janeiro 19, 2004

Balanço de 2003: alegrias (4)


(c) Retorta: Membros da Sinfonienta de Lisboa, durante o ensaio da Ronda dos Quatro Caminhos, para a apresentação do álbum "Terra de Abrigo".

a dinâmica dos blogs

2003 foi para o bem e para o mal marcado pela “explosão dos blogs”. Na área da música, é saudável verificar a enorme diversidade de opiniões, em várias áreas. Do jazz e da à música clássica, à electrónica e ao rock mais experimental. Há muito ruído, é certo. Cabe-nos a tarefa de efectuarmos a triagem daqueles que valem verdadeiramente a pena serem visitados. Se há quem afirme veemente que os blogs são uma merda... há de facto muita desorganização, perda de fôlego ou de interesse de autores, ou actualização irregular de conteúdos... eles oferecem-nos uma pluralidade de opiniões e de visões sobre a matéria em análise, inexistentes, sobretudo nos meios on-line, que parecem ir pouco além do que é “servido” pelas editoras multinacionais a operarem em Portugal, dominados que estão por uma certa preguiça em ir à procura do desconhecido. 2003 foi um ano fraco em termos de colheita musical? Os Radiohead e o David Fonseca foram os nomes que mais surpreenderam? Só na área das músicas do mundo contabilizei cerca de cem discos que merecem pelo menos cinco minutos da nossa atenção.
Que outro meio senão a “blogolândia” e a “Ampola” faz pop, o Juramento Sem Bandeira , a Corneta, o Tape-error404, o amigo do José Cid e O Céu Sobre Lisboa, nos oferecem diferentes visões da passagem dos To Rococo Rot pela estação de metro Baixa-Chiado?
Que outro meio, senão a “blogolândia” e o Retorta, nos apresenta uma foto reportagem de um ensaio da Ronda dos Quatro Caminhos, para a apresentação de “Terra de Abrigo” no CCB, no próximo sábado?

Publicado por Luís Rei às 07:10 PM | Comentários (4)

janeiro 14, 2004

Balanço de 2003: Alegrias (3)


Festivais com bilhetes pagos e o Sons em Trânsito


Sempre fui um adepto dos festivais com bilhetes pagos. Ganha o espectador: acabam-se os concertos em palcos tipo vão de escada; melhora-se a cartaz, evitando encher a programação com nomes de terceira categoria, se bem este argumento até nem é determinante, já que no Cantigas do Maio, nos Encontros de Tradição Europeia e no Multimúsicas de outrora, os cartazes tinham por regra nomes apelativos; evita-se, sobretudo, os “pára-quedistas” que, muitas vezes, não têm respeito por quem está em cima do palco e pela assistência.
O Cantigas do Maio, que nunca vendia bebidas alcoólicas na tenda por causa desses “pára-quedistas” viu o orçamento da CM do Seixal reduzido pela metade e não compreendeu que os tempos mudaram. Optou por não realizar o “Cantigas do Maio” durante 2003. Este ano ou começa a cobrar bilhetes, ou morre definitivamente.
O Festival de Músicas do Mundo de Sines cobrou pela primeira vez uma entrada simbólica de dois euros e meio e não foi isso que impediu que o Castelo de Sines tivesse estado sempre cheio durante todo o festival.
O Sons em Trânsito, com preços mais realistas, se bem que abaixo de um espectáculo de Coliseu ou de Aula Magna, também não teve problemas em preencher os cerca de 700 lugares do Teatro Aveirense.
Foi, aliás, este o melhor festival de músicas do mundo de 2003 em solo português. Apresentou um cartaz apelativo que levou muita gente a deslocar-se do Porto ou de Lisboa até Aveiro. Conseguiu chegar a outras audiências, além do típico frequentador deste tipo de festivais, sobretudo nos espectáculos de Kimmo Pohjonen (adeptos das electrónicas) e de Ojos de Brujo (muitos espanhóis e estudantes ERASMUS). Em suma, motivou suficientemente o público para pagar o bilhete de entrada e deslocar-se a Aveiro. É pena que as actividades paralelas (filmes e workshops por membros dos Gaiteiros de Lisboa) nunca sejam muito concorridos.

