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junho 10, 2004
Lhasa, Amparanoia, F. Ciocarlia, M. Arnauth, Suzanne Vega e Mariza: Festa de Luxo em Aveiro
Lhasa, Amparanoia, Fanfare Ciocarlia, Suzanne Vega, Mafalda Arnauth e Mariza que actua em parceria com o Quarteto de Saxofones de Amsterdão, constituem os principais motivos de interesse do “Aveiro em Festa”, talvez o melhor cartaz de todas as actividades criadas pelas diversas Câmaras Municipais que acolhem o Euro 2004.
Aqui fica o que seleccionámos de um extenso cartaz:
15 de Junho – Amparanoia + Fanfare Ciocarlia
16 de Junho – Terrakota
17 de Junho – Mafalda Arnauth + Zuco 103
18 de Junho – Mariza e Quarteto de Saxofones de Amesterdão
20 de Junho – Suzanne Vega
23 de Junho – Sloopy Joe
9 de Julho – Lhasa (Teatro Aveirense)
Todos os concertos, com excepção da Lhasa) realizam-se a partir das 22h, no Cais da Fonte Nova.
Consulte o programa completo no site do Aveiro em Festa.
Publicado por Luís Rei às junho 10, 2004 05:07 PM
Comentários
Tomemos o exemplo de Suzanne Vega-Passou os primeiros 5 anos de actividade a cantar em bares, teatros, etc, e só depois é que gravou um disco-Sentido, original, com a sua propria "matéria genética"!!!
Publicado por: Valeria Mendez às junho 11, 2004 01:10 AM
Cara Valéria, devo confessar-lhe que não sou um apreciador nato de fado e que só abordo esta área em cumprimento da tarefa a que me propus realizar neste espaço: a divulgação das músicas do mundo. Como já lhe disse, não sou de ouvir discos da Mariza em casa. Olhando, por exemplo, para a obra do Zeca Afonso, prefiro muito mais as aproximações dele a África, os exercícios de chula, do que propriamente os fados que ele canta. No entanto, gosto de ambientes de fado, sobretudo se forem castiços, de taberna, não aqueles de gala. São gostos...
Pelo que tenho lido do seu blog considero-o uma pessoa extremamente interessante, com uma grande experiência de vida. Compartinho consigo a opinião que tem acerca de uma série de assuntos politico-sociais, como por exemplo, a admiração pela auto-determinação palestiniana. Fiquei sensibilizado pela forma como descreveu o seu amigo médico que foi assassinado por se ter tornado líder do Hamas. Gostava, sinceramente, que me informasse assim que tivesse um espectáculo marcado.
Mas, gostaria de lhe pedir que arrumássemos de vez a questão da Mariza, o que acaba por parecer uma obsessão. Contudo não quero deixar de fazer copy paste de um comentário do Sr. Lopes do forum sons, "personagem" que vive há uns tempos em Inglaterra. Aqui vai:
"Até fico maluco com estes cometários, a Mariza tem uma voz genial e uma personalidade fantástica em palco. No Reino Unido é conhecidissima e dá cartadas na onda world. Os concertos estao a abarrotar de ingleses e a senhora enche casas de topo em Londres. Em vez da mesquinhice de partir naquilo que produzimos, que tal uma atitude digna e orgulhosa do que temos de bom. Uma vez para variar...."
Uma última pergunta para terminar esta discussão e pegando na sua ideia de que um concerto da Mariza é um exercício de memória... será que os ingleses conhecem os discos da Amália de trás para a frente? será que eles cantam em unissono todos os versos do Sr. Vinho, do Nem às paredes confesso?
Publicado por: Yggdrasil às junho 11, 2004 01:45 AM
Claro que não, mas conhecem a linha musical, o trinado da guitarra que é unico. E depois na Inglaterra o publico recebe o que se lhes dá-e como lhes dão Mariza, bem aconchegada pela cr´tica de dois ou três jornais...Olhe, uma vez, em Jerusalem, perante uma plateia de vários milhares, pus todo o mundo a trautear o Coimbra e o Barco Negro. Aqui tem a sua resposta!(OBVIAMENTE,SE FOSSE A MARIZA, SERIA A MESMA COISA, e eu não tenho lá uma grande voz!) Não esqueça que Amália gravou em Londres no estudio da Abbey Road, dez anos antes dos Beatles, e voltou a gravar lá mais duas vezes. Muitos dos seus discos foram lá editados, ANTES DA FEBRE DA WORLD MUSIC. Até cantou em Festivais de Musica Calssica como o de Edimburgo.A sonoridade da guitarra portuguesa é unica.Qualquer fadista, digo mesmo QUALQUER UMA, com as mesmas oportunidades e marketing que tem a Mariza, conseguiria o mesmo sucesso. Eu, que sou assim , um grão de areia no Fado, já puz uma Aula Magna da Universidade de Nice, a fazer-me repetir trÊs vezes um fado de Amália! Acredite, amigo, que não é nenhum feito especial! Feito, foi o de AMALIA, que levou o Fado além fronteiras, pela primeira vez,e sem estar inserida em épocas de febre pela musica tradicional dos países. Nessa altura, não esqueça, o boom pertencia à musica anglo-saxónica! E PONTO FINAL na Mariza! Mas, eu sou assim-A Cesar o que é de César, a Deus o que é de Deus. (REPARE O AMIGO QUE EU CÁ VIM PARA COMENTAR SUZANNE VEGA! Não fui eu a repreender o tema!) Obrigada, e saiba que é MUITO BEM VINDO às minhas crónicas do meu cantinho bloguístico!
Publicado por: Valeria às junho 11, 2004 02:54 AM
Estive lá a ver a Fanfare Ciocarlia e gostei muito. Mas as comparações têm destas coisas: como fui vê-los a Águeda o ano passado, ficou a saber-me a pouco, porque esse foi absolutamente excepcional. Mas valeu a pena. Vale sempre.
Tive pena de não provar aquela carne de cavalo, mas depois do jantar no Adamastor, já não fui capaz.
Publicado por: MJM às junho 18, 2004 09:44 PM