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junho 29, 2004

Djumbai Jazz: Uma sugestão para quem vive na Margem Sul

E para quem gosta de música clássica africana: Se puderem, apareçam daqui a pouco (21:30h) no Fórum Almada, Auditório da FNAC para assistir a um showcase de um projecto guineense extremamente interessante, Djumbai Jazz. Sobre eles já escrevi nestas páginas o seguinte:

"Maioritariamente constituído por músicos de origem griot, corre-lhes nas veias a música clássica, delicada e contemplativa da cultura milenar e nobre do império mandinga. Galisa é o principal encantador ao tecelar de forma virtuosa melodias de seda na sua kora. A ligação estética, melódica e técnica com tantos outros intérpretes – Toumani Diabaté, Ballaké Sissoko, Djeli Moussa Diawara, Mory Kante – é inevitável. Já na guitarra eléctrica de Sidi, reflecte-se o sol e a areia abrasadora e infinito espaço a céu aberto do deserto do Sahara, trazendo consigo toda a carga emocional dos blues dos nómadas – Tinawiren, Tartit - e do mestre Ali Farka Touré. Maio Coope, cantor e percussionista, vai dando uns safanões ao intimismo instalado, misturando e dançando ritmos frenéticos de gumbe, que o outro percussionista – Cabum – tão bem alimenta. Os elementos não estão sozinhos e há uma agradável interacção com outros músicos – Hugo Menezes em percussão, o irmão de Galisa, também Galisa (apelido familiar) inevitavelmente em Kora e Kimi Djabate. Este último, balafonista no projecto Tama La (necessário vê-los ao vivo urgentemente), salta, liberta largos sorrisos que se reflectem em toda a assistência, imprimindo um ritmo avassalador em “Ye Ke Ke”, próprio da highlife ganesa."

Tirado da Reportagem na ZDB, em 18 de Março de 2004

Publicado por Luís Rei às 08:18 PM

junho 26, 2004

à tarde Giacometti, à noite Uxu Kalhus



Uxu Kalhus no Baile dos Solteiros, Chapitô | @ Retorta

Setúbal em festa. Á tarde presta-se homenagem a Michel Giacometti, à noite a Festa da Sardinha, na Avenida Luísa Todi, recebe os Uxu Kalhus. Durante o mês de Julho eles irão andar em digressão pelo país. Aqui ficam as datas:

2 de Julho - 6ª Feira - ANÇÃ (Coimbra) - 21h30
9 de Julho - 6ª Feira - Montemor-o-novo
19 de Julho - 2ª Feira - Águeda (Festival Mestiçal Peninsular)
23 de Julho - 6ª Feira - Torres Novas
1 de Agosto - Domingo - São Brás de Alportel

Publicado por Luís Rei às 11:57 AM

Em memória de Giacometti, hoje em Setúbal

Hoje à tarde, entre as 15 e as 18 horas, no Museu Michel Giacometti em Setúbal, será avivada a memória do etnomusicólogo corso através da iniviativa “As Tradições do Mundo Rural: Tributo a Giacometti” que reunirá figuras de vários quadrantes: da música, do cinema e da antropologia.

Do press release da organização:

"A sessão arrancará com a exibição de excertos do documentário “Polifonias – Paci è Saluta, Michel Giacometti”, realizado por Pierre-Marie Goulet e produzido por Paulo Trancoso, da Costa do Castelo Filmes, que vão estar presentes para falar da película e da sua continuação, neste momento a ser ultimada.

Seguir-se-á um debate sobre o resgate de tradições do mundo rural, com intervenções de Luísa Tiago Oliveira, docente do departamento de História do ISCTE e uma das colaboradoras nas recolhas orientadas por Giacometti em 1975, e de Jorge Freitas Branco, director do Departamento de Antropologia do ISCTE e um dos responsáveis pelo estudo da colecção etnográfica Michel Giacometti patente no Museu.

Para fazer a ponte entre o passado e a actualidade, estarão também presentes elementos da Associação Casa Rural, um projecto maioritariamente constituído por jovens que recolhem alfaias agrícolas e objectos tradicionais nas zonas da Marateca e do Poceirão, no concelho de Palmela.

A encerrar a sessão, haverá um lanche-convívio acompanhado da actuação do Grupo Coral de Peroguarda “Alma Alentejana”, agrupamento de cante alentejano fundado em 1936 na aldeia onde está sepultado Michel Giacometti.

Esta iniciativa é fruto de uma parceria entre o Museu do Trabalho e o grupo dinamizador da Associação Michel Giacometti, e conta já com os apoios da Biosani (Moinhos Vivos), da Casa Ermelinda Freitas, da Casa Agrícola Horácio Simões e da Queijaria Artesanal Vítor Fernandes, que fornecerão produtos gastronómicos típicos da região.
"

A entrada é gratuita

Publicado por Luís Rei às 11:51 AM

junho 25, 2004

"Festival au Desert" lançado em DVD



©Afropop.org

O disco há muito que já foi editado em todo o mundo. Este mês, seguiu-se a edição em DVD de um registo ao vivo de um dos mais emblemáticos e mediáticos festivais de músicas do mundo, que ocorre, desde há quatro anos, no princípio do mês de Janeiro, em Essakane, Mali, em pleno deserto do Sara.
O CD “Festival Au Desert” (edição de 2003) já foi distribuído por cá há largos meses. Resta agora saber se o DVD também irá merecer o mesmo tratamento. E, a propósito, não estará na forja um novo volume referente à edição de 2004 do festival?