Publicado por Luís Rei às 06:57 PM

Balanço de 2003: Tristezas (2)

Pobre Manecas

Manecas Costa é, na Europa, quase tão grande quanto Mariza. No entanto, enquanto Mariza em Portugal granjeia galardões de platina, o novo disco de Manecas mal se vê nas lojas. O espectáculo do Sons em Trânsito foi, talvez, o menos concorrido (talvez por ser quinta-feira, ou não). Praticamente, não se viu uma linha escrita sobre “Paraiso di Gumbe”. Será racismo? Manecas, muda-te para Paris ou para Londres enquanto é tempo!

Publicado por Luís Rei às 06:56 PM | Comentários (2)

Balanço de 2003: Alegrias (2)

o finlandês inovador

Para quem é um adepto da folk nórdica, dá-me uma certa alegria ver o consenso gerado à volta do acordeonista experimentador Kimmo Pohjonen, que apenas peca por ser demasiado tardio. Só em 2003 é que repararam no homem, quando o primeiro disco é de 1999 (“Kielo”) e os outros dois são de 2002 (“Kalmut” e “Kluster”). Na altura, o Mundo da Canção lançou os discos e estes ficaram nos escaparates. Agora, a Megamúsica aproveita e bem a onda. De repente, toda a gente pôs os olhos em Kimmo. Mas não foi apenas o Sons em Trânsito que contribuiu para este fenómeno. Esta adulação foi construindo-se boca-a-boca, peer-to-peer no Pássaro Azul (vulgo Soul Seek) durante 2003, provocada sabe-se lá, pela leitura de uma reportagem na revista britânica Wire. Depois, sim, veio o clímax de Aveiro. Aí Pohjonen não perdoou. É pena que todos aqueles que vibram com os espasmos de Kimmo, desconheçam a obra de Heikki Leitinen e de toda a uma escola de exímios improvisadores finlandeses: Niekku, Tuulenkantajat, World Mankeri Orchestra, Janne Haavisto, Hannu Saha, etc. Este blog promete voltar em breve ao assunto.

Publicado por Luís Rei às 06:53 PM

janeiro 13, 2004

Balanço de 2003: Tristezas (1)

A imposição de quotas de música portuguesa

Será que esta nova legislação irá permitir que se oiça mais Gaiteiros de Lisboa, Fausto ou Cristina Branco nas rádios ou, por outro lado, será a acendalha que irá atear a multiplicação de subprodutos boy bands e projectos-cópia chapada da britpop? É óbvio que a segunda hipótese tem mais razão de ser. Ora vejamos a opinião de José Faustino, presidente da Associação Portuguesa de Radiodifusão, em entrevista à Revista Média XXI (edição de Nov. / Dez 03):

“Não faz qualquer sentido, representa um retrocesso legislativo. Recorde-se que isso já esteve previsto na Lei da Rádio foi de lá retirado. Não se pretende agora defender a música portuguesa... se assim fosse, as canções interpretadas noutra língua não contariam. Ora, acontece que, na proposta existente, elas contam como música portuguesa. O que na verdade se pretende defender é o interesse das editoras discográficas. É mais um daqueles casos em que nos querem atirar areia para os olhos.”

Publicado por Luís Rei às 06:33 PM | Comentários (2)

janeiro 12, 2004

Balanço de 2003: Alegrias (1)

O fôlego de Mariza

Um dos marcos de 2003 foi, sem dúvida, a ascensão de Mariza a uma das principais figuras do circuito de músicas do mundo. A partir da conquista do prémio da BBC de melhor artista europeia, somou discos de ouro e de platina e conheceu os principais palcos do novo e do velho continente. 2004 será mais um ano em cheio. No passado dia 10, participou no Global Fest de Nova Iorque e, ainda este mês, estará presente no festival Celtic Connections e na importante feira da indústria mundial, o Midem. Para os meses de Fevereiro e de Março estão agendados, para já, cerca de 25 espectáculos de uma tournée que passará por Itália, Espanha e França. Melhor é impossível.

