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setembro 02, 2005
Não há festa como esta…

Cristina Branco, convidada da Brigada Victor Jara
Começa hoje mais três dias de Festa do Avante na Atalaia, Seixal. Longe vão os tempos em que poderíamos escutar uns Chieftains, uma Bottine Souriante, ou uma Oyster Band que convidava June Tabor para cantar temas dos Velvet Underground, ou de Billy Bragg. À falta de grandes artistas internacionais (apenas a banda Bósnia / Sérvia, Mostar Sevdah Rweunion que se apresentou recentemente no FMM de Sines e no Raízes do Atlântico do Funchal), contentemo-nos, durante mais um ano, com um lote apreciável de músicos portugueses que dificilmente se encontram (todos juntos) noutras festividades.
Os grandes motivos de interesse são:
Brigada Victor Jara que comemora trinta anos. Mais um espectáculo que atravessa três décadas de carreira e apresenta convidados como Tomás Pimentel, Cristina Branco, Vitorino e Cristina Branco. Em Sines, a cantora de Santarém convidou a Brigada, agora é o projecto de Coimbra que apresenta Cristina Branco.
Galandum Galundaina, com a curiosidade acrescida de se apresentarem no palco principal e não no Auditório 1º de Maio (habitual para este tipo de projectos). “Modas I Anzonas” catapultou-os para a Super Liga da MPP. Trazem consigo os Pauliteiros de Miranda e prometem um espectáculo tão bom como foi o do Intercéltico do Porto.
Toques do Caramulo. O ano passado o muy expressivo Luís Fernandes apresentou-se com os CantAutores, este ano apresenta-nos os Toques do Caramulo que efectuam uma leitura actual e empolgada do folclore da Serra do Caramulo.
Dazkarieh. É, talvez, o projecto que mais tem actuado por todo o país. A cumplicidade entre os quatro músicos é notável. De uma certa anarquia passaram a uma banda exemplarmente organizada. Começam a explorar repertório português. E fazem-no de forma criativa. Muito boa a versão de Nossa Senhora da Azenha com a nickelharpa. Melhor a espécie de polska sueca à qual lhe dão o nome de “Nickelpower”.
Realejo. Orientação mais trad-etno-dance é boa. Estão mais encorpados e agressivos. Já não são aquela frágil banda folk de câmara. É pena que o disco prometido há já dois anos nunca mais é editado.
Blasted Mechanism. Ganharam muito com os dois novos elementos. As percussões tribais de Nuno Patrício agarram-nos mais à terra, guitarra eléctrica que soa a cítara indiana Luís Simões prolonga o transe.
Outros destaques: O Tempo e o Fado com Maria Amélia Proença/ Carla Pires/ António Zambujo/ Helder Moutinho/Marco Rodrigues, Terrakota, Lupanar, Nancy Vieira.
Publicado por Luís Rei às setembro 2, 2005 06:28 PM
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