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outubro 19, 2004
Kimmo Pohjonen regressa a Portugal entre 1 e 3 de Dezembro
Kimmo Pohjonen: Clube de Combate
Sons em Trânsito, Teatro Aveirense, 28NOV03
O início não poderia ser mais prometedor. Uma viagem de cerca de meia-hora ao centro da terra, à galáxia mais próxima, ao fundo do oceano. Composições sobre composições que davam a sensação de se tratar de um espectáculo "ad infinitum", sem pausas. A música (?) que sai do fole diatónico, amplificado e “loopado”, “samplado” e percutido pelo islandês Samuli Kosminen é feita de contrastes, como o universo visto pela sabedoria oriental milenar que ambos parecem advogar, ou não fossem trajados como verdadeiros samurais, sem sabre. A sua música (?), dizia, oferece-nos o céu e as trevas, granadas e cravos, o sol e a lua, a inquietação e a tranquilidade, a tradição e a improvisação, o yin e o yang. É feita de terrorismo sonoro e de harmonia, de momentos de uma interpretação plena de virtuosismo da folk finlandesa, que descamba de imediato em ruído sónico e em vozes possuídas por demónios, amplificadas por espasmos físicos do músico que tornam a sua actuação tão arrebatadora quanto arriscada. Se há algum nome para descrever violência física, sonora e visual, esse nome já sabem qual é. A sua irreverência, enorme capacidade em andar como um trapezista numa corda sobre um abismo, traz-nos ao nosso imaginário o momento em que num longínquo ano de 80 e tal, Adolfo Luxúria Canibal rasga inconscientemente com uma lâmina uma das pernas. Com Kimmo não foi tão grave. No entanto, não evitou uma lesão no tornozelo que o impediu de realizar espectáculo seguinte em Moscovo. No site dele lê-se: “Dec 6: Moscow Russia - B2 (cancelled due to injury)”.
Mas um concerto de Kimmo Pohjonen é muito mais do que ver um experimentador do acordeão secundado por um manipulador sonoro. O som “surround” e o jogo de luzes adquirem especial importância. Os strobes apontados à assistência violentam-nos. Sentimo-nos como se estivéssemos a desfrutar de um espectáculo de Fura dels Baus (o “Suz o Suz” na Estufa Fria). Leva-se com visceras e mais visceras na cara, ficamos com a roupa toda molhada, mas saímos dali satisfeitos. Kimmo não vai tão longe. Mas a sua atitude em palco, combinado com os sons que extrai do seu acordeão e os efeitos visuais, proporcionam-nos a sensação de termos sido linchados, sem necessidade de limparmos um pingo de sangue ou de reparar uma costela que seja. Quando é que é o próximo combate?
Datas:
1 Dez. - Coimbra - Teatro Académico Gil Vicente - 22h -
co-produção SET e TAGV
2 Dez. - Lisboa - Forum Lisboa - 22h - co-produção SET e EGEAC
3 Dez. - Famalicão - Casa das Artes - 21h30 - produção Casa das
Artes
Preços e locais de venda:
Coimbra - 15€ público em geral - 12€ estudantes
Bilhetes à venda no local
Lisboa - 15€
Bilhetes à venda no local, Lojas Fnac, Lojas Abreu,
Ticketline e Telef. 210036300
Famalicão - 12€
Bilhetes à venda no local
Publicado por Luís Rei às outubro 19, 2004 01:23 PM
Comentários
ALEGRIA MEUS IRMÃOS! ALEGRIA! Estou felicissimo! :D Só é pena não ser cá no Porto... mas Famalicão é pertinho! Viva! Viva! [pulos de contentamento mode]
Publicado por: André Lamelas às outubro 19, 2004 06:53 PM
Fura dels Baus - “Suz o Suz” na Estufa Fria ... já lá vão uns anitos ... foi dos melhores Fura ...
Publicado por: ac às outubro 21, 2004 01:36 PM