Publicado por Luís Rei às 11:54 PM | Comentários (6)

janeiro 05, 2004

Balanço de 2003: o ano dos blues

2003 foi o ano internacional dos blues. Em Portugal tal facto passou quase incólome entre os média portugueses. Quase, porque Nuno Ferreira no Público lembrou-se da efeméride. Um texto que vale a pena ser lido através do link que abaixo se apresenta, enquanto se aguarda impacientemente pela audição do disco de Corey Harris, "Mississipi to Mali" e pela série de Martin Scorsese em DVD "...Presents the Blues" que, por certo (a avaliar pela dificuldade de licenciamento dos DVDs), nunca irão ser distribuidos em Portugal.

Cem Anos Depois, Os Blues Continuam nas Margens

Por POR NUNO FERREIRA
Terça-feira, 23 de Dezembro de 2003

Oficialmente declarado pelo Congresso dos Estados Unidos o Ano dos Blues,
2003 termina com um balanço de eventos, festivais e, sobretudo, o lançamento
de sete filmes produzidos por Martin Scorsese, mas a música, essa, continua
a ser o parente pobre do espectro da música popular norte-americana.
Nos últimos anos, entre os negros e os brancos não têm faltado novos e
revigorantes nomes de jovens artistas a manter o género vivo. O country
blues acústico reminiscente do Delta blues recebeu na década de 90 o sopro
refrescante de Alvin Youngblood Hart, Koko Taylor, Eric Bibb, Corey Harris,
Kelly Joe Phelps, Guy Davis, só para citar alguns. O blues rock eléctrico
recebeu novos e entusiastas seguidores, como Derek Trucks, Jonnie Lang,
Kenny Wayne Shepherd, Mike Welch ou Bernard Allison (filho do lendário
guitarrista Luther Allison). O naipe de nomes femininos dos blues foi
enriquecido com a voz portentosa de Shemekia Copeland, filha do falecido
guitarrista texano Johnny Copeland, ou a voz sexy da muito branca Susan
Tedeschi.
O problema, no entanto, está na exposição e divulgação. Os blues são um dos
mais fundamentais géneros da música popular americana; influenciaram a
country e o bluegrass, estiveram na génese do rock'n'roll, mas continuam a
não ter um canal de televisão próprio - a country, por exemplo, tem a
Country Music Television (CMT) - e a usufruir de pouca divulgação nas rádios
americanas.
Os blues não passam nos maiores canais musicais como a MTV ou VH1 e não
geram as receitas de géneros que ajudaram a fundar, como o rock ou mesmo o
rap. No ano passado, nomes como Norah Jones e a banda The White Stripes, só
para citar dois casos de artistas que vão beber directa ou indirectamente
aos blues, estiveram meses a fio nas tabelas de tops. O mesmo não aconteceu
com nenhum músico de blues.

Origem do jazz, pop, rock...

As comemorações do centenário procuraram, um pouco por todos os Estados
Unidos, promover os blues através de uma súmula de eventos, programas nas
rádios e nas televisões, festivais e iniciativas nas escolas. Mas o facto de
a classe política ter declarado, em resolução oficial, que havia que
comemorar os blues em 2003 não significou que o seu estatuto e situação se
tenham alterado.
"Os blues são, provavelmente, o género musical menos reconhecido dentro do
espectro da música popular americana e, no entanto, serviram de base a tudo
o que hoje é considerado música pop e rock. Já se celebrou tanto o jazz e o
rock'n'roll; é tempo que o avôzinho de todos eles receba agora a mesma
exposição", disse à "Christian Science Monitor" Robert Santelli, historiador
e director executivo do projecto "Year of the Blues".
De facto, sem os blues não teríamos tido o jazz nem o gospel nem a soul
music nem o rithm'n'blues nem o rock'n'roll. "Podemos dizer que os blues
estão na origem de praticamente todas as formas de música popular que
nasceram na América no século XX", conclui Robert Santelli. Sem a partilha
musical entre os brancos das montanhas do Sul e os negros que ora plantavam
algodão ora trabalhavam nos caminhos-de-ferros, a country não teria evoluído
da música dos colonos anglo-saxónicos para o que é hoje. O que seria da
country se o branco Jimmie Rodgers não tivesse trabalhado lado a lado com os
negros nos caminhos-de-ferro? O que é o banjo, afinal, senão um instrumento
de origem africana?"
Os blues eram e sempre foram um género musical criado, amado e mantido pelos negros, mas é indiscutível a paixão e o fascínio que a música sempre gerou
na sociedade branca, mesmo quando existia a segregação racial no Sul dos
Estados Unidos. Bill Monroe, a lenda do bluegrass, sempre reconheceu a
influência dos blues na construção de diversos temas seus. O primeiro êxito
de Elvis Presley, que na juventude era atraído para a zona negra de Memphis
como que atraído por um íman, foi "That's All Right Mama", do cantor de
blues Artur Crudup.
Ciclicamente, a cultura de massas vampiriza e apropria-se de uma parcela ou
excerto de temas de blues, como quando a Levis usou uma canção de Muddy
Waters para um anúncio em 1999 e proporcionou à então já falecida lenda dos
blues o primeiro "hit" da sua carreira no Reino Unido.
A maioria dos músicos de blues, com as excepções dos consagrados como B.B.
King ou Buddy Guy, é mal paga, vende poucos discos e tem de realizar uma
média de 200 espectáculos por ano numa rede de clubes, festivais e, desde há
uns anos, cruzeiros que juntam aficionados e bluesmen durante vários dias
num navio a circular pelos portos das Antilhas.

