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abril 29, 2005

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #432)

432 - Qual a localidade maliana em que se realiza o famoso Festival do Deserto?

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Publicado por Luís Rei às 11:12 PM | Comentários (1)

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #431)

431 - São escoceses, misturam gaita de foles com ritmos brasileiros de samba e têm nome de culto espiritual afro-brasileiro. Já passaram por Palmela e pelo Funchal.

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Publicado por Luís Rei às 04:03 PM | Comentários (1)

Portugal vai andar a toque de caixa

"Portugal a Rufar" é o nome de um festival de percussão deveras interessante, que se vai realizar entre os dias 27 e 29 de Maio na Quinta da Fidalga / Seixal. Na falta de um "Cantigas do Maio" no Concelho, este festival é bem bom.

O vasto programa divide-se por vários palcos, o que nos faz questionar se este evento não será uma espécie de festa do Avante da percussão (sem política incluída). Eis alguns dos nomes a acompanhar: O Ó Que Som Tem, Tucanas, Mercado Negro com 30 percussionistas, WOK - Ritmo Avassalador, Morabeza, Finka-Pé, Orquestra Bácoto, Awaaz, Batoto Yetu, Djamboonda, Ballet Entredanzas, Maria Leon (estranho vê-la nestas andanças), Bardoada, Tocandar, Tocá Rufar.

O fim de semana ritmado, inclui também muitas actividades paralelas, como exposição de instrumentos de percussão portuguesa, afro-cubanos asiáticos, variados workshops e um debate exploratório sobre “O fenómeno das orquestras de percussão em Portugal – da génese à actualidade”, dirigido pelo Musicólogo Domingos Morais, com a colaboração do músico Pedro Carneiro.

Publicado por Luís Rei às 01:47 AM

Islâmico de Mértola: atenção a Majid Bekkas e Hasna El Becharia


Muita atenção ao marroquino Majid Bekkas

Apesar de o 3º Festival Islâmico de Mértola, que se realiza este ano entre os dias 19 e 22 de Maio, ter uma componente mais orientada para o mercado, a gastronomia e as danças do ventre (à novela brasileira) e nos apresentar pouca música de interesse, importa prestar muita atenção às prestações de Hasna El Becharia e Majid Bekkas (soberbo o álbum "African Gnaoua Blues"). Quem tem a sorte de possuir a compilação "Desert Blues 2", sabe do que falo. Desenvolvimento para breve.

Consultem a programação no site da C.M. de Mértola

Publicado por Luís Rei às 01:24 AM

WOMAD de Cáceres: Lura, Anga Diaz, Chico César, Abdullah Chhadeh

O WOMAD de Cáceres que se realiza entre os dias 5 e 7 de Maio apresentou finalmente a sua programação.

Destaques: Lura, Chico César, Abdullah Chhadeh (que actua à mesma hora de Lura) e Miguel "Anga" Diaz (estes dois últimos irão merecer recensão crítica em breve dos seus discos nas Crónicas) que lançou recentemente um óptimo álbum pela World Circuit.

Boa notícia: Recuperou finalmente o formato antigo e volta a realizar-se na zona medieval da cidade, com os concertos a ocorrerem maioritariamente na Plaza Mayor e na Plaza San Jorge.
Má notícia: Insistem em realizar o festival a meio da semana. Não tem graça nenhuma ver Jim Moray a uma quinta feira, às quatro da tarde, com um sol abrasador, no palco principal.

Lista completa de intervenientes:

Abdelli (Argelia)
Abdullah Chhadeh & Nara (Siria)
Alchemy Arts (Escocia)
Angá Fusion (Cuba/España)
Apache Indian & the Reggae Revolution (Reino Unido)
Chico César (Brasil)
Filiberto Mora (Cuba)
Jim Moray (Reino Unido)
Kevin Johansen (Argentina/EEUU)
Laye Sow (Senegal)
Les Yeux Noirs (Francia)
Lura (Cabo Verde)
Matthaios Tsahourides (Grecia)
Palo Flamenco (España)
Patrick Duff, Alex Lee & Damon Reece (Reino Unido)
Pina Kollars (Austria)
Seckou Keita (Senegal)
Yelemba D´Abidjan (Costa de Marfil/Burkina Faso)

Para fazer consultar as datas e os horários e fazer contas à vida, consulte o site do Gran Teatro - entidade organizadora do WOMAD de Cáceres.

Publicado por Luís Rei às 01:07 AM

abril 28, 2005

Sétima Legião no Frágil: A gloriosa dança dos heróis

Poderá um concerto que, não foi mais do que uma reunião de velhos amigos, despertar um forte sentimento nostálgico capaz de fazer-nos recuar (como se viajássemos numa maquineta inventada por H.G. Wells) vinte e pouco anos atrás, ao enigmático universo urbano depressivo britânico do início dos anos 80? Poderá um concerto em 2005 fazer-nos reviver, através de uma sucessão de flashes mentais, o prazer de colocar uma agulha no vinilo de "Movement" dos New Order? Aquele tempo em que a Motor (que ainda não era Bimotor), o Arco Iris, a One Off vendiam verdadeiras pérolas a preços exorbitantes? O Blitz no Dafundo - o Pires estava mesmo ao meu lado - num corredor a perder de vista, mesmo ao pé do Auto Sport, escrito com máquinas de escrever manuais e a ostentar orgulhosamente uma Siouxsie na capa? O Som da Frente às quatro da tarde e os nossos dedos a carregarem insistentemente no rec + play do nosso gravador de cassettes? As edições da Fundação Atlântica? Pode, se a banda, sem qualquer compromisso com a apresentação de um novo álbum, oferecer-nos aquilo com que eles mais se identificam. Isto é, um alinhamento curto (não mais de uma hora dividida por 12 temas), que privilegiou os momentos mais emblemáticos de um dos álbuns essenciais da história da pop portuguesa: "A Um Deus Desconhecido".

O que importa se a bateria abafava os outros instrumentos, se o Abelho mal se podia mexer e não tinha espaço para gastar as suas pilhas alcalinas em intermináveis sprints? Se o Pedro Oliveira nunca disfarçou as suas deficiências na colocação de voz (habituámo-nos a ouvi-lo desta forma e seria muito estranho se ele aprendesse verdadeiramente a cantar)? Que gozo deu ouvir "Procession" dos New Order, "ceremony" da Joy Division, "Downs" dos próprios - composição assumidamente inspirada nestes mitos de Manchester.

Que gozo deu ver o bom gosto de Ricardo Camacho em certos momentos em que os teclados evocavam a eterealidade de alguns dos projectos da Factory, além estes monstros sagrados, caso dos injustamente ignorados The Wake, as sanguíneas arrancadas de Gabriel Gomes, o incisivo baixo de Rodrigo Leão (a fazer lembrar não Bill Laswell, mas algumas das bandas do eixo 4AD, como os também injustamente esquecidos Low Life da Escócia), a troca de posições em Sete Mares (Gomes nos tecados, Camacho na Guitarra num verdadeiro momento punk rock britânico). Uma noite memorável complementada por um DJ que passou clássicos como "What Difference Does It Make" dos Smiths, "Spell Bound" de Siouxsie and The Banshees, e "Blue Monday" dos New Order. Que saudades da Jukebox da Rua do Diário de Notícias e dos primeiros anos de Incógnito.

alinhamento Sétima Legião | Frágil | 27 de Abril:

Factor Humano
Porta do Sol
Além-Tejo
Downs
Ceremony
Procession
Partida
Manto Branco
Tango do Exílio
Noutro Lugar

Encore
Sete Mares
Glória

Publicado por Luís Rei às 11:54 PM | Comentários (6)

O Fórum das Crónicas mudou-se para uma nova casa

Infelizmente, não consegui fazer a transição dos "threads" do fórum anterior.

