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dezembro 21, 2004

Prémio alguém explica à Dulce Pontes o que são Cine-Teatros?

"Quero fazer chegar a minha música às pessoas da melhor forma, não posso abdicar de determinadas condições porque este não é um espectáculo que possa ser perturbado pelo barulho dos carrinhos-de-choque numa festa de Verão". [Dulce Pontes ao Comércio do Porto, em 20-12-2004, tentando justificar o facto de só ter efectuado quatro concertos em Portugal durante este ano]

Publicado por Luís Rei às dezembro 21, 2004 12:21 AM

Comentários

A D. Dulce que explique então quanto pede de cachet...e já agora quanto pede em Espanha ou em França...Depois veremos se o problema é só os carrinhos de choque. Estes gajos querem enganar as pessoas...E além disso aquilo é uma merda insuportável...e ela berra desalmadamente!

Publicado por: Vasco Sacramento às dezembro 21, 2004 01:44 AM

:D

Publicado por: yggdrasil às dezembro 21, 2004 02:20 AM

Alguém explica à Dulce Pontes que cantar não é berrar? Que para mostrar que sabe cantar não é preciso gritar no limiar da dor?

(Por acaso sei que já houve quem tentasse, só que ela não ouve. Se calhar ensurdeceu com os próprios gritos).

Publicado por: Fernando às dezembro 21, 2004 02:47 AM

abri uma caixa de pandora...

Publicado por: yggdrasil às dezembro 21, 2004 03:20 AM

lol!

Publicado por: BillLaswell às dezembro 21, 2004 04:40 PM

Ai Dulce, Dulce... quem te viu e quem te vê!

Publicado por: Nuno Morna às dezembro 22, 2004 07:47 PM

mas voces pérem la..... quanto é que a mariza vos pagou????? e voces acham bem, aceitarem dinheiro da mariza para escreverem estas coisas da dulce?? oh pah coitada da moça, nao faz mal a ninguem.... e voces vao na onda do complexo de inferioridade dessas meninas q agora aparecem por ai, que esganam as cordas vocais e nao sai som nenhum? epa... mas olhem, experimentem falar com a dulce. sabem, é que ela a falar, fala baixinho. pode ser que compense.................. curem-se!!!!!!!!

Publicado por: Nao tenho paciencia às dezembro 23, 2004 12:27 AM

Durante uma entrevista, ouvi a Misia dizer que sabia muito bem o que fazer para conquistar mais público, como cantar no meio da Plateia, descer do Palco... escusado será dizer que houve muito boa gente que enfiou a carapuça.
É claro que depois de Dulce Pontes ter recusado o titulo de Herdeira de Amália, coisa que todas deviam fazer, depois da morte da Diva era urgente encontrar uma fadista que a pudesse "substituir". Primeiro foi a Mafalda Arnauth, quando sai o seu primeiro album todas as noticias diziam " a nova Amália ", como grande fadista que é não ligou nenhuma ao caso. Depois aparece a Mariza que andava a fazer coros para o Luis Filipe Reis mas a biografia diz que cantou musica Soul, Jazz, Gospel, Bossa Nova... logo que lhe disseram " nova Amália " nunca mais largou o titulo.
Por tudo isto continuo a achar que a Dulce Pontes, que já tem 15 anos de carreira, não precisa de lições de ninguem. Encontrou o seu caminho, defende a tradição musical Portuguesa como ninguem, é autora, compositora e produtora dos seus Cd's, tem uma enorme capacidade vocal e nem que não queiram têm de lhe dar razão. De facto existe " uma apetência especial para implicarem " com ela...

Publicado por: Opinião às dezembro 23, 2004 07:31 PM

pessoal nada melhor que uma historia para iluminar as mentes... entao aqui vai: numa tarde de soleira vinham pela estrada fora um burro, um velho e um menino. Qdo xegaram finalmente á 1ª aldeia, as pessoas começaram a comentar: "mas k estupidez, com um burro e vao os 2 a pé, com este calor!". bem, ouvindo isto, o velho pos-se a pensar,e pos o menino em cima do burro. Lá seguiram viagem ate k duas velhas k iam a passar o caminho dos campos, começaram a gritar para o velho: "voce é k devia ir em cima do burro, k as pernas ja n sao jovens". o velho retirou o menino e pôs-se a galope. Ao entrar na 2ª aldeia duas moças k iam a passar a caminho da fonte, critiraram duramente o velho pois o menino é k deveria de ir em cima do burro, coitadinho! o velho pos-se a pensar, e resolveu sentar o menino mesmo á sua frente e seguir viagem. Eis senão qdo uma criança k ia a passar exclamou "tadinho do burro!". E quase que diria que seria esta a resposta da nossa dulxe que canta o amorrrrrrrr a porrrrrttttttuuuuuuugggggggggaaaaaaaaaallllllll, assim bem estridente só para vos chatear...