Publicado por Luís Rei às 06:18 PM | Comentários (1)

junho 24, 2004

2004, o ano do regresso dos Planxty

Eles eram únicos. Mágicos. Nem os próprios Chieftains, apesar de terem gravado muito bons álbuns, lhes chegavam aos calcanhares. Em 2004 reuniram-se para efectuarem uma tournée de doze concertos. Para os amantes da folk irlandesa, é uma notícia que causa tanta água na boca, como a reunião dos Bauhaus, dos Velvet Underground ou dos Pixies, para os adeptos do rock inteligente, incisivo, obscuro, artístico e criativo (não, não digo alternativo).

Os Planxty influenciaram toda uma série de bandas da designada folk celta. Donal Lunny, Andy Irvine, Liam O’Flynn e Christy Moore podem já não voltar a tocar juntos, mas deixaram um documento em CD e DVD capaz de nos fazer passar uma noite à porta de uma loja de discos, para o adquirirmos em primeira mão. Além de 18 clássicos em 80 minutos de concerto, o DVD inclui ainda um documentário (de 26 minutos) e várias entrevistas (de 30 minutos), além de 3 faixas de bónus.

Não vejo a hora de carregar no play.

O alinhamento

1) The Starting Gate;
2) The Good Ship Kangeroo;
3) Little Musgrave;
4) The Clare Jig;
5) As Andy Roved Out;
6) Si Bheag Si Mhor;
7) As Christy Roved Out;
8) The Dark Slender Boy;
9) Arthur McBride;
10) The Blacksmith - Black Smithereens;
11) The Kildareman's Fancy;
12) The Cliffs of Dooneen;
13) True Love Knows No season;
14) The West Coast of Clare;
15) Raggle Taggle Gypsy;

Bonus Tracks:

16) My Heart Is Tonight In Ireland;
17) Only Our Rivers Run Free;
18) O'Dwyer of the Glen

a formação

Donal Lunny - Bouzouki, Guitars, Bodhran & Vocals
Andy Irvine - Vocals, Bouzouki, Mandolins & MandolaLiam O'Flynn - Uilleann Pipes & Whistles
Christy Moore - Vocals, Guitar, Bodhran & Keyboards

Publicado por Luís Rei às 05:50 PM | Comentários (1)

Portugal - 0 vs Espanha - 5

Por cá, um dos mais interessantes festivais de músicas do mundo da actualidade - o Sons em Trânsito de Aveiro - corre o risco de não se realizar, devido à falta de apoio do Instituto das Artes e ao limitado orçamento da Câmara Municipal de Aveiro para manter o mesmo nível do ano passado.

No Norte de Espanha, além de já sabermo o apoio que a rádio e a televisão galega têm dado às bandas galegas, até as instituições financeiras apoiam as bandas folk, através do evento "As Nosas Músicas" que programa (pelo quarto ano consecutivo) cerca de 26 concertos num conjunto apreciável de localidades desta região.

E viva la España!

Publicado por Luís Rei às 04:22 PM | Comentários (9)

junho 23, 2004

Lura e Tcheka. Alguém Foi?

Tive pena de falhar a noite de ontem de apresentação dos novos discos dos cabo-verdianos Lura e Tcheka, no Maria Matos. Alguém foi? Querem comentar?

Publicado por Luís Rei às 01:32 PM | Comentários (3)

Hoje à noite, não vou ver bola.

Vou ao Maria Matos. Pelas nove da noite, os moçambicanos Timbila Muzimba exibem um misto de dança e sonoridades ancestrais de Timbila, o Xilofone Africano da família do Balafon, envolto em arranjos contemporâneos. Um espectáculo inserido numa digressão nacional de quase duas dezenas de datas para apresentação do álbum de 2003 “Por Conta Própria” (que, infelizmente, ainda não tive oportunidade de escutar) e que conta com a participação de Júlio Pereira em Bouzouki. A não perder.

Publicado por Luís Rei às 01:26 PM | Comentários (3)

Em Lisboa: festas a mais e organização a menos


Os Danças Ocultas eram para apresentar hoje ao vivo o seu mais recente registo “Pulsar”, no Fórum Lisboa, em espectáculo que se encontrava inserido no Ciclo Seis à Quarta. À última hora, o concerto foi adiado e realizar-se á, mais tarde, em princípio lá para Setembro, altura em que o programa de Festas em Lisboa já não é tão intenso.

Razão: há demasiados espectáculos a acontecer na Cidade de Lisboa durante este mês de Junho. Mas, se a razão é mesmo essa, por que é que não deram com esse problema na altura em que delinearam toda a programação das festas? Por que é que no site da Câmara Municipal de Lisboa, o Ciclo Seis à Quarta apresentava a seguinte programação no Fórum Lisboa?

“Seis à Quarta” - Junho e Julho, às 4ª feiras: Danças Ocultas (16 Junho), Rodrigo Leão (23 Junho) e Jorge Palma (30 Junho).

Enquanto que, no folheto sobre o cartaz do antigo cinema Roma que recolhi no início do mês, há artistas com datas trocadas: Danças Ocultas a dia 23 e do Rodrigo Leão a 16 e Jorge Palma mantém-se no dia 30.

A realidade é esta: Rodrigo Leão acaba por actuar no dia 30 e, quanto aos Danças Ocultas, não se sabe ainda quando será. E, já agora, haverá também concerto de Jorge Palma? Quando será? Também em Setembro?

