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outubro 27, 2004

Danças Ocultas ao vivo, em disco e na rádio

Semana agitada para o quarteto de concertinas Danças Ocultas. Apresenta no próximo sábado (dia 30, pelas 22 horas), no Fórum Lisboa, o seu mais recente trabalho, "Pulsar", que acabou de ser editado. Um disco produzido por Gabriel Gomes, e misturado por António Pinheiro da Silva, que teve a colaboração de uma extensa galeria de convidados, que incluiu, entre outros, o músico e cantor sírio Abed Azrié, o bandolinista brasileiro Edu Miranda, os Gaiteiros de Lisboa, os percussionistas José Salgueiro e Rui Júnior, o contrabaixista António Augusto Aguiar, a cantora Maria João e o pianista Mário Laginha.

No espectáculo de sabado participam Antonio Augusto Aguiar (contrabaixo), Rui Júnior (percussão), Gabriel Gomes(acordeão) e Eduardo Miranda (bandolim).

Antes, o projecto liderado por Artur Fernandes estará presente no programa "Viva a Música" de Armando Carvalheda. Quem quiser vê-los ao vivo no estúdio das Amoreiras, é favor aparecer antes das 16 horas.

As Crónicas e o site Retorta de Mário Filipe Pires vão voltar a trabalhar em conjunto e prometem apresentar um reportagem de ensaio e uma entrevista aos Danças Ocultas.

Deixo-vos o rescaldo do espectáculo que vi deste quarteto em Tavira, há cerca de dois meses:

No espectáculo dos Danças Ocultas, mais do que a procura da re-einvenção de uma tradição musical, realce-se a forma como se acarinha e explora todas as facetas do instrumento – a concertina - à semelhança do que acontece, por exemplo, no projecto Accordion Tribe; o modo como os instrumentistas jogam entre si o jogo do ritmo e da melodia com a procura de espaços para as concertinas inspirarem e expirarem; a interligação entre composições entrando e saído de uma para outra com uma notável leveza, casos de La Dance Ideal vs Dança II e Alento vs Esse Olhar. Apesar de os quatro músicos permanecerem sentados durante os cerca de sessenta minutos, nada é estático. Se os GYBE! fossem um quarteto e só usassem um instrumento teriam-nos certamente como referência. As luzes, sombrias e reflectidas nas camisas dos elementos, reforçam o ambiente intimista de uma música que não pode ser enquadrada em nenhum estilo próprio. É antes o resultado do amor e do processo exploratório de um instrumento que parece inesgotável.

Alinhamento do concerto de Tavira


Casa do Rio
La Dance Ideal
Dança II
Bulgaria
Porto Seguro
Queda D’Água
Alento
Esse Olhar
Escalada
Sorriso
Contradança
Tristes Europeus

No(c)turno das Sete
Moda Assim ao Lado
Casa do Rio

Publicado por Luís Rei às outubro 27, 2004 03:51 AM

Comentários

Muito bem Danças Ocultas! Continuação de bom trabalho musical!!!

O que seria de um mundo sem música???..


Beijinho musical,

Marilia

Publicado por: Marilia às novembro 13, 2004 03:33 PM