabe quem são em Inglaterra – e quando souberem , lá vêem mais uma vez as inevitáveis comparações com a Mariza). No entanto, gostava de recuperar a resposta que dei nessa posta acerca do crítico do Guardian a Fadista Valéria Mendez, quando afirma que esse é um “texto próprio de quem não entende nada de fado, nem de música no geral. Mais um tonto que ainda não percebeu que Mariza não é mais do que uma fadista "de plástico", com uma grande máquina promocional atrás,que nem AMALIA algum dia possuiu.”
Apesar de concordar com ambas as opiniões, De saber que os franceses são muito mais sensíveis à música portuguesa, também não posso deixar de fazer o papel do “advogado do diabo” e ilibar Robin Denselow:
“Cara Valéria, compreendo o seu ponto de vista. Não deixa de ter razão naquilo que afirma, no entanto deixe-me refutar a sua opinião.
1. Seja fadista de plástico, tenha ela uma máquina de promoção forte por trás, a Mariza ajudou a abrir as portas em Inglaterra à música portuguesa. O que é um facto notável dado a carácter etnocêntrico do povo britânico.
2. Embora tenha achado um pouco triste o texto do Robin Denselow sobre a Mísia, prefiro que se fale com imprecisões do que se ignore. Não é fácil falar sobre música portuguesa para um inglês, em que a maior parte dos booklets não tem versão inglesa ou francesa e em que quase nada há escrito (praticamente só uns textos no Rough Guide) sobre nós.
3. Num suplemento como o Friday Review do Guardian, onde geralmente há espaço somente para cinco críticas a discos na área da pop, o jornalista Robin Denselow comete a proeza de escrever todas as semanas sobre, pelo menos, um disco de músicas do mundo. Em três meses este senhor escreveu sobre mais discos desta área (Javier Ruibal, Kristi Stassinopoulou, Mariza, Misia, Abyssinia Infinite, Rokia Traoré - que mereceu honras de capa no referido suplemento - June Tabor, Kekele, Oumou Sangare, Oi Va Voi, Festival in The Desert, Malouma, Terry Hall & Mushaq, Debabshish Bhatacharya and Bob Brozman, Susheela Raman, Manecas Costa, Yat-kha, Lo Jo, Ibrahim Ferrer) do que os todos os suplementos musicais em portugal juntos. Como sabe, estes têm muito mais espaço para crítica de discos. Tirando os portugueses ainda só vi na imprensa portuguesa textos escritos sobre o novo disco Susheela Raman.”
Yggdrasil
Publicado por Luís Rei às 08:22 AM | Comentários (1)
outubro 18, 2003
To be or not to be… Misia (or Mariza)

Pois é. Os ingleses que ainda não deram pela Cristina Branco e pela Mafalda Arnauth (editaram discos antes de Mariza ter rebentado, após as nomeações para os prémios da BBC radio 3), apressaram-se agora a falar sobre o novo disco de Mísia. É bom que as vozes portuguesas tenham agora um estatuto que nunca tiveram num país etnocêntrico, virado para o seu umbigo. É triste que o jornalista do Guardian perca mais de metade do texto a comparar Mísia com Mariza, sem gastar uma linha que seja para referir a influência Carlos Paredes em "Canto".
Thanks to the extraordinary success of Mariza, fado suddenly has a new international audience. But that has brought mixed blessings to other young exponents of the mournful, passionate national music of Portugal. Record companies are far more interested in fado than they were in the past, but comparisons with Mariza are now inevitable, especially if you happen to be called Misia.
She, too, is a young, stylish contender for the crown of the greatest fadista, the late Amalia Rodrigues, but favours cropped black hair and cocktail dresses rather than crimped blonde hair and gowns. Until now, Misia was often described as "the foremost contemporary fado singer", but that title is now clearly in dispute, and this new set shows why.
She has a fine, dramatic and suitably emotional voice and can switch with ease from tragic ballads to more stately, courtly songs (there's not much here in the way of lighter material), but on this showing she doesn't have Mariza's spine-tingling intensity.
Nor is she helped by her musicians: while Mariza's small and inventive band move fado forward, Misia is backed by a decidedly old-fashioned mixture of guitars and often cloying, sweeping strings. (Guardian, Friday Review – 17SET03)
Publicado por Luís Rei às 04:27 PM | Comentários (2)
outubro 13, 2003
Jornalismo Iconográfico
Já tinha reparado que, na altura da reportagem do Intercéltico de Sendim, o Jornal de Notícias tinha editado meia-dúzia de linhas sobre o rescaldo de um dos mais importantes festivais de folk realizados em Portugal. Cheguei a questionar-me de qual a necessidade de enviar um Jornalista a Sendim para escrever uma prosa tão curta e repleta de generalidades. Agora, volto a questionar-me se algum escriba do referido jornal esteve no concerto dos Terrakota. Ora reparem lá no pedaço de texto publicado hoje:
"A música multicolor dos Terrakota encheu por completo o Hard Club, em Vila Nova de Gaia. A proposta do colectivo, com referências do reggae e de algumas das propostas africanas mais permeáveis ao contacto com a sensibilidade europeia, incitou à dança sem concessões. Ou seja, o ambiente de festa característico dos concertos da banda." (JN in "festa lotou Hard Club" 13Out03)
Publicado por Luís Rei às 11:36 AM
agosto 29, 2003
ONDE ESTAVA LULA PENA?