Publicado por: Rakel às dezembro 23, 2004 09:58 PM

Por acaso a Dulce Pontes explicou, e muito bem, porque é que só fez 4 espectaculos em Portugal. O que ela já teve dificuldade em explicar é porque fez 50 no estrangeiro!
Aconselho o autor deste blog a reler a entrevista. Na verdade, a iletracia em Portugal começa a atingir níveis assustadores...

Publicado por: Um destes dias às dezembro 29, 2004 01:30 AM


Acho piada ao facto de haver uma série de gente aparecer por aqui a defender a Dulce Pontes, escudando-se em Nick Names. Será crime apreciá-la?

Há quem faça 50 espectáculos no estrangeiro e outros tantos em Portugal, sem necessitar de ir para feiras ser incomodado pelos carrinhos-de-choque... será que o sr "um destes dias" sabe que o que não faltam são Cine-teatros, espaços ao ar livre, ou outro tipo de salas de congressos, etc, por este país fora, que lhe permita "gerir elementos indispensáveis à actuação intimista que pretende levar a cabo"? Há quem também necessite desse ambiente intimista e efectue muito mais do que 4 concertos num ano.

Já agora,uma questão que o sr "um destes dias" saberá responder: - Será que o cachet que a Dulce Pontes pede em Espanha ou em outro ponto da Europa, por concerto, é o mesmo do que os valores exigidos em Portugal?


Publicado por: yggdrasil às dezembro 29, 2004 01:57 AM

Um "nickname" nao é um escudo, mas é um direito que assiste a cada um de nós. E o meu nome é perfeitamente irrelevante para a troca de opiniões (Prometo que não farei nenhuma brincadeira com o seu nome).
Quanto a haver alguém quem faça 50 espectáculos num ano em Portugal... desafio a dar-me um só exemplo. Em relação aos cachet's, pouco ou nada sei.
A desgraça é que Portugal não tem mercado nem para bens de consumo, quanto mais para espectáculos e cultura.

Publicado por: Um destes dias às dezembro 29, 2004 03:04 AM

Os The Gift, se não chegaram aos 50 espectáculos, andaram lá perto.

Os Madredeus, quando têm datas para Portugal, não fazem 50 concertos, mas percorrem o país exaustivamente durante um mês ou dois... Os Mão Morta foram à procura de salas para uma digressão e deram mais de 30 concertos. Um grupo moçambicano que praticamente ninguém conhecia, Timbila Muzimba actuou 14 vezes em pouco mais de um mês...

Claro que exagerei no número de concertos num só país. Quando se ganha notoriedade internacional, é natural que as bandas tenham maior motivação em fazer concertos no maior número de países diferentes, deixando de haver tempo para actuar no país de origem. Um grupo polaco como os Kroke chegam a efectuar mais de 200 concertos por ano e duvido que façam 50 na Polónia. Mas, o que quero dizer é que existem espaços e público motivado de norte a sul do país. Mas compreendo que, se por um lado é mais fácil para um determinado artista nacional encher uma sala da importância de um Olympia em França, não conseguindo contudo esgotar um Coliseu dos Recreios, que não se sinta minimamente motivado em actuar em pequenos auditórios no seixal, em Castro Verde ou em Serpa.

Publicado por: yggdrasil às dezembro 29, 2004 04:12 AM

Mas quem é que disse que a Dulce não enche um Coliseu ou uma sala de Espectaculos mais importante no estrangeiro?
Será necessário relembrar as salas por onde tem passado?
Arena de Verona - Concerto com o Maestro Ennio Morricone editado em Dvd, curiosamente não existiu uma única noticia na imprensa portuguesa.
Palau de la Musica em Barcelona, Academia Santa Cecilia em Roma, Barbican Centre, só para referir alguns dos mais importantes...