Para aceder ao novo fórum, sigam este link, sff.

Publicado por Luís Rei às 11:15 PM

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #430)

430 - Quais as duas características comuns (religião / país) às danças Hora, Londre, Zhok e Sirba?

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Publicado por Luís Rei às 10:29 PM | Comentários (1)

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #429)

429 - "Procession", um dos temas com letras em inglês que a Sétima Legião tocou ontem no Frágil, é um tema editado em Single conjuntamente com "Everything Gone's Green", em 1981, da autoria dos...

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Publicado por Luís Rei às 11:58 AM | Comentários (1)

abril 27, 2005

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #428)

428 - Como se chama o carismático grupo de DJ Morpheus que se separou no final dos anos 80 e se reuniu há cerca de um ano para uma digressão que não passou por Portugal? E, já agora, como se chama a caixa de três CDs que a banda editou em 2004?

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Publicado por Luís Rei às 10:32 PM | Comentários (1)

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #427)

427 - É sírio, mestre do qanun de 81 cordas, vive em Inglaterra, gravou um disco com o crítico da Folk Roots, Andrew Cronshaw e vai estar presente na próxima edição do WOMAD de Cáceres.

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Publicado por Luís Rei às 11:44 AM | Comentários (1)

abril 26, 2005

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #426)

426 - Em wolof, designam-se por Orchestre Gouye Gui. Quem são estes senegaleses que já actuaram em Aveiro?


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Publicado por Luís Rei às 11:50 PM | Comentários (1)

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #425)

425 - Quem produziu "A Ópera Mágica do Cantor Maldito" de Fausto?

Publicado por Luís Rei às 11:35 AM | Comentários (1)

abril 22, 2005

Hoje é dia Internacional da Terra

Como sempre, o Google aproveita as efemérides deste tipo para brincar (com grande mestria) com o seu logótipo

Custa a acreditar que de acordo com um relatório apresentado pelo porta-voz da World Wide Fund em Portugal, Eduardo Gonçalves, Os portugueses consomem mais recursos naturais do que os existentes, sobretudo devido aos nossos hábitos gastronómicos e às 1001 maneiras de cozinhar bacalhau. O que nos torna o segundo país a seguir à Noruega a provocar maior impacto na vida dos oceanos.

Publicado por Luís Rei às 12:54 PM | Comentários (2)

25 de Abril musical - José Mário Branco, Fausto, Brigada Vítor Jara, Laginha vs Sassetti, Filipa Pais vs Janita Salomé

O fim de semana alargado que hoje começa promete uma barrigada de concertos de norte a sul do país. Quem vive na Grande Lisboa vai ser obrigado a fazer opções.

Hoje

Rão Kyao | Passos Manuel - Porto | 22h
A Naifa | Aud Biblioteca Municipal Almeida Garrett
Mariza | Centro Cultural Olga Cadaval - Sintra | 21h30
Boy Ge Mendes | B.Leza - Lisboa
Prince Wadada | Mercado da Ribeira - Lisboa
Nina Nastasia | ZDB - Lisboa | 23h
Sérgio Godinho | São Luiz | 23h30
Gaitafolia | Ponto de Encontro - Cacilhas / Almada
Mazgani | Oficina do Cais - Montijo
Bernardo Sassetti, Afonso Pais Trio | Cine-Tatro - Alcobaça | 21h
Terrakota | Aud. São Bento Menni - Barcelos | 22h
Quinteto Tati, Dead Combo | Teatro Garcia de Resende - Évora| 21h30
CantAutores | Clube Macinhatense - Macinhata do Vouga (Águeda) | 22h

Destaques dos próximos dias

Dia 23

Dazkarieh | Recreios - Amadora | 21h30
Filipa Pais | Auditório dos Penichieros - Barreiro | 22h
Rão Kyao | TAGV - Coimbra | 22h
Old Jerusalem | Espaço Jovem - Lagos

Dia 24

Fausto | Parque de Feiras e Exposições - Grândola | 22h
Brigada Vítor Jara | Parque das Salinas - Alhos Vedros /Moita | 22h
João Afonso + Uxu Kalhus | Praça do Giraldo - Évora | 22h
Filipa Pais + Janita Salomé | Fórum Luísa Todi - Setúbal | 22h
Jorge Palma, Terrakota | Avenida da Praia - Sines

Dia 25

José Mário Branco com Canto Nono | Teatro Municipal da Guarda
"Grândolas" de Mário Laginha e Bernardo Sassetti | na inauguração do Fórum Cultural José Miguel Figueiredo - Baixa Da Banheira (Moita) | 22h
Danças Ocultas | Cine-Teatro Paraíso - Tomar | 22h
Marenostrum | Teatro Cine Tavira | 22h

Sempre que possível, passarei a publicar às zero horas, as datas de concertos do dia.

Publicado por Luís Rei às 11:33 AM | Comentários (2)

Raízes do Som . 1º encontro de Música e Tradição de Évora

Em Évora, é retomada a programação do Primeiro encontro de Música e Tradição de Évora, Raízes do Som. Iniciativa que apresenta um conjunto de várias actividades além espectáculos de palco: cinema, conferências, animação de rua, oficinas de instrumentos para adultos e crianças.

Destaque para a actuação de amanhã dos castelhanos Balbarda, uma das formações que integrou o cartaz do último Intercéltico de Sendim, e para as Adufeiras de Monsanto, a meio da tarde.

Para informações detalhadas do programa, consulte o blogue do encontro

Publicado por Luís Rei às 04:27 AM

Quero, quero, quero ir ao Frágil... ver Sétima Legião

É verdade. Mais um momento raro da música portuguesa. Depois das 50 chibatadas que dei nas minhas costas por ter perdido a noite do Fórum Lisboa que reuniu a Sétima, os Gaiteiros de Lisboa e Rodrigo Leão, há uma nova oportunidade para voltarmos a ver ao vivo os autores de "A Um Deus Desconhecido". É já na próxima quarta-feira, dia 27, no Bar Frágil ao Bairro Alto.

Publicado por Luís Rei às 03:24 AM

abril 21, 2005

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #424)

424 - Como se chama o músico do Porto que toca didgeridoo no último disco de Roldana Folk e que tem uma página na internet dedicada ao instrumento?

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Publicado por Luís Rei às 09:22 PM | Comentários (2)

Questonário de Músicas do Mundo (perg. #423)

423 - "Baile das Sete Partidas" é uma composição do repertório de...

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Publicado por Luís Rei às 11:34 AM | Comentários (2)

abril 20, 2005

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #422)

422 - São filhos da independência da Guiné Bissau e de um partido político local. O seu nome designa o anjo da guarda mais invocado pelos guerrilheiros durante a luta contra o antigo regime de Salazar.

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Publicado por Luís Rei às 11:58 PM | Comentários (2)

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #421)

421 - Como se chama o famoso pianista / compositor húngaro que deu nome à Academia na qual os Muszikás gravaram um álbum ao vivo?