Semelhanças com o fado

E em Portugal? Não é verdade que existem semelhanças, mesmo que ténues,
entre o fado e os blues, e que ambos são estruturas musicais populares e
simples que assentam na lamentação sobre a condição e o estado de espírito
de quem canta?
No nosso país contam-se pelos dedos os concertos de blues como o que John
Mayall & The Bluesbreakers deram em Novembro em Lisboa, Coimbra e Porto.
Anualmente, existe o festival Gaia Blues - que este ano extravasou do
auditório municipal para o Cais de Gaia, e trouxe até nós Deborah Coleman e
Saffire -; e realizou-se a primeira edição do "Coimbra em Blues", com nomes
do norte do Mississipi, como Elmo Williams & Hezekiah Early, ou o soul
bluesmen Little Milton.
Agora, à beira de 2004, os blues continuam, como sempre, a ser a música
popular americana das ruas e das franjas. "É um velho género musical, mas
continua tão vibrante como dantes", diz Santelli. "Começou por ser música
negra, mas, à medida que se foi espalhando, tornou-se verdadeira música
americana", salienta o historiador.

"Um Tesouro Histórico Americano"

Por N.F.
Terça-feira, 23 de Dezembro de 2003

Algures em 1903, numa desolada plataforma de uma estação de caminho de
ferro, em Tutwiler, no Estado do Mississipi, o compositor W. C. Handy
encontrou "um negro, com uma guitarra, a tocar a música mais estranha" que
ele alguma vez ouvira, "com a ajuda de uma navalha". A música, o ritmo, a
toada, ficou-lhe para sempre marcada na mente, e Handy, que hoje em dia
todos os manuais escolares apontam como o "pai dos blues", haveria de gravar
mais tarde, em Memphis, um tema semelhante ao que ouvira, chamando-lhe
"Yellow Dog Blues". Handy não inventou nada, é certo, mas foi o primeiro a
compor e publicar a música que agora conhecemos como os blues, e ainda hoje
os prémios mais prestigiados do género chamam-se "W.C. Handy Awards".
Um século depois daquele mágico encontro no Mississipi, o Congresso
americano proclamou 2003 o "Ano dos Blues", proclamando o género como "a
mais influente de todas as formas da música popular americana, cujo impacto
se ouve em todo o mundo na forma de rock'n' roll, jazz, rythm'n' blues,
country e até música clássica". O texto do Congresso classificou mesmo os
blues como "um tesouro histórico nacional, que necessita de ser preservado,
estudado e documentado para as gerações futuras".
Além dos concertos de celebração, dos habituais festivais, da produção de
documentários, programas nas rádios e televisões e exposições "on line" como
a "Year of the Blues Art Gallery", 2003 foi marcado pela edição, em DVD, da
colecção "Martin Scorsese Presents the Blues", um conjunto de sete filmes de
90 minutos cada coordenado pelo realizador de "A Última Valsa", e realizados
por ele próprio e também por Charles Burnett, Richard Pearce, Wim Wenders,
Clint Eastwood, Marc Levin e Mike Figgis.
"Os blues são ao mesmo tempo americanos e mundiais", disse Martin Scorsese a propósito deste seu projecto, no qual trabalhou ao longo de seis anos. "São
uma forma de contar histórias tão universal que inspirou pessoas em todo o
mundo e continua a influenciar música na América e no exterior. Espero que
esta série ajude a introduzir novos públicos para os blues e inspire os
jovens, quer gostem de rock ou rap, a comprender melhor a música que está
por detrás do que ouvem hoje."
Música

