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agosto 16, 2004

FMM De Sines: Femi Kuti



(c) CMS / Cameraman Metálico

fogo artificial

Os cinco / dez minutos iniciais, com um “loop” rítmico contínuo a servir de banda sonora para a habitual descarga pirotécnica, revelaram que Femi Kuti era o actor perfeito no fecho do melhor FMM de Sines que até hoje pude assistir. Se o mote era a festa, o filho de Fela não se fez rogado. Em palco “dá o litro”, quer no saxofone, quer nas teclas, quer quando canta ou exercita movimentos algo epilépticos. A banda é eficaz, os metais mortíferos e as três meninas da cor do bolo de mel Madeirense (mais dançantes do que coristas) são os bibelôs perfeitos de um “produto” que provoca a nossa testosterona e torna o afrobeat, conforme o conhecemos nos anos 70, nada selvagem, muito mais domesticado, plástico – contaminado de hip hop e soul, previsível e quadrado. Fela, se fosse vivo, certamente continuaria a achar que a música do filho é uma merda. Femi Kuti gostou do ambiente de Sines. O público dançou freneticamente. Valeu pela festa. [8/10]

Publicado por Luís Rei às agosto 16, 2004 07:11 AM

Comentários

Perdi tudo isto. Mas, para compensar, assisti ha' alguns dias a uma brilhante actuacao de Boban Markovic, em Budapeste, seguida de um infernal concerto de tres bandas vindas directamente de Guca. Agora, na Romenia, muita coisa podera' acontecer.

Publicado por: CMF às agosto 16, 2004 12:22 PM

Bom trabalho Luis!
Dá gosto ver as minhas fotos, apoiarem os teus textos.
Keep the good work
cheerz
CM

Publicado por: Cameraman às agosto 16, 2004 02:16 PM

Não tenho pena nehuma de ti Carlos. :) Estás ou vais para a Roménia? Tiraste fotos desses concertos? irás documentar o momento no blog?

Obrigado pela força, Melão. Bom trabalho em Paredes de Coura. é pena não teres fotografado os Los de Abajo.

Publicado por: yggdrasil às agosto 17, 2004 02:10 PM

Ja' estou na Romenia. Mas e' a minha primeira visita e ainda ando a investigar o terreno.
Tenho imagens e ate' um pequeno filme dos concertos. Nao sei se conseguirei alguma vez transmitir com palavras aquilo que vivi em Budapeste. E' excessivo, caotico, delirante e extenuante. Inesquecivel. Especialmente os concertos das pequenas bandas de Gucca (um pequeno palco, uma centena de pessoas). Markovic (com o filho) e' fabuloso, mas actuou num dos palcos principais, com milhares de espectadores. Era impossivel a mesma intimidade.
Um abraco de Sighisoara.

Publicado por: CMF às agosto 17, 2004 05:13 PM