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Publicado por Luís Rei às 11:41 AM | Comentários (1)

abril 19, 2005

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #420)

420 - Como se chama o produtor francês que fundiu composições de Bach com música da África negra e de Mozart com música egípcia?

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Publicado por Luís Rei às 11:29 PM | Comentários (4)

Femi Kuti e Andy White no WOMADRID


o melhor do WOMADRID: Andy White + Allison Rusell

Ainda não se conhece a programação do WOMAD de Cáceres que se realiza entre os dias 5 a 7 de Maio, mas já conhecemos boa parte do programa do primeiro WOMADRID que se realizará entre os dias 20 e 22 de Maio na capital espanhola, na Casa de Campo de Madrid.

O cardápio inclui, além dos habituais workshops, espaços para ONGs, feiras de artesanato, etc, quatro palcos a funcionar em simultâneo com os seguinte programação:

Femi Kuti (Nigeria)
Andy White + Allison Rusell (Irlanda / Canadá)
Kasse Mady Diabaté (Mali)
Little Axe (UK)
N'Faly Kouyate & Dunyakan (Guiné)
Njava (Madagascar)
Oliver Mutukudzi & The Black Spirits (Zimbabué)
Akim El Sikameya (Argelia)
Toto La Momposina (Colombia)
Asere (Cuba)
Amjad Ali Khan (Índia)
Wicked Aura Batucada (Singapura)
Enzo Avitabile & Bottari (Itália)
Te Vaka (Nova Zelândia)
Yasmin Levy (Israel)
Buika, Rádio Tarifa e Son de La Frontera (Espanha)

Um programa algo fraquinho, se comparado com o WOMAD de Reading, se bem que um pouco melhor do que o de Cáceres e que não deve incluir, infelizmente, artistas portugueses.

As entradas custam 10 € dia / 18 € passe para os três dias.

mais informação em www.womad.org

Publicado por Luís Rei às 08:03 PM

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #419)

419 - Qual o produtor britânico-indiano responsável pela vertente electrónica registada no último álbum dos marroquinos Masters Musicians of Jajouka?

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Publicado por Luís Rei às 11:29 AM | Comentários (1)

abril 18, 2005

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #418)

418 - Como se chama o grupo que venceu uma das edições do concurso Arribas Folk e que participou na final do Termómetro Unplugged que se realizou no passado sábado?

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Publicado por Luís Rei às 07:26 PM | Comentários (1)

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #417)

417 - Qual a dupla mais promissora da folk inglesa (ambos são John) que colabora no último disco de Eliza Carthy recentemente editado?

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Publicado por Luís Rei às 11:44 AM | Comentários (2)

abril 16, 2005

Agenda: Termómetro Unplugged, Filipa Pais, Mariza, Ultreia

FINAL DO TERMÓMETRO UNPLUGGED. Algo está a mudar em Portugal. Não é comum vermos na final de um concurso de música moderna portuguesa projectos maioritariamente ligados às músicas tradicionais, desde Cabo Verde, às Ilhas Britânicas e aos Balcãs e a todo o resto da Europa. MU, ORQUESTRINHA DO TERROR, GAITA FOLIA, REFILON, MAZGANI e FREEQUENCY disputam o primeiro lugar, hoje à noite, na Alfândega do Porto, pelas 23h.

DAZKARIEH no Porto. Prosseguem a sua digressão com nova formação iniciada há dois dias em Aveiro. Hoje estão no Porto para actuar à tarde nas FNACs e mais logo numa das salas do Contagiarte (que inveja não haver um espaço destes em Lisboa).

FILIPA PAIS no São Luiz (Lisboa). Apesar de ter gravado mais recentemente "Estrela" com José Peixoto, Filipa Pais irá apresentar as canções de "À Porta do Mundo" em trio composto pelos brasileiros Edu Miranda em Bandolim (um dos convidados no último álbum dos Danças Ocultas) e o muti-instrumentista Tuniko Goulart em violão (músico que já tocou com António Chainho).

MARIZA. Actua amanhã na Casa da Música, mas só apresenta oficialmente o seu novo álbum "Transparente" (que surge em grande destaque na edição de Maio da Revista fROOOTS - Folk Roots) no Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra, no próximo dia 22 de Abril.

GINGA NO TSUNAMI FOLK. O grupo Folk-rock português oriundo de Coimbra, muito mais cotado em Espanha do que em Portugal, actua hoje à noite em Laredo - Cantábria no Tsunami Folk. Festival solidário de apoio às vítimas do sudeste asiático. Estarão em palco, para além dos Ginga, os seguintes grupos: Cahórnega, Aulaga, Los Niños de los Ojos Rojos, Dani López, Condestables, Divertimento Folk.

GALEGOS ULTREIA EM LISBOA. esta é retirada do Gaitadefoles.net. "Investigador e gaiteiro galego Pablo Carpinteiro estará em Lisboa, no dia 16, para um concerto com o grupo Ultreia, no Centro Galego de Lisboa, (Rua Júlio de Andrade, nº3), a partir das 22:00h.
O grupo Ultreia dedica-se à investigação e reinterpretação da música galega e constitui uma autêntica embaixada, não só da música, mas também do ambiente das aldeias rurais galegas. Pablo Carpinteiro, para além de ser um excelente intérprete de gaita galega, conduz há vários anos um profundo trabalho de investigação à volta dos instrumentos da música galega e portuguesa".
Quem teve a sorte de os ver na grande tenda do Intercéltico de Sendim de há três anos, sabe que se trata a par dos Muxicas e Chouteira de um dos mais interessantes grupos da folk galega mais arreigado às raízes rurais, não tanto marítimas como grande parte dos grupos actuais.


FOLK NA RÁDIO VIZELA. Cristiano Pereira e Hugo Pinto têm um programa de 180 minutos nas ondas hertzianas da Rádio Vizela (97.2), aos Sábados entre as 18h e as 20h. "O programa está dividido em duas partes. A 1ª hora de folk nacional e a 2ª com folk europeu. Também faz criticas a discos, lançamentos entrevistas a bandas nacionais e europeias, agenda da zona norte com os concertos da semana e cobertura dos festivais nacionais. Futuramente terá um site que será o www.folkmagazine.com, que é a continuação do programa na internet e transmitirá em stream para que todos possam ouvir o progrma (estamos a tratar disso e contamos que seja logo em princípio de Maio)".


Publicado por Luís Rei às 12:26 PM | Comentários (1)

abril 15, 2005

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #416)

416 - Qual o autor da canção "Delicate" que o carioca Celso Fonseca interpreta no seu último álbum "Rive Gauche Rio" que será editado na Europa dentro de duas semanas?

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Publicado por Luís Rei às 04:54 PM | Comentários (1)

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #415)

415 - Qual a região irlandesa que oferece boa parte do repertório aos North Cregg e da qual é oriundo o grande acordeonista Jackie Daly?

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Publicado por Luís Rei às 11:54 AM | Comentários (1)

abril 14, 2005

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #414)

414 - Como se chama o produtor que reuniu num só disco nomes como Värttinä, Björk, Suzanne Vega, John Cale, Lena Willemark, Wimme Saari, Siouxsie, Jane Siberry, entre outros, tendo como elo de ligação as canções dos mares frios?

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Publicado por Luís Rei às 11:47 PM | Comentários (1)

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #413)

413 - Como se chama o músico indiano que construiu três guitarras "slide" com nomes muito peculiares: Chaturangui, Gandharvi e Anandi?