Publicado por Luís Rei às 03:18 AM | Comentários (3)

balanço de 2003: prémios de música

A indústria não perdoa. Há prémios para todos os gostos. Até no restrito mercado de músicas do mundo. Em anexo deixo-vos os vencedores dos kora music awards e as nomeações para os prémios da BBC Radio 3 (músicas do mundo), BBC Radio 2 (referentes apenas à folk britânica) e dos Grammys (áreas relacionadas com o objecto de divulgação deste blog):

Vencedores dos Kora Awards em 2003

Best Artist - West Africa - Male
Kojo Antwi - Nfa Me Nko Ho - Ghana

Best Artist - West Africa - Female
Suzanna - Nha Sonho sonho - Cape Verde

Best Artist - East Africa - Male
George Okudi – Wipolo - Uganda

Best Artist - East Africa - Female
Chamsia Sagaf – Loléya - Comores

Best Artist - Central Africa - Male
Douleur - Gloire aux femmes - Cameroon

Best Artist - Central Africa - Female
1 Mbilia Bel - Welcome Mbilia bel - R.D. Congo
2 Tshala Muana – Malu - R.D. Congo

Best Artist - Southern Africa - Male
Oliver Mtukudzi - Hear Me Lord - Zimbabwe

Best Artist - Southern Africa - Female
Busi Mhlongo – Umthwalo - South Africa

Best Artist Or Group Traditional
Machesa Traditional Group – Tshipidi - Botswana

Best African Group
1 Quartier Latin - Affaire D' Etat -- D.R. Congo
2 Anti-Palu – Deni - Ivory Coast

Best African Video
Jeff Maluleke – Mambo - South Africa

Best African Arrangement
Yvonne Chaka Chaka - Zibuyile Izinkomo - South Africa

Best African Gospel Female Artist
Rebecca - Iyahamba Lenqola - South Africa

Best African Gospel Male Artist
Lundi – Lundi - South Africa

Best African Gospel Group
Notre Dame de la Salette - Tata Lekumu - Gabon

Most Promising African Female Artist
Barbara Kanam - Bibi Madeleine - D.R. Congo.

Most Promising African Male Artist
Jean-Paul Samputu - Ange Noir - Rwanda


Most Promising African Group
Macase – Ojem - Cameroon

Revelation Of The Year
Eben & Family - L'hymne - Gabon

Most Promising Artist of the African American Diaspora
Ludacris - Stand up - U.S.A.

Best Female Artist of the African American Diaspora
Angie Stone – Brotha - U.S.A.

Best Male Artist of the African American Diaspora
R Kelly - Step in the name of love - U.S.A.

Best Video of the African American Diaspora
R Kelly - Step in the name of love - U.S.A.

Life Time Achievement Award
Oliver Mtukudzi - Zimbabwe

Europe/ Caribbean Diaspora
Avalon - D.R. Congo - Sweden

Special Judge Award
Soumbil and Notre Dame de la salette Ivory Coast and Gabon


Nomeados para os BBC Radio 3 Awards (2004):

AMERICAS
Ibrahim Ferrer
Omar Sosa
Os Tribalistas
Caetano Veloso

AFRICA
Dara J
Cesaria Evora
Oumou Sangare
Rokia Traore

MIDDLE EAST & NORTH AFRICA
Mercan Dede
Kazem El Saher
Khaled
Souad Massi

ASIA PACIFIC
Huun-Huur-Tu
Trilok Gurtu
Sevara Nazarkhan
Munadjat Yulchieva

EUROPA
Ojos de Brujo
Kroke
Tamara Obravac
Radio Tarifa

BOUNDARY CROSSING
Bob Brozman
Manu Chao
DuOuod
Think of One

NEWCOMER
Ojos de Brujo
Cibelle
Sevara Nazarkhan
Warsaw Village Band

CLUB GLOBAL
Mercan Dede
DJ Dolores & Orchestra Santa Massa
Panjabi MC
Zuco 103


Nomeados para os Prémios folk da BBC Radio 2 <7a>(2004)