Nunca gostei de festivais itinerantes, espalhados por diversas cidades. Pelo menos, dos exemplos que temos, ou tivemos, no nosso país. Os Encontros Musicais de Tradição Europeia, apesar de terem apostado em programas que privilegiavam a ousadia e a qualidade dos artistas (Mari Boine, Hedningarna, Taraf de Haidouks, Marilis Orionaa, Mestre Ambrósio), nunca conseguiram impor-se verdadeiramente. Por várias razões. Dificilmente um evento desta natureza, que depende do investimento de várias Câmaras Municipais, consegue ganhar consistência e progressivamente conquistar cada vez mais público. Nos Encontros Musicais de Tradição Europeia todos os anos caiam e eram adicionadas localidades ao cartaz. Mudavam-se à pressa certos locais de eventos. Ainda me lembro de ter andado, durante mais de uma hora em Oeiras, à procura do local onde os Hedningarna deveriam ter tocado. Só no dia seguinte soube que eles tinham actuado em Paço d’Arcos (ou terá sido Algés?). Além disso, a promoção do festival sempre deixou muito a desejar. Várias foram as edições cujo programa era divulgado em cima das datas dos espectáculos. Claro que as Câmaras Municipais sempre foram os principais agentes do caos. Ora agora queriam, ora depois já não queriam. Como é costume, cada vez tentavam pagar menos por semelhante ou melhor qualidade. E a logística? Alguns dos palcos, além de um PA sofrível, nem camarins de apoio aos artistas tinham.
Depois desta frustrante experiência, a Etnia mostrou com sucesso como se realiza um festival de média dimensão com uma muito boa programação: O Multimúsicas de Lisboa que, infelizmente não durou mais do que três edições. Mudam-se as cores políticas, muda-se a vontade de continuar a apostar neste tipo de eventos que reúnem muita ‘freakalhada’, muitos fumadores de charros. Enfim...
O Festival Sete Sóis Sete Luas, que aposta num modelo semelhante aos dos Encontros Musicais de Tradição Europeia, com a única diferença de se estender a outros países europeus (Espanha, Itália e Grécia), parece sofrer das mesmas maleitas já aqui referidas. É um evento que ninguém dá por ele. Anualmente, muda alguns dos locais nacionais no seu cartaz que, na maior parte dos casos, permanecem fora do limitado circuito (Lisboa e Porto) dos repórteres de jornais. Os únicos artigos que anulamente leio sobre o “Sete Sóis”, prendem-se única e exclusivamente com reportagens em Pontedera (Itália). Por que será?
No Sábado passado tive uma experiência semelhante aquela de há uns anos em Oeiras e que me impossibilitou de ver os Hedningarna, numa altura em que tinham acabado de lançar o álbum “Kaksi”. Estava em Alcoutim e desloquei-me a Monte Gordo (é este o local que está referenciado no site www.7sois7luas.com) para ver a Lula Pena que, parece, tem estado a trabalhar num novo álbum de arranjos electrónicos. Só que, num Sábado à noite e em Agosto, Monte Gordo parece-se com o Centro Comercial Colombo durante os fins-de-semana de Dezembro que antecedem o Natal. Anda-se na principal avenida ziguezaguendo, contornado múltiplos obstáculos que se atravessam a todo o momento na nossa direcção. Depois desta tortura, o palco nem vê-lo. Não o encontrei na principal avenida. Somente me deparei músicos andinos, vários acrobatas de circo e new agers celtas que vendiam Cds a dez euros. Onde estava então Lula Pena ? No Casino? No Campo de Futebol? No parque de campismo? Em algum Cine-Teatro situado fora da principal zona turística e prestes a ser demolido? Se calhar seria mais fácil encontrar Wally. Ainda entrei em alguns bares na esperança de encontrar ‘flyers’ que indicassem o local exacto do concerto, mas nada. Nessa altura já deveria passar das onze e, provavelmente, se tivesse havido concerto, já deveria estar a acabar. Será assim tão difícil à organização do evento colocar o nome da sala na programação do festival? O mais engraçado é que os promotores do evento até são italianos, o que impossibilita afirmar ser esta mais uma organização “à portuguesa”. Ai estes latinos...
Publicado por Luís Rei às 12:34 PM