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Publicado por Luís Rei às 11:00 AM | Comentários (1)

abril 13, 2005

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #412)

412 - Como se chama o grupo irlandês que passou recentemente por Portugal e que colabora no último disco do inglês Martin Simpson?

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Publicado por Luís Rei às 11:48 PM | Comentários (1)

Rosa Cedron: Cheira-me que daqui não vai sair coisa boa...

Rosa Cedron saiu dos Luar Na Lubre porque, diz, "Estava acomodada". Ainda não tem um projecto a solo, mas já abriu o seu site com fotos ousadas que fazem lembrar as mais suculentas estrelas da pop. Na lista de discussão espanhola folk, há quem lhe chame Jennifer Lopez. Ela ambiciona também uma carreira no cinema. Será que vamos ter uma nova estrela na Quinta das Celebridades?

Publicado por Luís Rei às 12:55 PM | Comentários (4)

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #411)

411 - Os Realejo estiveram recentemente no sul de França a participar num festival de Músicas do Mundo. Em que cidade?

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Publicado por Luís Rei às 11:58 AM | Comentários (2)

abril 12, 2005

Tuxedomoon em Famalicão e Lisboa

Antes de passarem por Porto, Famalicão e Lisboa, os Tuxedomoon efectuaram uma digressão em Espanha. Deixo-vos imagens registadas pela belga Isabelle Corbisier que está neste momento a escrever um livro-biografia da banda e um artigo publicado no Jornal "La Vanguardia". Peças retiradas do excelente grupo de discussão do Yahoo.

Madrid+BLR.jpg
(c)Isabelle Corbisier | Blaine - Madrid - 8 Abril

Vall+group2.jpg
(c)Isabelle Corbisier | Valladolid (9 Abril)

Vall+group.jpg
(c)Isabelle Corbisier | Valladolid (9 Abril)

Vall+SB.jpg

(c)Isabelle Corbisier | Steven Brown - Valladolid (9 Abril)

Vall+BLR+PP.jpg
(c)Isabelle Corbisier | Blaine e Peter - Valladolid (9 de Abril)


TUXEDOMOON

Intérpretes: Steven Brown, voz, teclados, saxos, clarinete; Blaine
L. Reininger, voz, violín, guitarra y teclados; Peter Principle,
bajo y programaciones; Luc van Lieshout, trompeta, corneta y
armónica; George Kakanakis, imagen
Lugar y fecha: sala Apolo (6/IV/2005)

La creatividad que no cesa

MINGUS B. FORMENTOR - 08/04/2005


Siguen fieles a su filosofía rupturista, ecléctica, de esquiva
clasificación, manteniendo muy alto el pabellón de la creatividad y
la competencia, dando testimonio vivo de que en el circo que acabó
deglutiendo la inmensa mayoría del pop-rock aún caben los artistas
cuyo nombre cabe escribir en mayúsculas, artistas en los que se
combinan a dosis parejas humildad y excelencia, revolución en los
presupuestos y sólida sensatez en las propuestas. Todo un puntazo
poder volver a gozar de a los Tuxedomoon.

Siguen donde estaban hace un cuarto de siglo y, menudo triunfo
intelectual, es el caso que siguen siendo más modernos que el que
más y suenan a futuro. Tras un buen puñado de años de retiro activo
y silencio fáctico, las alforjas creativas de los Tuxedomoon siguen
llenas de sueños y placer danzante como explicitaban en el subtítulo
una de sus obras clásicas, Ship of fouls (Cram-Boy, 1985). Esa
turgente mezcla de rock, jazz, electrónica, camerística
contemporánea y banda sonora sigue tan fresca o más que en aquellos
primeros pasos que dieran en cafeterías, lofts y fiestas privadas de
San Francisco mediados los setenta.

Ese Cabin in the sky (CramBoy, 2004) que acaban de poner en
circulación, y del que extrajeron la mayohome ría de sus temas
(Luther Blisset, Here ´till X-mas, Diario di un egoista, A away,
Cagli Five-O)en su tremendamente abductor concierto, es un trabajo
de primera magnitud, un disco tenso e intenso, a la vez profundo y
luminoso, onírico y mirífico, a años luz de la electronicidad
delicuescente o machacante.

En fin, que ha sido un enorme placer recuperar en punto álgido de
creatividad y ejecución a una banda esencial de la música popular
con aroma a siglo XXI. Con propuestas como las de Tuxedomoon uno
recupera la fe en conceptos tan evanescentes y cuasi-obsoletos como
el de vanguardismo creativo. A esa fiesta hay que acudir con el
espíritu vestido de esmoquin. Orfeo se lo pague con una larga vida
artística.

Publicado por Luís Rei às 07:01 PM

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #410)

410 - Como se chama o álbum em que June Tabor grava com uma banda de folk rock britânica versões de temas escritos por senhores autores como Lou Reed, Billy Bragg, Shane MacGowan e Richard Thompson?

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Publicado por Luís Rei às 05:41 PM | Comentários (1)

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #409)

409 - Mais do que uma uma música essencialmente ritmica, à base de percussão, é um modo de vida dos habitantes da ilha mais pobre das Caraíbas e integra religião, filosofia, relações sociais, psicologia, justiça, ética, arte.

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Publicado por Luís Rei às 01:41 AM | Comentários (1)

abril 11, 2005

Playlist Quinta ecológica dos Portugueses

Alguns temas de grupos portugueses que mereciam destaque na Rádio. Alô Antenas...

Roldana Folk - Cirigoça

Fortíssimo candidado a melhor tema. Que bem que fica a electrónica inicial, a voz de Isabel Martinho, a passagem pela Irlanda e os coros de Galandum.

Mandrágora - E Pia o Mocho

Galandum Galuindaina - Dona Tresa

Dazkarieh - Rosa de Lava (versão 2005)

Marenostrum - Freylekchs Fun L.A.

Publicado por Luís Rei às 11:38 PM

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #408)

408 - É cubano e um virtuoso instrumentista de congas. Lançou recentemente um álbum em nome próprio e que conta com colaborações do fabuloso contra-baixista Cachaíto López, do griot maliano Baba Sissoko e do DJ francês Dee Nasty, além do piano mágico de Rubén González.

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Publicado por Luís Rei às 03:28 PM | Comentários (1)

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #407)

407 - Tem nome de futebolista do FC Porto. É um dos elementos fundadores do grupo folk irlandês Danú.

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Publicado por Luís Rei às 03:23 AM | Comentários (1)

abril 10, 2005

Ciclo o Careto na Rota das Músicas do Mundo em Bragança recebe Galandum Galundaina e Paco Díez

Os Galandum Galundaina que deram no Intercéltico do Porto (na passada sexta-feira) o seu melhor concerto de sempre (pelo menos de entre aqueles que tive oportunidade de ver), vão encerrar um novo festival de Músicas do Mundo que ocorrerá no Teatro Municipal de Bragança, entre os dias 27 e 30 de Abril, sob a designação O Careto na Rota das Músicas do Mundo. A programação inclui música árabe-andaluza, argentina, afro-peruana e andina, sefardita e da Ilha das Canárias. Além de Galandum, destaque para Paco Díez que colaborou no disco “Modas I Anzonas” destes mirandeses e do projecto de fusão de rock com hip hop e música tradicional, Fado Morse, que recentemente editou o disco “Entrudo”. Os bilhetes custam 5€ (dia).