FOLK SINGER OF THE YEAR

Bob Fox
Eliza Carthy
Kate Rusby
June Tabor

BEST DUO

Andy Cutting & Karen Tweed
Chris While & Julie Matthews
John Spiers & Jon Boden
Show of Hands

BEST GROUP

Danú
Eliza Carthy Band
Kate Rusby Band
The Waifs

BEST ALBUM

An Echo Of Hooves - June Tabor
Righteousness & Humidity - Martin Simpson
Sweet England - Jim Moray
Underneath The Stars - Kate Rusby

BEST ORIGINAL SONG

Co. Down - Tommy Sands (performed by Danú)
Country Life - Show of Hands
My Love Is In America - Chris Leslie (performed by Bob Fox)
Underneath The Stars - Kate Rusby

BEST TRADITIONAL TRACK

Early One Morning/Young Collins - Jim Moray
Hughie Graeme - June Tabor
Lord Bateman - Jim Moray
Prickle Eye Bush - John Spiers & Jon Boden

HORIZON AWARD

Dr Faustus
Jim Moray
John Dickinson
Whapweasel

MUSICIAN OF THE YEAR

Andy Cutting
Dave Swarbrick
John McCusker
Martin Simpson

Grammys 2003. Nomeações com relevância para as músicas do mundo:

9. Pop Instrumental Performance: "Patricia," Ry Cooder and Manuel Galban; "Marwa Blues," George Harrison; "Honey-Dipped," Dave Koz; "Seabiscuit," Randy Newman; "The Nutcracker Suite," The Brian Setzer Orchestra.

10. Pop Instrumental Album: "Peace," Jim Brickman; "Mambo Sinuendo," Ry Cooder and Manuel Galban; "Wishes," Kenny G; "N.E.W.S.," Prince; "Night Divides the Day: The Music of the Doors," George Winston.

51. Latin Jazz Album: "Cuban Odyssey," Jane Bunnett; "Live at the Blue Note," Michel Camilo with Charles Flores and Horacio "El Negro" Hernandez; "Birds of a Feather," Caribbean Jazz Project; "Isla," Mark Levine & The Latin Tinge; "New Conceptions," Chucho Valdes.

," Fresh I.E.; "Jekyll and Hyde," Petra; "Unclassified," Robert Randolph & The Family Band; "Two Lefts Don't Make a Right ... But Three Do," Relient K.

53. Pop/Contemporary Gospel Album: "Furthermore -- From the Studio: From the Stage," Jars of Clay; "Adoration: The Worship Album," Newsboys; "Stacie Orrico," Stacie Orrico; "Worship Again," Michael W. Smith; "Offerings II," Third Day.


54. Southern, Country, or Bluegrass Gospel Album: "Wondrous Love," Blue Highway; "The Walk," The Crabb Family; "A Cappella," Gaither Vocal Band; "Always Hear the Harmony: The Gospel Sessions," Engelbert Humperdinck, The Blackwood Brothers Quartet, The Jordanaires and The Light Crust Doughboys; "Rise and Shine," Randy Travis.

55. Traditional Soul Gospel Album: "It's Your Time," Luther Barnes & The Sunset Jubilaires; "Go Tell It on the Mountain," The Blind Boys of Alabama; "Shirley Caesar & Friends," Shirley Caesar & Friends; "Believe," Aaron Neville; "Songs to Edify," The Sensational Nightingales; "Gotta Serve Somebody: The Gospel Songs of Bob Dylan," Various Artists.

56. Contemporary Soul Gospel Album: "Follow the Star," T.D. Jakes and Various Artists; " ... Again," Donnie McClurkin; "Make Me Better," Ann Nesby; "The Gospel According to Jazz Chapter II," Kirk Whalum; "Bringing It All Together," Vickie Winans.