Publicado por: Opinião às dezembro 30, 2004 01:20 AM

falei em determinado artista nacional... pode ser pode ser a Mísia, pode ser a Cristina Branco... nomes que mais facilmente enchem salas de prestígio em França, Bélgica ou Holanda do que em Portugal. Talvez agora isso esteja a mudar. Mas, para conquistarem o público português, têm trabalhado muito lá fora.

Quanto à Dulce... sr "opinião"... não há "uma apetência especial para implicarem" com ela. Diga antes que a Dulce tem uma apetência especial para fazer tudo de forma a que impliquem com ela. 5 minutos de entrevista na Antena 1, na altura do lançamento do álbum com o Ennio Morricone, são suficientes. Personalidade à parte, reconheço que "O Primeiro Canto", apesar de alguns lugares comuns, é um disco muito bem feito e arrojado.


Publicado por: yggdrasil às dezembro 31, 2004 01:15 AM

Só a título informativo no ano 2000 foi feita uma tour de "o primeiro canto" em 13 locais históricos portugueses. Ao que parece, a implicação de que falam é o alimento de alguns portugueses que são incapazes de gostar de si mesmos. A típica invejeta do "será que é mesmo assim tão boa?", etc, etc, etc, funciona como um espelho invertido onde se reflectem medíocres julgamentos sem memória, injustos e com uma considerável ignorância. Sim, toda a gente é livre de gostar ou não, é um direito que nos assiste. Que se opte sem causar dano.

Publicado por: silhueta às dezembro 31, 2004 04:56 AM

fantastico..... voces sao puramente fantasticos, muito mais fantasticos que eu, que proponho apenas isto: formulem la dois ou tres pontos de criticas á vedeta dulce. epa, mas amigos, bem formulados com um tanto de conteudo. é que até mete pica ler estas coisas e responder á altura mas nenhum de voces ainda conseguiu escrever aqui uma porcaria de uma linha com algo consistente. morte á dulce, porque?

Publicado por: Raquel às janeiro 8, 2005 08:51 PM

ah e... so assim por acaso....nao sei se tomou conhecimento do concerto da vedeta Dulce no hotel Sheraton no Porto? e nao sei que tambem teve acesso á informaçao de que a vedeta para estar nesse concerto, declinou o convite para participar em Roma num concerto de Natal ao Papa, que varias televisoes transmitiram.... ja viu, sr.yggdrasil, a Dulce nao tá boa da cabeça!! atao em vez de aproveitar mediatismo, vai preferir estar em Portugal rodeada de pessoas como o sr? beijinhos

Publicado por: Raquel às janeiro 12, 2005 09:28 PM

Na minha opinião, a Dulce Pontes é parola! É a minha opinião e tenho direito a ela. Berra desalmadamente e implicam com ela pq ela põe-se a jeito... Não sendo eu um admirador profundo da obra da Mariza, entre as duas escolho claramente a Mariza, embora ache que não há qualquer semelhança entre o trabalho de ambas. Respeito a carreira da Dulce Pontes, o seu percurso, o nível que já conseguiu atingir, mas eu não gosto.
Outra questão completamente diferente é a razão pela qual a Dulce toca tão pouco em Portugal: Existe público interessado em ver a Dulce e existem muitos promotores interessados em fazer concertos com ela. O problema é que a Dulce está a exigir um cachet exorbitante ao nível do Rui Veloso, Xutos e Pontapés, Luís Represas e Madredeus, que são aqueles que actualmente mais dinheiro pedem em Portugal. Dá-se a circunstância de a Dulce ser claramente menos popular que os outros e de a sua música necessitar de espaços específicos mais delicados... Esta é a principal razão pela qual a Dulce pouco toca em Portugal. Fazer um espectáculo da Dulce num Teatro para 1000 pessoas é completamente inviável com bilhetes a menos de 50, 60 euros...esse é o problema...
A Mariza, apesar de ser internacionalmente, neste momento, um nome muito mais forte que o da Dulce, toca muitas vezes em Portugal...Por que será?... O Rodrigo Leão tem feito uma digressão enorme com muitas produções próprias... Por que será?
Para terminar, só para acrescentar que os cachets dos artistas portugueses estão todos altamente inflacionados... Custa menos a um promotor espanhol fazer os Ojos de Brujo que a um português fazer os Da Weasel... e o poder de compra é muito superior em Espanha...

Publicado por: Vasco Sacramento às janeiro 19, 2005 01:02 AM