Eis o Programa:

Dia 27 – Quarta
Carlos Montero – Tango (Argentina)
Alturas – Música Afro-Peruana e Andina (Peru)

Dia 28 – Quinta
Wafir Quarteto – Música Afro-Árabe
Al Maqam – Música Árabe-Andaluza

Dia 29 – Sexta
Paco Diez [na Imagem] – Música Sefardita
Benito Cabrera, sexteto – Música das Canárias

Dia 30 – Sábado
Galandum Galundaina – Música Mirandesa
Fado Morse

Publicado por Luís Rei às 12:46 PM

Breves notas sobre o 15º Intercéltico do Porto

Os Luar Na Lubre, ausentes do cartaz do Rivoli,apresentaram em Lisboa e em Montemor-o-Novo a vocalista lisboeta Sara Vidal (c) retorta.net | Há apreciação sobre o concerto na Memória Virtual


- Os Quadrilha evoluíram imenso. Há um tridente acústico de respeito que suporta a guitarra e a voz (nem sempre num registo apreciável) de Sebastião Antunes, como Amadeu Magalhães, o violinista escocês e o bretão da concertina Pierre Escodo. Mas ainda se encontram um pouco apegados à folk popularucha do "Ai Caramba" e da "Canção de Emborcar" que pedia um Sebastião mais Shane Mac Gowan. O melhor foi mesmo o tema instrumental.

- Susana Seivane, tão sensual de frente como de costas para o público, revela-se musicalmente bem melhor nos momentos em que a sua banda a acompanha no formato acústico e o mais simples possível (gaita de foles, concertina, bombo, tamboril, flauta), do que na vertente pop (com baixo eléctrico bateria e, sobretudo, o horripilante sax electrónico à Kenny G).

- Belíssima actuação dos Galandum Galundaina, que confirmam o bom momento registado em disco, em que a tradição mirandesa se apresenta mais moldada à urbanidade sem perder a autenticidade rural. Sintonia perfeita entre o Castelhano Paco Diez e o escocês Malcom Mc Millan que toca na perfeição todas as modas mirandesas com gaita a das terras altas.

- O acordeonista Christy Leahy é pequeno de estatura, mas um grandioso músico e um humorista digno de fazer boa figura num número de stand up comedy. O fole voa-lhe nas mãos. A todo o portento de técnica e agilidade, de registar também interessantes ornamentações para polcas, slides e reels com piano e um “kit” de bateria composto por bombo, pratos e tarola tocada com um espanador, pintalgando a respeitada tradição irlandesa com old time e jazz swingante do início do século XX.

- Os madeirenses Xarabanda precisam de palco, o que é uma constatação normal, dado o isolamento a que estão vetados na sua insularidade. Desta vez, Rui Camacho acertou no alinhamento que primou pela riqueza da variedade harmónica de mouriscas, cantigas de trabalho, cantigas de embalar, marchas instrumentais, romances. Conseguiu ainda gerir bem o tempo ao não prolongar demasiado quer as pequenas histórias à volta dos temas, e ao não exceder o tempo previsto de actuação. O melhor espectáculo que vi até hoje da Xarabanda.
Só falta mesmo explorar mais a belíssima sonoridade metálica da viola de arame e dar asas ao acordeonista sérvio Slobodan Sarcevic.

- Um final à Intercéltico do Porto. Efusivo, empolgante, com o público que esgotou a última noite completamente rendido, quer à intensidade e à velocidade estonteante com que os Danú atacavam os sets de reels, como também à classe e maturidade com a jovem vocalista Muireann cantava num timbre de grande senhora (Dolores Keane? Niamh Parsons?), canções de lamento ora gaélicas, ora de inspiração da folk americana (“Peg and Awl”). Nem demos pela falta do bordhán e da gaita de Donnchadh Gough que teve a infelicidade de partir a perna dias antes em Lisboa.

[continua]

Publicado por Luís Rei às 03:13 AM

abril 07, 2005

Dazkarieh na estrada com nova formação

dazkarieh4.bmp

Vasco Casais deve estar feliz. Os Dazkarieh estão mais pequenos, mas mais coesos e pujantes. O agora quarteto, em que ao homem da nickelharpa, do bandolim, do bouzouki, das flautas e da gaita e do didgeridoo, se juntam Helena Madeira (voz e percussões), Baltazar Molina (Cajon, Darabuka, Riqq, Bendir, Tar e Adufe) e Luís Peixoto (Bouzouki Irlandês, Bandolim e Cavaquinho), tem andado a preparar afincadamente a nova digressão que arranca a dia 14 deste mês, em Aveiro - Bar Olaria.

Saúda-se a concretização de um desejo antigo: o de tratar temas da tradição portuguesa (vamos à Murta, já!!!) e a incorporação do cordofone sueco (nickelharpa) em muitas das composições. "Rosa de Lava" está agora muito mais bela e sofisticada.


Eis as datas:

14 de Abril - Aveiro - Bar Olaria, Centro de Congresso (5ª Feira)
15 de Abril - Barcelos - Festival Subscuta - Auditório da Biblioteca Municipal (6ª Feira)
16 de Abril - Porto - FNAC Santa Catarina - 15h00
16 de Abril - Gaia - FNAC Gaia Shopping - 19h00
16 de Abril - Porto - Contagiarte - 23h30
17 de Abril - Porto - FNAC Norte Shopping - 17h00
23 de Abril - Amadora - Recreios da Amadora (Sábado) - 21h30
29 de Abril - Almada - FNAC Almada Forum, Noite Aderente (6ª Feira) - 00h00
30 de Abril - Lisboa - ZDB - 23h30

6 de Maio - Funchal - Bar "The Kelts" (6ª Feira) - 22h30
7 de Maio - Funchal - Bar "The Kelts" (Sábado) - 22h30
28 de Maio - Lisboa - FNAC Colombo
29 de Maio - Cascais - FNAC Cascaishopping

4 de Junho - Lisboa - Santiago Alquimista
25 de Junho - Lisboa - Mercado da Ribeira (Sábado)

Nota: Entrevista a ser publicada em breve

Publicado por Luís Rei às 03:52 AM | Comentários (2)

abril 06, 2005

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #406)

406 - Como se chama o tema mirandês que os Roldana Folk interpretam e que conta com a colaboração de elementos de Galandum Galundaina?

responder aqui

Publicado por Luís Rei às 11:20 PM | Comentários (4)

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #405)

405 - Como se chama a balada tradicional etílica que os Danú interpretam e que os Pogues tornaram mundialmente conhecida em que Shane a interpreta em dueto com a antiga baixista Cait e que figurou no mítico álbum "Rum, Sodomy & The Lash"?

responder aqui

Publicado por Luís Rei às 11:18 AM | Comentários (5)

Fórum Crónicas da Terra

O site ainda está demorado. Mas podem ir já testando o fórum que contempla não só a discussão de assuntos relacionados com este espaço, como também publicação de classificados, press-releases, recortes de imprensa e agenda.