57. Gospel Choir or Chorus Album: "Blessed by Association," New Life; "CeCe Winans Presents ... The Born Again Church Choir," Born Again Choir; "Live in Nashville," Chicago Mass Choir; "Speak Life," Colorado Mass Choir; "A Wing and A Prayer," The Potter's House Mass Choir.

58. Latin Pop Album: "Sincero," Chayanne; "Lo Que Te Conte Mientras Te Hacias La Dormida," La Oreja De Van Gogh; "Natalia Lafourcade," Natalia Lafourcade; "33," Luis Miguel; "No Es Lo Mismo," Alejandro Sanz.

59. Latin Rock/Alternative Album: "Proyecto Akwid," Akwid; "Cuatro Caminos," Cafe Tacuba; "Siempre Es Hoy," Gustavo Cerati; "Superriddim Internacional," El Gran Silencio; "Dance and Dense Denso," Molotov; "President Alien," Yerba Buena.

60. Traditional Tropical Latin Album: "Buenos Hermanos," Ibrahim Ferrer; "Poetas Del Son," Septeto Nacional Ignacio Pineiro; "Pasado y Presente," Soneros De Verdad Presents Rubalcaba; "Barbarito Torres," Barbarito Torres; "Bajando Gervasio," Amadito Valdes.

61. Salsa/Merengue Album: "Regalo Del Alma," Celia Cruz; "Latin Songbird: Mi Alma y Corazon," India; "Le Preguntaba a La Luna," Victor Manuelle; "Tequila y Ron ... A Tribute to Jose Alfredo Jimenez," Ismael Miranda; "Perseverancia," Tito Rojas; "Musica Universal," Truco & Zaperoko.

62. Mexican/Mexican-American Album: "Siempre Arriba," Bronco El Gigante De America; "Nuestro Destino Estaba Escrito," Intocable; "La Reina Del Sur," Los Tigres Del Norte; "Imperio," Los Tucanes De Tijuana; "Afortunado," Joan Sebastian.

63. Tejano Album: "Frijoles Romanticos," Frijoles Romanticos; "Un Poco De Cambio," Eddie Gonzalez; "Si Me Faltas Tu," Jimmy Gonzalez y El Grupo Mazz; "Despues De Todo," Milagro; "Montame," Bobby Pulido.

68. Native American Music Album: "Reveal His Glory," Tom Bee; "Flying Free," Black Eagle; "Brotherhood," Black Lodge Singers; "Sanctuary," R. Carlos Nakai; "Still Rezin'," Northern Cree.

69. Reggae Album: "Friends for Life," Buju Banton; "Freeman," Burning Spear; "Dutty Rock," Sean Paul; "Ain't Givin' Up," Third World; "No Holding Back," Wayne Wonder.

70. Traditional World Music Album: "Kassi Kasse," Kasse Mady Diabate; "Jibaro Hasta El Hueso: Mountain Music of Puerto Rico," Ecos De Borinquen; "The Rain," Ghazal; "Capoeira Angola 2 -- Brincando Na Roda," Grupo de Capoeira Angola Pelourinho; "Without You," Masters of Persian Music; "Sacred Tibetan Chant," The Monks of Sherab Ling Monastery.

71. Contemporary World Music Album: "Voz D'Amor," Cesaria Evora; "The Intercontinentals," Bill Frisell; "Nothing's in Vain (Coono du Reer)," Youssou N'Dour; "Specialist in All Styles," Orchestra Baobab; "Live in Bahia," Caetano Veloso.

Publicado por Luís Rei às 03:05 AM | Comentários (5)

dezembro 29, 2003

Balanço de 2003: Obituários

Já não nos bastava a recessão. O ano de 2003 foi cruel também para o campo musical. Cuba foi o país mais afectado. Já não bastavam as restrições de cooperação artística recentemente impostas pela administração republicana dos Estados Unidos, que impossibilitou que Ry Cooder voltasse a Havana para gravar novos discos com as estrelas do Clube Buena Vista.
Nesta relação baseada na informação providenciada pelo site World Music Central, pode observar-se que há obituários de primeira e de quarta categoria. Isto é, de que todos os órgãos de comunicação social do nosso país oportunamente referenciaram (Ruben Gonzalez, Compay Segundo, Célia Cruz, Johnny Cash) e outros que imerecidamente passaram completamente ao lado destes (Johnny Cunningham, Kaounding Cissoko e Babatunde Olatunji).


