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julho 19, 2004
a graça de Rabih e o vozeirão de Argentina
Tive uma imensa pena de não ter estado presente este fim de semana no teatro São João do Porto.A Cristina da Janela foi ao espectáculo de Rabih Abou-Khalil, com Camané e Argentina Santos e gostou muito.
Em discurso informal, via e-mail: "O camané foi perfeito, penso que costuma ser assim. A Dona Argentina foi uma revelação, faz uns truques com a voz que me encantaram, principalmente quando reduz, parece que mete a voz toda para dentro, canta mesmo com a alma e ela estava tão comovida. Foi de facto muito bonito. Na segunda parte, o deslumbramento de Rabih que é um homem cheio de humor. Fez umas apresentações muito engraçadas dos elementos que o acompanhavam e que são excelentes. No fim, o Camané apareceu e cantou duas canções com eles. As letras são do Jacinto Lucas Pires, difíceis de cantar, sobre uma melodia oriental. Resultou estranho e hipnótico :)"
Publicado por Luís Rei às julho 19, 2004 07:41 PM
Comentários
Luís, esse mail está mesmo muito mal amanhado. O último parágrafo está errado, as letras o Jacinto Lucas Pires não são orientais, a música do Rabih Abou-Khalil é que é.
O JN publicou uma crítica a sério, aqui está.
Publicado por: cristina às julho 19, 2004 09:48 PM
a caixa de comentários não aceitou o código, tem de ser assim:
http://jn2.sapo.pt/textos/out1089.asp
Publicado por: cristina às julho 19, 2004 09:50 PM
Cristina, fiz uma pequena alteração ao último parágrafo. Não fizeste nenhuma crítica, fizeste um comentário ao espectáculo via e-mail. está muito bom.
Publicado por: yggdrasil às julho 20, 2004 02:42 PM
Eu sei que ninguém me perguntou nada...mas eu queria dizer que não gostei nada do concerto e explico porquê:
- Primeiro, acho que correu mal não por culpa de alguém mas pq se tentou conciliar o inconciliável. O tema de Rabih que Camané cantou soou estranhíssimo e foi evidente o desconforto com que Camané atacou o tema... Depois os públicos: No dia em que fui ver o concerto (sábado dia 17) o público estava lá, na sua larga maioria, para ver fado, para ver Camané e, sobretudo, Argentina Santos. Por isso, foi um público extraordinariamente difícil para o Rabih e a cada tema que o libanês acabava era um "ver se te avias" de gente a abandonar a sala!! Sinceramente, não percebi muito bem a inclusão da Argentina Santos "enfiada" no alinhamento entre dois artistas considerados verdadeiros inovadores das respectivas tradições musicais. Por fim, de realçar o espectáculo menos conseguido que o esperado de Rabih Abou-Khalil. Ao já habitual virtuosismo dos músicos, não correspondeu uma acertada escolha de repertório, bem como um exagero de tiques jazzísticos desadequados para o tipo de concerto em causa. Mesmo assim de destacar a prestação de Camané, o magnífico sentido de humor de Rabih, o inigualável Carlos Bica e os fantásticos Jarrod Cagwin (baterista) e Michel Godard (tuba) que acompanharam Rabih Abou-Khalil.
Publicado por: Vasco Sacramento às julho 23, 2004 05:33 AM