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outubro 20, 2004
Lhasa de Sela também estará por cá em Dezembro

Ainda mal refeitos da notícia do Kimmo e eis que a organização do Sons em Trânsito, como se já não bastasse a óptima programação nas duas primeiras semanas de Novembro em Aveiro, anúncia um outro mui agradável regresso. Três dias após o inovador acordeonista finlandês ter pisado três palcos portugueses, Lhasa de Sela apresenta-se em Lisboa (dia 6 na Aula Magna) e Famalicão (dia 7 na Casa das Artes).
Aproveito para recuperar excertos de uma entrevista efectuada este ano, no mesmo dia do concerto do Fórum Lisboa há uns meses atrás, com a promessa de concluir finalmente o texto.
Nomadismo
"Nunca viajei porque queria viajar, sempre viajei porque tinha qualquer coisa para fazer. Quando viajo toda a minha vida vai comigo. É mudar de casa. Não sei se é necessário parar para escrever. Apenas preciso de espaço e de tempo para escrever canções e é mais fácil quando se está em casa."
Living Road
"Queria fazer não uma coisa universal mas mais pessoal. Não seria honesto para mim ser apenas uma cantora mexicana. Deixei o México quando tinha 11 anos. A minha primeira língua é o inglês e agora vivi e vivo no Quebeque ou em França a maior parte do tempo. Tornou-se mesmo necessário fazer isto. As canções começaram a sair nessas línguas. Isto é o que eu sou."
"Cada canção foi feita como se de um pequeno filme se tratasse. Os instrumentos eram os actores. Escolhias que sons querias que contassem a história. Houve diferentes guitarristas, baixistas, trompetistas, diferenes sons. Os dois produtores tocaram muito. Trabalhámos os três juntos. Olhávamos para os arranjos e chamávamos os músicos. Fomos construindo cada canção como se fosse uma fina peça de joalharia."
Renascimento
"A verdade é que o tempo entre os dois álbuns foi muito período muito difícil para mim. Senti-me muito confusa e muito perdida. Não sabia como voltar à música. Tinha medo de tudo, sentia uma grande tristeza. Nessa altura, o facto de ter entrado em estúdio para gravar este disco, foi como uma tábua de salvação. A música salvou a minha vida. Sabes como é estares a nadar e de repente veres uma bóia para te agarrares? A gravação deste disco foi essa bóia.
Fazer o trabalho com estas duas pessoas [Jean e François] foi tão divertido, foi uma experiência muito intensa e bonita. Vivi uma óptima relação de amizade. Quando o álbum acabou de ser gravado estava muito melhor."
A vida no dia-a-dia
"Alguns dias estou cansada, estou com medo, estou contente. Agora compreendo mais a vida. Há dias em que tens mais energia, outros menos. È mais simples para mim compreender isso. Sou uma cantora. É o que faço. É muito intenso, gasta-nos muitas energias. Durmo bastante. Tomo conta de mim. Levo agora as coisas de forma mais comedida, não tão dramática como antigamente."
"Tenho uma perspectiva maior de vida. Sei que é isto que quero fazer. Sei que amanhã haverá um outro concerto, no dia seguinte. É a vida de cantora. Temos de nos manter com os pés no chão. É fácil deixarmo-nos abater pelo perfeccionismo."
Publicado por Luís Rei às outubro 20, 2004 03:23 AM
Comentários
O concerto da Lhasa de Sela é na Aula Magna ou no Forum Lisboa ???
Publicado por: ac às outubro 21, 2004 01:33 PM
Aula Magna. Aula Magna.
Publicado por: yggdrasil às outubro 21, 2004 04:02 PM
thanks.
Porreiro a ver se não falto
Publicado por: ac às outubro 25, 2004 02:01 PM