Publicado por Luís Rei às 01:02 PM | Comentários (1)

junho 22, 2004

O açafrão e a pimenta dos Dazkarieh



Dazkarieh, Ruinas do Carmo, 17 de Junho

O poder da televisão. Ainda há cerca de um mês os Dazkarieh haviam tocado na Comuna, numa sexta-feira à noite para não mais de cem pessoas. Com “spots” a passar insistentemente no meio das transmissões do Euro 2004, as Ruínas do Convento do Carmo acabaram por ser um espaço pequeno de mais para receber tanta gente. E, quem foi, não deu por mal empregue nem o tempo, nem o dinheiro. Pelo contrário. Os Dazkarieh esforçaram-se por fazer um concerto de encher a vista e o ouvido. Foi, sem dúvida, o melhor dos três que até hoje presenciei.

A capa do primeiro disco não engana. Há, nos Dazkarieh, uma mistura de inúmeras cores e especiarias que fazem da sua música uma mostra de acepipes típicos de várias cozinhas. De África, ao subcontinente Indiano, até à América Latina. Por vezes, excessivamente condimentados e tão picante que o nosso poder gustativo perde sensibilidade. A confecção mais simples, à base de um fio de azeite, um dente de alho e uma folha de louro, revela-se a melhor opção, quando se quer realçar o sabor dos alimentos. Mas, gabe-se todo o poder inventivo do chef Vasco Casais que explora ingredientes de todo o mundo, por conta própria, por vezes com uma certa ingenuidade e entusiasmo em excesso, acabando por criar, aqui e ali, combinações algo redundantes. Deixemos os tachos e as panelas e vamos à música.

O “harmonium” que usualmente os Sufis usam na sua música devoção qawwali marca um início contemplativo, como que a apelar aos deuses protecção e orientação para a hora e meia que se segue. Mais terreno, o bouzouki de Vasco em “Abour Safar” (do disco homónimo de estreia) conduz-nos ao Báltico. Logo de seguida, as odaliscas Mónica e Carolina exibem toda a sensualidade das danças do médio oriente, a partir de ritmos nubianos que colidem com tiques de flamenco (cajon e guitarra), cantares que evocam os ciganos das balcãs num tom que ainda (infelizmente) não perdeu os tiques “Dead-Can-Dancianos”, apimentados uma dispensável gaita de foles (“Dazambra”). Em território celta, “Naco” revela um apreciável contingente do “Andanças”, que se organiza em roda para a “dança do círculo”. Momento chave em que se dá o primeiro contacto com um de vários músicos convidados: o violinista ucraniano Denys Stetsenko. Se a música dos Dazkarieh peca somente pela sua desmesurada ambição em querer unir todo o mundo em apenas hora e meia, Denys, Celina Piedade, Júnior dos Terrakota, Pulga e Carlos Mil-Homens, foram as cartas certas do baralho para que essa premissa dos Dazkarieh não fosse assim tão descabida.

Elegante e elástico, Denys foi a estrela maior. Do seu violino inflamado saíram solos rasgados em território celta (“Naco”), em ritmos quebrados dos balcãs(“Búlgara”), no acompanhamento do flamenco estonteante de Pulga (palmas) e Carlos Mil-Homens (Cajon), em “Buleria”. Celina foi igual a si própria. Não lhe fica mesmo nada mal o epíteto de vai a todas. Tudo soa bem no seu acordeão Saltarelle. Quer as danças da tradição europeia, quer os devaneios afro-latinos que pretendem repescar ambientes andinos (“Andina”), mas que acaba por derivar numa espécie de “funana” sul americano, quer num semi-forró (“Brazil”), de um qualquer sanfoneiro nordestino (de preferência, um Jackson do Pandeiro). Mais discreto, Júnior trouxe o seu balafon para solar em “Zahrany”. Louve-se o amor que os Terrakota têm pelas tradições africanas mandinga e wassolou, mas notou-se em Júnior a falta de uma técnica mais apurada, como por exemplo, a do guineense Kimi Djabaté do projecto Tama Lá. Louve-se o trabalho e a atitude do colectivo Dazkarieh: o Vasco, tecnicamente bom em bouzouki e (agora mais intensamente) em flauta transversal; o Filipe que com o seu sorriso desconcertante parece gozar mais ao sentir a receptividade do público, do que propriamente a fazer o seu papel de percussionista; o calo do Nuno Patrício; a versatilidade do contra-baixista que chega a fazer deste instrumento um hit gardon húngaro e se desdobra no harmonium e nas tablas.

Apesar da necessidade de focarem melhor a objectiva, de forma a não terem uma imagem mais abrangente mas tremida, a noite das Ruínas do Convento do Carmo deixou no ar o sentimento de que vamos ter em Julho um muito bom disco distribuído nos dias 13 e 20 com o Blitz. Já só faltam três semanas.


Alinhamento

1 – Intro
2 – Abour Safar
3 – Dazambra
4 – Gaitas
5 – Naco
6 – Zahrany
7 – Rosa de Lava
8 – Naty
9 – Búlgara
10 – Buleria
11 – Sansorgui
12 – Troll
13 – Andina
14 – Miu’ra

Encore

15 – Brazil
16 – Miafarê Boi

Publicado por Luís Rei às 05:42 AM | Comentários (13)

junho 16, 2004

Dazkarieh nas Ruinas do Convento do Carmo

Parece que é desta. Os Dazkarieh apresentam finalmente o seu novo álbum que será distribuído com o Blitz durante o mês de Julho, a preço mais convidativo. Será interessante conferir a evolução do grupo que tem deixado progressivamente de lado os tiques à "Dead Can Dance" e, como uma esponja, absorvido influências das várias músicas de raíz, desde África e América Latina, à velha europa Klezmer e Celta.