é este o caminho

Publicado por Luís Rei às 03:09 AM | Comentários (1)

abril 05, 2005

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #404)

404 - Qual o grupo que o mestre de balafon Mahama Konaté do Burquina Faso criou e que chegou a actuar em Lisboa por duas vezes (pelo menos): na Expo 98 e nas Festas de Lisboa?

responder aqui

Publicado por Luís Rei às 10:50 PM | Comentários (1)

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #403)

403 - Qual é a rua que tem nome de santo e que dá nome um super grupo irlandês?

responder aqui

Publicado por Luís Rei às 10:35 AM | Comentários (1)

Intercéltico é no Porto

Os concertos descentralizados inseridos no âmbito do Festival Intercéltico começaram este fim de semana na Praia da Vitória – Ilha Terceira – Açores, mas o verdadeiro, o genuíno arranca apenas na próxima quinta-feira, dia 7.

Todos os anos, na primeira semana de Abril, há um hábito enraizado ao qual não conseguimos contrariar: o de rumar à invicta para mais três dias de festividades folk made in Irlanda, Escócia, Bretanha, Galiza, Astúrias.

Tudo isto para não dizer Celta porque o Dunkerke não me deixa fazê-lo e tem toda a razão. O termo Celta, assim como a designação world music, não são mais do que etiquetas que ajudam a tornar os “produtos”, vulgo discos e artistas, comercialmente mais atractivos.

O que é que faz do Intercéltico do Porto um festival tão especial? A história que tem para contar. As noites mágicas vividas no Rivoli a rebentar pelas costuras (muitos eram aqueles que se encontravam de pé) com os Chieftains, com a fúria delirante da música judaica da Transilvânia pelos húngaros Muzsikás, pelo imensa fogueira ateada por quatro vozes carelianas comandadas (ainda) por Sari Kaasinen (que falta que ela faz...), isto é, os Värttinä. A festa que se prolonga noite dentro com o Dervish num qualquer bar da Ribeira ao redor de uma mesa repleta de cervejas, ligando o turbo e só abrandando a velocidade após as seis da manhã.

A par do Cantigas do Maio (que boas que eram aquelas queimadas) e, em parte, dos Encontros de Tradição Europeia (com toda a desorganização que sempre o caracterizou), este é o festival que nunca nos há-de sair da memória, pese a relativa importância que vem perdendo, por falta de um cartaz com mais nomes sonantes (Planxty, Richard Thompson, June Tabor... como é bom sonhar) ou, quanto muito, da crescente falta de interesse que a folk tem sido vetada pela imprensa e, por arrasto, pelo público em geral.

Por estes dias, no porto, respira-se sempre um ambiente folk, não só nos locais do espectáculos (seja no mítico Terço, seja no algo espaçoso Coliseu, seja no Rivoli), como em muitos pontos da cidade. É fácil encontrar bares que se alimentam do público do festival, quer através de música pré-gravada, quer de jovens projectos e da junção informal de músicos. Por isso mesmo, não há Intercéltico em Lisboa, em Arcos de Valdevez ou em Montemor-o-Novo. Há apenas espectáculos de bandas folk irlandesas, galegas, nacionais. O Intercéltico é no Porto. E mais nada.


PORTO (Rivoli)

7 de Abril (5ªf)
QUADRILHA (Portugal) / SUSANA SEIVANE (Galiza)

8 de Abril (6ªf)
GALANDUM GALUNDAINA (Portugal) / NORTH CREGG (Irlanda)

9 de Abril (Sáb)
XARABANDA (Madeira) / DANÚ (Irlanda)


LISBOA (Fórum Lisboa)

7 de Abril (5ªf)

DANÚ (Irlanda)

8 de Abril (6ªf)

LUAR NA LUBRE (Galiza)

ARCOS DE VALDEVEZ (Auditório da Casa das Artes)

8 de Abril (6ªf)
QUADRILHA (Portugal)

9 de Abril (Sáb)
NORTH CREGG (Irlanda)

MONTEMOR – O- NOVO (Cine Teatro Curvo Semedo)

8 de Abril (6ª f)

DANÚ (Irlanda)

9 de Abril (Sáb)

LUAR NA LUBRE (Galiza)

PS: ainda hoje, a bolsa de apostas projecto a projecto.

Publicado por Luís Rei às 01:07 AM

abril 04, 2005

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #402)

402 - Eram um quarteto irlandês de teenagers. Daí brotou a formosa Cara Dillon para uma carreira a solo. O nome da banda em gaélico significa "juventude". Quem são?

responder aqui

Publicado por Luís Rei às 07:29 PM | Comentários (4)

Questionário de Músicas do Mundo (perg. #401)

Caros amigos.

Começou mais uma série do Quiz.

Eis as principais regras:

- 2 perguntas por dia sem hora marcada (madrugada - manhã / tarde - noite) de segunda a sexta;
- limite de 12 horas para responder a cada (que pode ser reduzido caso haja pelo menos 5 respostas certas);
- as perguntas continuam a ser respondidas via e-mail;
- 2 pontos a quem responder mais rápido, 1 ponto do 2º até ao 5º classicado, meio-ponto até ao 10º classificado;
- se quiserem podem enviar as vossas perguntas (num máximo de 3), recebendo automaticamente 2 pontos por cada publicada;

Prémio:

- oferta de compilações Crónicas da Terra aos 10 concorrentes mais pontuados.

Dicas:

Para estar a par das actualizações das Crónicas da Terra, consultem o Weblog.com.pt, ou assinem o rss feed deste blogue, através de programas como o bloglines (www.bloglines.com).

E agora a pergunta:

401 - Qual a origem de uma canção que Lhasa de Sela interpretou no seu concerto do Fórum Lisboa, dedicado a um amigo natural de uma região da Rússia que luta pela independência?

responder aqui

Publicado por Luís Rei às 02:40 PM | Comentários (2)

abril 02, 2005

[entrevista] Rão Kyao: os arabescos do fado


Rão Kyao no RiR @ Agencia Zero

Depois de ter estreado, há quase um ano atrás, o seu mais recente álbum, "Porto Alto", no Rock In Rio (a 28 de Maio), RÃO KYAO regressa hoje à noite aos palcos lisboetas, acompanhado por António Pinto (guitarras), Renato Júnior (Acordeão/Sintetizadores) Ruca Rebordão (Percussões) e André Sousa Machado (Bateria).

A nova apresentação de "Porto Alto", álbum inspirado numa outra trilogia bem lusitana (não, não é a dos Fs, é a gastronómica do Pão, Vinho e Azeite), prossegue a 22 deste mês no Porto (Passos Manuel) e a 23 em Coimbra (no TAGV).

Para assinalar esta mini digressão, recupero uma entrevista efectuada em 2001 e publicada na Musicnet, na altura do lançamento do álbum anterior, "Fado Virado a Nascente".

Depois de ter gravado “Junção”, com mais de meia centena de músicos macaenses, Rão Kyao acaba de editar “Fado Virado a Nascente”. Neste disco, em que participam dois músicos marroquinos de tradição clássica (Mohamed Elgazi e Barmaki Mohamed, violino e percussões, respectivamente), Rão Kyao testa e comprova a teoria de que o verdadeiro fado encontra-se virado para Oriente. Uma expressão musical que bebe toda a sua influência em nascentes Persa, Indiana e Árabe. Em “Fado Virado a Nascente” paira a memória de Amália Rodrigues, certamente a maior aventureira do fado.


A sua carreira de músico tem-se caracterizado por um certo eclectismo em termos de estilos e áreas geográficas abordadas nos seus discos. Do jazz ao fado, da música popular portuguesa, à tradicional indiana, chinesa e árabe. Qual é o denominador comum que faz a junção de tudo isto? O sentimento?