Johnny Cunnigham. Escocês, fundador dos Silly Wizard, virtuoso violinista, faleceu este mês vítima de ataque de coração (não é por acaso que a cidade de Glasgoé tem a maior taxa do mundo de doenças cardio-vasculares), a 15 de Dezembro, aos 46 anos.

Rubén González. Cubano, membro de Buena Vista Social Club e de Estrellas de Areito e autor de dois excelentes álbuns onde imprimiu o seu estilo único de tocar piano em jeito de “descarga”: “Introducing... Rubén González” e “Chanchullo”. Faleceu a 7 de Dezembro, aos 84 anos.

Johnny Cash. Norte-americano. Trovador vestido de negro. Faleceu a 12 de Setembro aos 71 anos, vítima de problemas respiratórios derivado de diabetes.

Tite Curet. Porto Riquenho. Lenda da salsa. Faleceu a 5 de Agosto aos 77 anos.


Paulinho Nogueira. Brasileiro. Um dos criadores da bossa nova. Faleceu a 3 de Agosto aos 73 anos, vítima de ataque de coração.

Txilibrin. Basco. Construtor e tocador de alboka, responsável pela nova geração de músicos onde se incluem Alboka e Bidaia, faleceu a 31 de Julho aos 91 anos.

Kaouding Cissoko. Senegalês. Mestre de kora e membro da banda de Baaba Maal. Colaborador do projecto Afro-celts Sound System, Nusrat Fateh Ali Kahn, Michael Brook e Ernest Ranglim. Faleceu a 17 de Julho aos 38 anos, vítima de tubercoluse.

Pacho Rada. Colombiano. Lenda do "vallenato" e do “son de la esquela bajera”. Faleceu a 16 de Julho, aos 97 anos.

Celia Cruz. Cubana. Rainha da Salsa. Faleceu a 15 de Julho, aos 77 anos, vítima de cancro.

Compay Segundo. Trovador e “bon vivant”. Um dos mais carismáticos membros do Buena Vista Social Club. Faleceu a 13 de Julho aos 95 anos.


Sylvestre Randafison. Malgaxe. Construtor de vahilas (o instrumento mais popular em Madagascar) e etnomusicólogo, faleceu a 12 de Julho aos 75 anos.

Herbie Mann. Norte Americano. Flautista de jazz. Intérprete e divulgador de Bossa Nova, música africana, japonesa e do Médio Oriente nos Estados Unidos. Faleceu a 1 de Julho aos 73 anos.

René Touzet. Cubano. Compositor e cantor. Autor de emblemáticos dos temas "La Noche de Anoche" e "Estuve Pensando". Faleceu a 17 de Junho, aos 86 anos, vitima de ataque de coração.

Momo “Wandel” Soumah. Guineense. Director musical da troupe Circus Baobab. Um dos maiores saxofonistas de África. Nomeado em 2002 para os prémios de “world music” da BBC. Faleceu a 15 de Junho.

Itamar Assumpção. Brasileiro. Fusionista de samba, rock, reggae e funk. Compositor de temas gravados por Zélia Duncan, Rita Lee e Cássia Eller. Faleceu a 11 de Junho aos 53 anos, vítima de cancro.

Babatunde Olatunji. Nigeriano. Um dos mais carismáticos percussionistas africanos. Membro fundador do projecto Planet Drum. Autor do emblematico álbum “Drums of Passion”. Faleceu a 6 de Abril.

Roberto Murolo. Italiano (napolitano). Voz de ouro. Conhecido por interpretar “O Sole Mio”. Faleceu a 13 de Março aos 91 anos.

Irshad Hussain Khan. Indiano. Filho de Ustad Zamir Ahmad Khan. Exímio intéprete de tablas. Faleceu a 5 de Março aos 29 anos.

Publicado por Luís Rei às 04:16 AM | Comentários (6)