O concerto realiza-se amanhã, nas Ruinas do Convento do Carmo.

Publicado por Luís Rei às 03:00 PM | Comentários (2)

Pedro Caldeira Cabral, hoje à noite, no CCB

Hoje à noite, Pedro Caldeira Cabral revive as "Memórias da Guitarra Portuguesa", através de uma trajectória história que desemboca no Século XVIII. Um evento promovido pela Câmara Municipal de Lisboa, a propósito da "Festa do Fado". No final do mês, haverá sedução no feminino em dois actos. O primeiro, no dia 30 de Junho com Kátia Guerreiro e Ana Sofia Varela, o segundo, com Joana Amendoeira e Ana Moura, no dia 1 de Julho. No dia 10, regressa-se à guitarra portuguesa, com António, Paulo e Ricardo Parreira.

Todos os espectáculos realizam-se no Pequeno Auditório do CCB.

Publicado por Luís Rei às 02:39 PM | Comentários (3)

junho 11, 2004

Uxu Kalhus: solteiros e bons rapazes

Em mais um trabalho de cooperação Crónicas da Terra / Retorta, o Mário Filipe Pires documentou em imagens o "baile dos solteiros" que ocorreu há umas semanas atrás no Chapitô. Podem consultar mais um photo magnífico photo álbum, aqui.Em breve, as crónicas concluem a parte do trabalho que falta: a publicação de uma entrevista que coincidirá com o lançamento do seu álbum de estreia.

Publicado por Luís Rei às 02:00 AM | Comentários (2)

junho 10, 2004

Lhasa, Amparanoia, F. Ciocarlia, M. Arnauth, Suzanne Vega e Mariza: Festa de Luxo em Aveiro

Lhasa, Amparanoia, Fanfare Ciocarlia, Suzanne Vega, Mafalda Arnauth e Mariza que actua em parceria com o Quarteto de Saxofones de Amsterdão, constituem os principais motivos de interesse do “Aveiro em Festa”, talvez o melhor cartaz de todas as actividades criadas pelas diversas Câmaras Municipais que acolhem o Euro 2004.

Aqui fica o que seleccionámos de um extenso cartaz:

15 de Junho – Amparanoia + Fanfare Ciocarlia
16 de Junho – Terrakota
17 de Junho – Mafalda Arnauth + Zuco 103
18 de Junho – Mariza e Quarteto de Saxofones de Amesterdão
20 de Junho – Suzanne Vega
23 de Junho – Sloopy Joe
9 de Julho – Lhasa (Teatro Aveirense)

Todos os concertos, com excepção da Lhasa) realizam-se a partir das 22h, no Cais da Fonte Nova.

Consulte o programa completo no site do Aveiro em Festa.

Publicado por Luís Rei às 05:07 PM | Comentários (4)

Um Novo "Pulsar" das Danças Ocultas

Os Danças Ocultas irão lançar em breve um novo álbum intitulado “Pulsar”. Enquanto o disco não chega às lojas, deliciem-se com a sua apresentação ao vivo em Melgaço, Lisboa. No Porto, o o grupo apresenta-se uma vez mais com o Ballet Gulbenkian.


Junho, 19 (sábado)
MELGAÇO, Casa das Artes, 22h00
Espectáculo: Danças Ocultas - Pulsar

Junho, 23 (quarta-feira)
LISBOA, Fórum Lisboa, 22h00
Espectáculo: Danças Ocultas - Pulsar
Com os convidados:
Gabriel Gomes (Acordeão),
Edu Miranda (Bandolim),
Rui Júnior (Percussões) e
António Augusto Aguiar (Contrabaixo)

Junho, 25 e 26 (sexta-feira e sábado)
PORTO, Teatro Nacional S. João
Espectáculo: Ballet Gulbenkian – White e Delicado
Na coreografia White (Paulo Ribeiro), Música ao vivo Danças Ocultas

Publicado por Luís Rei às 05:04 PM | Comentários (1)

World Music Charts Europe - Junho 04

1 - AMASSAKOUL
Tinariwen, Mali (Wrasse)

2 - THE LIVING ROAD
Lhasa, Canada (Warner Jazz)

3 - MZANSI MUSIC - YOUNG URBAN SOUTH AFRICA
Various Artists, South Africa (Trikont/Unsere Stimme)

4 - Sound of our Life - Part One: Natural Seeds
Armenian Navy Band, Armenia (Heaven & Earth)

5 - SALT
Arto Lindsay, USA (Righteous Babe )

6 - GLOBAL HIP HOP
Various Artists, Various (Manteca)

7 - MUDANIN KATA
David Darling & The Wulu Bunun, USA/Taiwan (Riverboat)

8 - HOTEL VIETNAM
Blue Asia, Japan/Malaysia/Vietnam (King Records)

9 - THE ROUGH GUIDE TO ITALIA NOVA
Various Artists, Italia (World Music Network)

10 - FLOR DE AMOR
Omara Portuondo, Cuba (World Circuit)

11 - ALONG THE PATH
Eastenders, Germany/various (Poets Club Records)

12 - 450 SHEEP (450 DE OI)
Zdob Si Zdub, Moldavia (A & A Records)

13 - WORDS
Geoffrey Oryema, Uganda (Next Music)

14 - MARES PROFUNDOS
Virginia Rodrigues, Brazil (eDGe Music)

15 - RUSSENSOUL
Various Artists, Russia (Trikont)

16 - NU EUROPE
Various Artists, various (Manteca)

17 - TRUE LOVE
Toots & The Maytals, Jamaica/various (V2)

18 - RUKE
Darko Rundek & Cargo Orkestar, Croatia (Piranha)

19 - BODJAL
Ale Möller Band, Sweden (Amigo)

20 - MITSOURA
Mitsou, Hungary (Mitsoura Production)

fonte: WMCE

Publicado por Luís Rei às 04:10 PM

junho 09, 2004

Ainda a polémica "Mariza no RiR"


O texto que escrevi sobre o concerto da Mariza no RiR, provocou uma série de reacções, aqui e no Forum Sons, pelo que decidi publicar uma nova posta, como resposta a vários leitores.