O meu trabalho tem-se desenvolvido desde que comecei o estudo sistematizado da música indiana e das suas influências, de eu sentir alguma familiaridade muito grande com essa música. Desenvolvo todos os dias isso. Ao mesmo tempo, comecei a ver as minhas ligações com esse estudo. Questionava-me como é que uma pessoa como eu, nascida em Lisboa, sentia tanta familiaridade com aquela música. Aquilo que canto e toco não é puro exotismo. O exotismo é uma coisa efémera. Acabei por entrar num raciocínio que nós os Portugueses, com aquela costela de misturarmo-nos com outros povos, temos relações com estas músicas orientais.
Essa facilidade de integração visível ao longo da nossa história, faz com que deixemos alguma coisa da nossa cultura nesses países e que também recebamos influências. A nível musical o que prevalece é a cultura mais antiga e enraizada que é a indiana. A música tradicional indiana como a música árabe fazem parte da história do mundo, influenciando por isso muitas outras culturas. A partir dessas fusões criaram-se outras músicas que apesar de ganharem uma raiz própria, têm origem na Índia. O nosso fado (visto da forma como ele surgiu) e os grandes intérpretes (Amália, Argentina Santos, Manuel de Almeida) viram que essa música tinha uma tradição oral. Eram essas melopeias populares e pregões que vinham da rua e que modelaram o canto dos primeiros intérpretes do fado, do fado mais popular. É precisamente isso que tento mostrar neste disco. É alertar, sem querer ser professor de ninguém, um certo aspecto que está esquecido no fado.
Agora há uma grande tendência para o fado canção, mas o fado profundo, sem rede, tem a ver com este canto, com o lamento do Magrebe.

Esta ideia vem ao encontro daquela história em que o seu professor indiano, Pradeep Chaterjee, pensava que a Amália era uma cantora Iraniana e, por outro lado, a Amália considerar a egípcia Umm Kalthum a sua cantora preferida.

Por acaso tem piada que ontem a minha mulher encontrou o rascunho de uma carta dirigida à Amália a contar essa história com cerca de 14 anos, na altura em que vivia em Bombaim. Uma carta que eu nunca cheguei a enviá-la. Não era uma pessoa da rua que diz isso, é um maestro, ele encontrou qualquer coisa iraniana na sua voz. Isso foi mais uma achega nesta ideia. Quis mandar uma carta à Amália porque sabia que ela sempre teve uma atenção inacreditável em relação à música árabe e indiana.


#1 a origem do fado, as escolas de canto, a alma e o sentimento


A propósito do “Fado virado a nascente”, gostaria de saber qual a sua opinião para estas duas hipóteses: foi o Oriente que veio até nós através dos diferentes povos que habitaram o nosso território, ou foi o fado que foi para o Oriente, através dos descobrimentos?

Considero que o aspecto mais importante de todas estas influências é a presença árabe no nosso país, durante séculos. Não é por acaso que os bairros mais fadistas de Lisboa são a Mouraria e Alfama. É daí que provêm as melopeias e os pregões. Nós virámo-nos de costas para os árabes por várias razões que eu não percebo. A religião é que paga sempre, mas não tem nada a ver com isso. A religião promove a paz.

Eles eram os invasores...

Por essa razão esquecemo-nos deste aspecto no fado e também porque cantar desta forma é mais difícil do que cantar fado-canção. Há que ter dom. É uma coisa muito profunda com um canto mais difícil, cada vez menos usado. É para aí que eu vou. No fundo, é o fado virado a nascente.

De qualquer forma há no disco duas escolas de canto. Por um lado o da Deolinda Bernardo da escola mais bairrista, da tradição oral e a Teresa Salgueiro mais inovadora.

Obviamente a Deolinda é uma fadista popular e a Teresa é mais uma cantora de baladas. Basicamente, a cantora é a Deolinda, mas como tive uma certa colaboração do Pedro Ayres na conceptualização do disco, vi que aquela balada que tinha feito para o presidente Manuel de Almeida ia muito bem com a cara da Teresa. Quando ela canta o “Amor Meu” utiliza um tipo de canto que é quase de trova, ligado ao fado de Coimbra. É também virado a nascente.
O nascente que eu digo não diz respeito ao facto de vermos a ligação com os árabes. É mais onírica, subtil, de cantar a emoção com força. Isso é que nós sentimos na música oriental. A música ocidental é pouco anímica.
Uma pessoa sente acima de tudo a qualidade, se está afinado, se tem boa voz. Depois sente a parte anímica, se tem alma. O mais importante para mim, é que o fado passe esta mensagem anímica. Se o fado complica a forma sem acompanhar a parte anímica, torna-se outra música. Aí já não é virado a nascente.

O que interessa para si não é a inovação estética, é a alma e o sentimento que se pode tirar do fado.

Esse aspecto deve ser sempre o primeiro aspecto e depois a forma deve acompanhar a frescura da intenção emocional. Isso é que vem de nascente. Isso está muito claro na música indiana com as ragas. Raga quer dizer emoção. A música é toda baseada na expressão exacta e profunda de uma certa emoção. E a música árabe também. O fado virado a nascente, antes de mais, apresenta este aspecto que o define como fado.

Para si, a emoção e a espiritualidade estão definitivamente a nascente.

Sim, mas não tem nada a ver com o ponto cardeal. A nossa religião cristã a que nós associámos de Ocidental, nasceu no médio oriente. No fundo, lembrando aos outros, lembro-me a mim disto. Como o fado é já uma música muito simples e se ela não tiver uma carga emocional muito forte, desaparece. Penso que essa parte não se deve esquecer.


#2 a música como ferramenta política, as ligações mouriscas


A música pode ser utilizada como ferramenta política na união dos povos. Existem, por exemplo, projectos como o de Yair Dalal ou de Amal Markus em que israelitas tocam com palestinianos. O Rão Kyao também já serviu de bandeira para promover a tolerância cultural, nomeadamente na Indonésia. Como é que se sentiu a tocar para uma plateia cujo povo estava há bem pouco tempo de costas voltadas para Portugal?

Não é o povo que é inimigo. Começa logo por aí. O povo é uma maravilha, é dócil. Atenção que a docilidade é uma força. Esta docilidade que sentimos nestas pessoas simples na busca da vida, não é baseada na competição. É a competição que nos tira a docilidade, esta procura incessante de certos valores. Os Indonésios aceitam e têm alegria na vida. Aceitam que não há vida sem sofrimento. É isso que faz com que eles sejam hospitaleiros, tenham tolerância. Para mim é duplamente gratificante poder tocar na Indonésia, porque nós já andámos à batatada com eles.

Será que eles sentiram essa ligação do fado com a música muçulmana?

Logicamente. Como eles estão muito longe, menos bairristas ficam. Não se preocupam se o fado é da Mouraria ou do Bairro Alto. Notaram que há ligações com o Magrebe, que há qualquer coisa de mediterrânico.


Ao longo da sua carreira houve um interesse de ir à procura de diferentes culturas, mas sempre partindo de uma matriz nacional. À excepção de uma experiência com músicos indianos, o Rão Kyao nunca tocou num projecto fora das suas coordenadas, por exemplo, num grupo carnático. Porquê?

