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setembro 22, 2005
Soltas #2: G de Guiné-Bissau, Gumbé, Gumbezarte, Guto e Guarda
- Hoje é o dia da Guiné-Bissau no Santiago Alquimista. Quem ficou siderado com Toumani Diabaté, o convidado de Ali Farka Touré no Africa Festival, não deve perder o griot e tocador de Kora Galissa. Nem tão pouco o "gumbé" de Mayo Coope, mentor dos projectos Gumbezarte (com disco editado via Lusafrica em 98) e Djumbai Jazz. Para o final há ainda Guto Pires.
- Manecas Costa, outro guineense, bem melhor sucedido do que os nomes acima referidos, dá um concerto especial no próximo domingo (dia 25), no B.Leza. Haverá convidados. Provavelmente, Guto Pires e Mayo Coope, serão alguns dos músicos que o acompanharão em palco. Manecas deixou acabou a tournée mundial de "Paraiso do Gumbé" e vai entrar em estúdio, já no próximo mês de Outubro, para trabalhar no sucessor deste álbum gravado num estúdio móvel, na Guiné-Bissau.
- Kimi Djabate, griot guineense oriundo que toca balafon desde os 8 anos de idade, vai editar em Outubro o seu primeiro disco a solo. O repertório interpretado é o mesmo que tem apresentado enquanto projecto colectivo Tama Lá, e é bem bom. Aprecie-se a guintarra gingona à boa maneira zairense de Mahmadi, os duelos vocais entre Kimi e a italiana Ciara. O trompete quente e swingante do alemão Johannes. Uma mão cheia de boas canções que, apesar de "mestiças", nunca perdem os laços sanguíneos com a aldeia de Tabato (onde o balafonista nasceu).
- A dupla Chuchurumel que responde pelos nomes de César Prata e Julieta Silva, autores do álbum recentemente lançado em regime de edição de autor “No Castelo de Chuchurumel”, (com recensão crítica neste espaço para breve), apresentam hoje à noite, no Teatro Municipal da Guarda, um novo espectáculo intitulado Tapete Voador. De acordo com notícia publicada hoje no Público, “No Tapete Voador, cruza-se a tradição musical popular portuguesa com o processamento digital do som, com programações e com a música electrónica. Voam todos juntos, dando assim origem a um projecto musical ímpar no panorama da música portuguesa. Pretende-se, portanto, recriar a música tradicional, lançando mão a recursos e a estéticas que, à partida, pertencem a outros universos musicais. A voz é usada "ao natural", o som é processado com o recurso a múltiplos efeitos, os instrumentos tradicionais usados perdem a sua sonoridade habitual. Para além disso, os instrumentos são tocados, por vezes, de forma não convencional. Isto é Tapete Voador. César Prata e Julieta Silva socorrem-se, neste espectáculo, de diversos instrumentos, entre os quais o adufe, bandolim, concertina, groove box, guitarra e sanfona.”
- Mais uma oportunidade rara de ver Mandrágora ao vivo. É no Porto, FNAC de Santa Catarina, no próximo sábado (dia 24), pelas 17h.
Publicado por Luís Rei às setembro 22, 2005 01:41 PM
Comentários
epá, de volta a Lisboa é bom ver que há aqui uma panóplia de concertos para ver! se fores a Manecas Costa no domingo queres beber um copo?
abraços, Pedro
Publicado por: Pedro Matos
às setembro 24, 2005 12:55 AM
Olá Pedro, parece que ainda não foi desta. Sábado há Zeca Medeiros na Amadora, Domingo Fanfare Ciocarlia no Forum Lisboa.
a ver se nos encontramos.
Publicado por: yggdrasil
às setembro 28, 2005 02:22 AM
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