Não posso deixar de concordar com algumas críticas que a Valeria aponta à Mariza, que não são de agora. Tem sido feitas várias vezes sempre que se noticia por aqui algum feito desta moçambicana que outrora cantava zouk e agora canta fado. É curioso que, assim que acabei de “postar” este texto, pensei que não faltaria muito para a Valéria vir dizer mal da Mariza. E a profecia concretizou-se.

Vamos por pontos:

1 . Nunca gostei muito dos discos da Mariza. Prefiro muito mais qualquer disco da Mafalda Arnauth ou da Cristina Branco, aos dois discos dela até agora editados. Anteriormente, já tive ocasião de comentar a minha indignação sobre o facto de a Mariza ser tão apreciada em Inglaterra – a Lucy Duran do programa World Routes da BBC radio 3, quase que tinha orgasmos a falar bem da Mariza – e haver um (quase) completo desconhecimento em todos os meios (Rádio, revistas da especialidade como Folk Roots, Songlines, etc) acerca da Mafalda e da Cristina. No concerto de Domingo compreendi porque é que a Mariza tem um peso muito maior lá fora, sobretudo em Inglaterra, e as outras não, apesar de editarem discos muito mais interessantes. Um aparte: dificilmente escuto um disco dos Xutos e Pontapés, mas tenho de concordar com quem afirma que eles continuam a ser a melhor banda portuguesa de rock em cima do palco. Dá gosto ver toda aquela cumplicidade entre os elementos da banda e entre o colectivo e o público.

2. No texto que escrevi, penso que se encontra implícito uma mudança radical de opinião no princípio e no fim do concerto. Durante uma hora e meia ela vergou-me. Se tivesse visto os 15 / 20 minutos iniciais do espectáculo, provavelmente concordaria com a opinião da Venon e da Valéria em que diz “que ela é tão cativante como um sumo de laranja “sun quick”, ou que ela é uma “artista de plástico”. Nessa fase inicial estava a uns 100 metros do palco e não estava a gostar nada mesmo de uma certa atitude arrogante de quem tem o “rei na barriga”. Como tinha passe de jornalista, fui para o fosso dos fotógrafos que separa o palco do público. Já nessa posição, não gostei mesmo nada dela quando se referiu a um NOVO tema que iria publicar no próximo disco: “Nem às paredes Confesso” :D
Mas, ao fim de hora e meia, rendi-me totalmente à Mariza. Porque foi perdendo a arrogância e tornando-se ela própria. Porque emocionou o público e emocionou-se com ele. Entregou-se a 100%. Esteve em cinco encores e acredito que por vontade dela estaria ali a noite toda. Foram quase duas horas (atenção que os concertos quer na tenda raízes quer no palco mundo por norma não excederam uma hora) com momentos de pura magia. Por isso, Venon, houve muitas cabeças, mesmo muitas cabeças naquela noite que pensaram de forma diferente. O facto de se assistir ao concerto integral e estar-se na primeira fila, não é o mesmo do que ver-se parte do espectáculo e a 100 metros do palco (não sei se foi esse o teu caso). Não sei como foi o concerto dela com o Carlos do Carmo, ontem no Casino Estoril. Se não tivesse visto o de domingo e se tivesse visto só este, provavelmente teria uma opinião semelhante à vossa.

3. A Valéria, mais uma vez, diz que “0 sucesso de Mariza ,é o mesmo de qualquer banda de covers do Elvis ou dos Beetles. O reportório é rei e senhor. Porque ele já faz parte do imaginário do publico. Difícil é fazer sucesso com o original, com o "novo"”. Eu pergunto: quantas bandas ou cantores existem por aí que interpretam covers de artistas conhecidos, que animam noites baseado no repertório e que ninguém as conhece e que não passarão nunca do circuito dos pequenos bares?


4. Ainda a Valéria, refere-se à máquina de promoção que ela tem por trás. Que máquina é essa? A editora dela é holandesa e muito pequenina – World Connection. Será que eles têm dinheiro para pôr anúncios na tv ao novo disco da Mariza? Fazer cartazes para afixar em todas as ruas de Amesterdão? Claro que não têm. Quanto muito têm bons conhecimentos pessoais, como organizadores de festivais, directores de revistas da especialidade, radialistas, etc. Mas se eles têm todos esses conhecimentos, aquilo que fizeram com a Mariza também podiam tê-lo feito com outros artistas do seu catálogo, como por exemplo a cabo-verdiana Teté Alinho ou a galega Uxia. De que vale uma boa máquina de promoção se o artista não tiver “appeal”? Quantos artistas mediáticos não são triturados por essa máquina promocional?


5. O ódio e o preconceito são inimigos da lucidez.

Publicado por Luís Rei às 04:04 PM | Comentários (11)

junho 08, 2004

Ojos de Brujo em Beja ou em Faro?