Nunca houve. No fundo é a forma como as coisas sempre foram feitas. Não me atreveria a tocar num grupo com músicos carnáticos (do Sul da Índia) porque é muito bairrista, de muito difícil execução para quem está de fora. Agora já compreendo melhor a forma da música do norte da Índia. É menos bairrista, porque foi produto de uma fusão, automaticamente cria uma forma mais acessível.

Os músicos marroquinos não conheciam o fado mas aventuraram-se no seu projecto.

É que a forma do fado é bem mais simples. Basta ouvir a introdução ao “Suite do Fado Menor” e sente-se que ele [o violinista Mohamed Elgazi] interiorizou bem o fado.

A sua forma de tocar flauta nessa composição também tem um toque árabe...

É a que eu tenho, por me sentir um bocado virado a Nascente. Esta expressão está a vir muitas vezes. Mas quando eu lhes apresentei o Fado Menor, automaticamente eles perceberam.

Houve imensa facilidade na adaptação. Será porque o nosso passado nos mantém ainda ligados aos árabes?

Exactamente. A música anda no tempo 100 anos num segundo. Pela expressão que dei ao fado, ele entendeu qual era o tipo de ambiente. Há um modo árabe que está ligado ao modo fado menor. Automaticamente já estava dentro. Só que a forma de fado menor que eles têm é diferente. Já vem uma guitarra, com um baixo, já sofre outro tipo de influência.

#4 as experimentações do fado e o espectáculo de dia 15


Neste disco nunca pensou em experimentar o alaúde em substituição da guitarra portuguesa?

Não, porque deixava de ser um disco de fado. Insisto que este disco tem a ver com fado, apesar de haver temas que não são especificamente fado, como a “Evocação do Canto Cigano”. Neste tema quis aproximar o canto cigano mais como uma saudação.

Já tem havido experiências de tentar aproximar o fado do flamenco. Qual é a sua opinião acerca desta experimentação?

Faz sentido. A Amália já juntou fado com o flamenco. Inclusivamente, a Amália cantava muito bem flamenco. Uma coisa que muito poucas pessoas sabem. Há uma série de anos atrás, a Amália dava umas festas em sua casa onde vários músicos de flamenco cantavam ao desafio com ela. A própria Amália disse que o flamenco tem origem árabe e que nós estamos ligados à musica da Andaluzia. Não estou a dar novidade nenhuma. Ao mesmo tempo, com todo o respeito que tenho por ela, não era capaz de seguir uma ideia só por ela a ter dito.

Ao dedicar este disco à Amália, está a dedicar à cantora que primou pela diversidade e pelo quebrar das nossas fronteiras geográficas durante o antigo regime.

Sim, ela estava muito atenta a este aspecto. O canto que ela tinha a ver com isto, com o facto de ouvir a Umm Kalthum. É a partir daí que aparece aquele canto fora de série, não só na Amália como em outras cantoras, caso da Argentina Santos.

Publicado por Luís Rei às 01:26 PM | Comentários (1)

abril 01, 2005

[agenda] Marenostrum às voltas com "Almadrava"

Image hosted by Photobucket.comOs algarvios Manenostrum apresentam hoje no Bar do Rui Júnior (O Tambor Q Fala) em Casal do Marco (próximo do Fogueteiro / Seixal) o segundo e mais recente disco "Almadrava". Um dos discos, em português, mais interessantes lançados em 2005, em que o corridinho e o baile mandado misturam-se com ritmos klezmer e uma forte brisa africana dominada pela guitarra gingona e mágica do guineense Mamadi e pela sensualidade vocal da Cabo-verdiana Maria Alice.

Amanhã, Os Marenostrum actuam em Lisboa no Bar Xafarix (pela meia-noite). No domingo, 3 de Abril, rumam a Montemor-o-Novo. Este útimo espectáculo na Casa do Povo de Cabrela (às 17 horas) terá como convidados especiais os dois músicos africanos acima referenciados.

As Crónicas da Terra, publicam a curtíssimo prazo uma entrevista com esta banda de Tavira.

Publicado por Luís Rei às 05:08 PM

World Music Charts Europe (Abril 05)

1 GILI GARABDI
Fanfare Ciocarlia Romania (Asphalt Tango)

2 DIMANCHE A BAMAKO
Amadou et Mariam Mali (Because Records)

3 APARELHAGEM
DJ Dolores Brazil (Crammed)

4 GOLDEN AFRIQUE VOL. 1
V.A. various (Network Medien)

5 MKUTANO
Taj Mahal meets The Culture Musical Club of Zanzibar USA/Zanzibar (Tradition & Moderne)

6 DI KORPU KU ALMA
Lura Cape Verde (Lusafrica)

7 THURSDAY EVENING
Panayiotis Kalantzopoulos Greece (Cantini)

8 ECHU MINGUA
Miguel Anga Diaz Cuba (World Circuit)

9 EL KILO
Orishas Cuba (EMI)

10 CONGOTRONICS
Konono No. 1 D.R. Congo (Crammed)

11 MOVIE MASALA
Bollywood Brass band UK (Emergency Exit Arts)

12 BROTHER MOSES SMOTE THE WATER
The Klezmatics & Joshua Nelson & Kathryn Farmer USA (Piranha)

13 BUNDUNG
King Kora Gambia/Switzerland (Ayam)

14 VERDE
Badi Assad Brazil (Universal)

15 MAIORAIS Bonga Angola (Lusafrica)

16 PLOU PLOM
Cheb Balowski Spain (Kasba)

17 RENASCENCE
Waldemar Bastos Angola (World Connection)

18 INCONDICIONAL
Ildo Lobo Cape Verde (Lusafrica)

19 GILLES PETERSON IN AFRICA
V.A. various (Ether Music)

20 THE SYLIPHONE YEARS
Bembeya Jazz National Guinea (Syllart)


fonte: WMCE

Publicado por Luís Rei às 08:00 AM

Aos maratonistas do Quiz

Muito obrigado a todos pela participação mais do que diária em mais uma série do "Quiz". Sinto um enorme cansaço e calculo os esforços que os mais empenhados (e não só) terão feito diariamente para poderem ir respondendo de imediato às perguntas que iam sendo colocadas à hora (mais ou menos) certa.

Como anteriormente prometi, pretendo chegar às 1000 perguntas. Como é difícil aguentar este ritmo para mim e para a maior parte de todos vós (não imagino sequer que voltas terão dado à vossa vida familiar e profissional para poderem estar sempre em jogo), estou a ponderar a publicação diária de uma a duas perguntas (sábados e domingos incluídos).

Gostava entretando que opinassem acerca das seguintes questões:

- Deve-se ou não manter a forma como se respondem às perguntas (através de e-mail)?
- E o sistema de pontuação? Mantém de 1 a 5 e a possibilidade de meios pontos, ou preferem não privilegiar o factor rapidez e atribuir a mesma pontuação (1) até ao décimo participante por pergunta que respondeu correctamente?
- Querem introduzir penalização a quem erra uma pergunta? Não permitir que quem errou possa enviar nova resposta (ou caso envie, receba apenas meio-ponto)?

Conto com os vossos contributos.

Aos participantes da série III e IV que conseguiram um lugar no top 10: espero finalizar as compilações durante este fim de semana e começar a enviá-las por correio durante os próximos dias. Peço-vos uma vez mais o favor de me enviarem as vossas direcções. Obrigado.

Publicado por Luís Rei às 01:34 AM | Comentários (5)