Os mortíferos catalães Ojos de Brujo de quem temos excelentes recordações do concerto que deram na última edição dos Sons em Trânsito, regressam ao nosso país no dia 26 de Junho. No site do agente deles, o espectáculo realiza-se em Faro. Mas na página do festival Bejalternativa 04 tal evento acontecerá na capital do Baixo Alentejo.

Existem rumores de que o projecto de Manolo e Marina actuarão também na próxima edição do Festival Sudoeste.

Publicado por Luís Rei às 03:42 PM | Comentários (2)

7 Sois 7 Luas apresenta um considerável contigente italiano, já amanhã,

Este ano, o festival itinerante "7 Sóis 7 Luas" começa um pouco mais cedo, de forma contribuir também para a animação do Euro 2004. A grande novidade é, pela primeira vez, realizar-se no centro da Capital (o palco mais próximo de Lisboa sempre foi a Fábrica da Pólvora de Tercena), na Casa Azzurri. Aí espera-nos um contigente 100% italiano.


Lisboa - Casa Azzurri

9 a 30 de Junho - Riccardo Benvenuti: Esposiçao de pintura (Itália)
9 de Junho - Antonella Ruggiero (Itália)
11 de Junho - Katakló (Itália)
13 de Junho - Sud Sound System (Salento, Itália)
19 de Junho - Jazz Art Group
21 de Junho - Laura Giordano (Itália)
23 de Junho - Avion Travel (Itália)
25 de Junho - Stefano Saturnini (Itália)

Santa Maria da Feira

17 de Junho - Savina Yannatou (Grécia)
18 de Junho - Gustafí (Croatia)
19 de Junho - Yeni Turku (Turquia)
20 de Junho - Le Clan Banlieue
21 de Junho - Mayra (Cabo Verde)
21 de Junho - Avion Travel (Itália)


Ponte de Sôr

5 de Junho - Camané
12 de Junho - Sud Sound System (Salento,Itália)
19 de Junho - Gustafí (Croatia)
9 de Julho - Teatre de l'Ull (Valencia, Espanha)
10 de Julho - Mayra (Cabo Verde)
10 de Julho - Industrial Teatrera (Espanha)
17 de Julho - Synaulia (Itália)
24 de Julho - Eliseo Parra (Espanha)
31 de Julho - Larachí Flamenca (Andalucia, Espanha)
6 de Agosto - Laio (Galizia, Espanha)
14 de Agosto - Acquaragia Drom (Itália)
20 de Agosto - Ronda dos Quatro Caminhos (Portugal)
28 de Agosto - Acetre
4 de Setembro - Ana Moura (Portugal)
11 de Setembro - Tendachënt (Itália)


Fábrica da Pólvora - Tercena / Oeiras

9 de Julho- Mayra (Cabo Verde)
16 de Julho - Tendachënt (Itália)
23 de Julho- Eliseo Parra (Espanha)
30 de Julho- Nour Eddine (Maroccos)

Castro Verde

10 de Setembro - Nour eddine (Maroccos)
11 de Setembro - Savina Yannatou (Grécia)
12 de Setembro - Tendachënt (Itália)


Loulé - ver notícia sobre o Festival Med

Publicado por Luís Rei às 03:05 PM | Comentários (1)

Shakti: Mestres do jazz e da clássica indiana no Coliseu de Lisboa

Autores de dois belíssimos discos ao vivo, “Shakti” e “Remember Shakti”, o projecto homónimo quer une músicos ocidentais de jazz, com reputados instrumentistas da clássica indiana apresenta-se em espectáculo único, no próximo dia 9 de Julho, no Coliseu de Lisboa.

Deverão estar em palco os seguintes elementos:

John McLaughlin (Guitarra)
Zakir Hussain (Tablas)
V. Selvaganesh (percussões)
U. Shrinivas (mandolim eléctrico)
Shankar Mahadevan (voz)

Publicado por Luís Rei às 02:34 PM

Rabih Abou-Khalil: O Porto tem duas razões para estar contente.


Rabih Abou-Khalil, exímio improvisador de alaúde e autor de discos com as mais belas capas de que há memória , regressa ao nosso país para dois espectáculo. Actua no Teatro Nacional de São João do Porto nos dias 16 e 17 de Julho.

Publicado por Luís Rei às 02:15 PM | Comentários (1)

Cdt no RiR (22): Mariza e a terapia do fado



Mariza © 2004 - agência zero

Mariza é um ícone da pop que canta fado. Cresceu desmesuradamente nestes dois últimos anos. A tenda Raízes, uma das mais discretas de todo o festival, foi pequena demais para receber tamanho monstro mediático. O seu concerto foi, de longe, o mais concorrido dos 23 que ocorreram durante os seis dias de festival neste palco. Mas, o mais extraordinário na sua actuação, foi a forma como conquistou de imediato uma assistência que se dividia entre a classe média-alta de meia idade e uma considerável chusma de imberbes sub 24, habitues de festivais rock. Por esta avalanche de pessoas pouco comum neste pacato local e por toda a empatia e ambiente que se gerou entre a Diva e a plateia, ela merecia ter estado no Palco Mundo, a sós com o seu trio e não apenas no dueto com Daniela Mercury em versão electrónica de “Garota de Ipanema”, conforme havia acontecido na noite anterior.
É muito fácil embirrar-se com Mariza. Começou por comunicar de forma excessivamente teatral com a plateia, falando formalmente e com a voz colocada, como se estivesse a ler um texto para um documentário, por exemplo, ao contar a sua história de moçambicana que veio viver para a Mouraria com apenas três anos. Exibiu gestos excessivamente expressivos. Atacou algum do repertório mais óbvio de Amália. Trocou de vestido durante uma “guitarrada” em que brilharam os músicos que a acompanham: Luís Guerreiro em Guitarra Portuguesa, António Neto em Guitarra Acústica e o (também) moçambicano Fernando de Sousa em baixo acústico. Levou uma cadeira para o centro do palco, afastou a saia, colocou a perna em cima do assento e mostrou a meia de riscas lilás e preta, numa pose de dançarina de cabaret, ao abordar a vida da primeira fadista, Maria Severa. Comentou o seu penteado. Reconfortou a plateia com frases feitas: “- vocês são o melhor público do mundo”; “- Lisboa é a cidade mais bonita do mundo”. Gozou com Britney ao parecer auto-vangloriar-se dos seus poderosos dotes vocais: “- sem tretas. Isto não foi playback”, após uma arrancada de fazer calar o ruído dos aviões que muito frequentemente utilizavam o corredor aéreo da Bela Vista. Gritou “Portugal, Portugal, Portugal” em apoio à selecção. Apesar de tudo, Mariza conseguiu superar todos estes gestos que parecem tirados de um manual de como construir uma figura proeminente do show business. Como uma dama que se liberta dos espartilhos de fino aço, da pose, e se torna mais autêntica e mais genuína, Mariza deixou-se contagiar pela sede que a plateia tinha de ouvir fado. Inúmeras foram as vezes que a cantora parava a meio de uma canção para ouvir aqueles que a escutavam, como por exemplo, em “Oiça Lá Ó Senhor Vinho”. A cumplicidade foi tal que Mariza parecia estar do lado de lá e a assistência sob o domínio dos holofotes a acompanhar o trio. Foram momentos extremamente humanos e emotivos que levaram as lágrimas aos olhos de quem estava de apoio ao palco. Fascinante a forma como duas, três ou quatro mil almas sorveram o fado até à última gota. Num país em crise, com falta de auto-estima, Mariza devolveu-lhes o orgulho e serem portugueses. Ao quinto, repito, quinto encore, remata em beleza com as palavras “Lisboa Menina e Moça” comummente interpretadas por Carlos do Carmo. Mais emotivo era difícil. A fadista não irá esquecer-se desta noite tão depressa. [8.5/10]

Publicado por Luís Rei às 01:45 AM | Comentários (11)

CdT no RiR (21): a miscigenação brasileira segundo Trio Curupira e Hamilton de Holanda



Hamilton de Holanda © 2004 - agência zero

Um bandolim tocado como uma “surf guitar”, sacando acordes que parecem saídos de um disco de Dick Dale? Isso é Hamilton de Holanda. Um flautista de jazz que ora se desdobra em pianista, ora vai para um órgão (seria Hammond?) e consequentemente arranca solos de melódica? Isso é André Marques. Um baterista mediano que, de vez em quando, pega numa guitarra que parece um rajão madeirense e busca a pureza de uma catira? Isso é Cleber Almeida. Sob influência do Deus Hermeto Pascoal, o Trio Curupira toma como base o legado musical da floresta amazónica e dos manguezais de Permambuco - xote, baião, maracatu, frevo – desembocado num jazz exploratório que se perde em solos intermináveis – sobretudo de Hamilton Holanda, que espreme as cordas do seu instrumento. Satisfatórios nos momentos de maior simplicidade e pureza, sofríveis quando imprimirem se encantam pela puro exibicionismo técnico e se embriagam por intermináveis solos que cortam o cordão umbilical com o legado. Para quê complicar? Passaram despercebidos entre a assistência.
[6.5/10]

Publicado por Luís Rei às 01:44 AM

CdT no RiR (19): Tucanas experimentam os ritmos



Tucanas © 2004 - agência zero

Não fugindo muito ao último espectáculo delas a que assisti - o da festa do Avante (ver apontamento) - o quinteto feminino “de percussão criativa” voltou a apresentar as mesmas virtudes e os mesmos defeitos que podem ser superados a médio prazo.
Mais uma vez, sobressaiu a forma ágil com que interagem entre si, quer a percutir nos bidons de plástico (como se de taikos se tratassem) e de chapa, quer a experimentar a essência do ritmo a partir do bater de mãos em diversas partes do corpo - coxas, ombros, boca, etc – combinando os movimentos através de coreografias lúdicas (quando dão palmadas nas costas mutuamente) e guerreiras. O entrosamento entre ambas é notável. Há instrumentos de cariz industrial pós-punk (já referidos) e rústicos que saíram directamente de África: cabaça de água, dumba e surdão. Goza-se de um certo espírito tribal, enfatizado com o exercitar de ritmos vocais que evocam os tempos áureos do projecto de Marie Daulne, as Zap Mama. Só falta mesmo cantarem canções como “O Tempo Perguntou ao Tempo” de forma mais convicta. [7.5/10]

Set List:

Estruturas Primavera
Viajante
Intro Baldinho
O Tempo Perguntou ao Tempo
Gangambô
Domingo
Surdim
Bodykakalimbé
Crá
Molhar o Pé
Fusão
Dji Dji
Passeio do Pintinho
Tucanas
É de Loucos

Publicado por Luís Rei às 01:37 AM

junho 05, 2004

CdT no RiR (14): Souad Massi e a sensualidade árabe



Souad Massi © 2004 - agência zero

Os discos têm altos e baixos. O concerto de Souad Massi é de uma consistência e profissionalismo notáveis. Além de uma excelente voz, tem atrás de si um grupo de músicos de primeira divisão, com destaque para o guitarrista francês e director musical Jeff Kellner. As baladas em árabe deixaram o público indiferente, o interlúdio de darbouka (Rabah Khalfa) e bateria (Mokhtar Samba) e a mistura de flamenco, raï e zouk deveras mais mexido, conduziram a um final arrebatador. Massi também teve direito a encore. [9/10]

Publicado por Luís Rei às 01:18 AM | Comentários (4)

CdT no RiR (13): A força bárbara dos Gaiteiros de Lisboa



Gaiteiros de Lisboa © 2004 - agência zero

Não houve grandes novidades no espectáculo de Gaiteiros de Lisboa, a não ser a inclusão de Pedro Calado (substituindo o Paulo Charneca) e o rap de Pac Man em "Trângulo-Mângulo" (apenas tinha escutado o Puto Pac em "Terra de Ninguém"). Num festival dominado pelos pesos pesados do hard'n'heavy, valeu essencialmente pela força bárbara das percussões, capaz de deixar em êxtase os adeptos do metal (talvez a única banda sem guitarras eléctricas que dá para fazer mosh) que exigiram dois encores. Como não havia mais repertório ensaiado, repetiram "Nós Daqui e Vós Dali". [8.5/10]

Publicado por Luís Rei às 12:58 AM

CdT no RiR (12): Trio Madeira Brasil e o chorinho que não pegou



Trio Madeira Brasil © 2004 - agência zero

Três bons músicos. Muitos rendilhados de guitarra e bandolim, de chorinho a tocar, por vezes, no fado. Houve uma incursão por "loro" de Edberto Gismonte, sentiram-se, aqui e ali, ecos de Baden Powell. Faltou a imaginação do primeiro e a mestria do segundo. Melhores em quarteto (com percussão) do que em trio, passaram pela tenda Raízes e o público nem deu por eles. [6/10]

Publicado por Luís Rei às 12:34 AM

junho 04, 2004

CdT no RiR (11): Faltriqueira amam Zeca Afonso



Faltriqueira © 2004 - agência zero

O álbum de estreia destas quatro galegas é excelente. Ao vivo podem ser bem melhores. Sobretudo se não tiverem uma banda mediana a acompanhá-las e se não tiverem o virtuosismo de Kepa em trikitixa e Oreka TX em Txalaparta. Bastava que tivessem vindo apenas as quatro meninas e que somente exibissem o canto "a la la" e tocassem pandeiretas. Notava-se a diferença nesses interlúdios de cerca de um minuto. Pelo meio escutaram-se "as Sete Mulheres do Minho" de Zeca Afonso e a "Cantiga Bailada" da Brigada. [7/10]

Publicado por Luís Rei às 11:54 PM

Cdt no Rock in Rio: Cobertura exaustiva da Tenda Raízes

Daqui a pouco, começa o quarto dia do Rock in Rio. Até domingo, mais 12 nomes de "músicos do mundo" irão passar pelo Palco da Tenda Raízes. A saber:

Sexta:

Faltriqueira (Galiza)
Trio madeira Brasil
Gaiteiros de Lisboa
Souad Massi (Argélia)

Na tenda electrónica, haverá também DJ Patife.

Sábado:

Regis Gizavo (Madagascar)
Javier Ruibal (Andaluzia)
Joyce & Quarteto (Brasil)
Nguyên Lê (Vietname)

Domingo:

Tucanas
Amparanoia (Andaluzia)
Trio Curupira & Hamilton de Holanda (Brasil)
Mariza

As Crónicas vão tentar, sempre que for possível, actualizar a informação focada na prestação destes nomes, durante estes três dias.

Publicado por Luís Rei às 01:39 PM

junho 02, 2004

Canadianos La Bottine Souriante antecipam "Mestiçal Peninsular" em Águeda

Depois do Avante e do Cantigas do Maio, a Bottine Souriante do Quebec apresenta-se em Portugal a 9 de Julho, em Águeda, no espaço d'Orfeu.

Um dia depois, arranca mais um festival temático organizado por esta associação cultural, intitulado "Mestiçal Peninsular". Um evento focado na mostra de projectos que têm como língua comum as várias tradições da Peninsula Ibérica. Este é o terceiro grande evento organizado pela Associação Cultural d'Orfeu de Águeda, depois da Cimeira do Fole (2002) e dos Encontros de Música Cigana (2003).

Aqui fica o programa:

10 Julho - Dazkarieh (Portugal)
14 Julho - Faltriqueira (Galiza) - Não há fome que não dê em fartura.
17 Julho - Oreka Tx (País Basco) - Intérpretes de Txalaparta que tocam habitualmente com Kepa Junkera
19 Julho - Uxu Kalhus (Portugal)
22 Julho - Eliseo Parra (Extremadura)

Publicado por Luís Rei às 05:10 PM | Comentários (1)

Faltriqueira, antes do RiR, na Rádio Galega

As galegas Faltriqueira, autoras de um excelente álbum homónimo (ver crítica), actuam sexta-feira no Rock in Rio, por volta das 15h20. Se não puder ir, não fique triste. Pois sempre puderá ouvir as meninas hoje à tarde (por volta das 18 horas - hora portuguesa) num espectáculo ao vivo de cerca de uma hora de duração. É na Rádio Galega em www.crtvg.es

Publicado por Luís Rei às 01:09 PM