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maio 10, 2004
naifada na perna
Ainda não ouvi o disco do projecto A Naifa, mas espero fazê-lo brevemente. Aprecio o trabalho que Aguardela tem feito com o seu projecto Megafone. No entanto fico triste que neste meio continue a haver artistas que antes de olharem em redor, criticam o que supostamente não acontece e deveria acontecer.
Na entrevista dada ao Diário Digital, Luís Varatojo afirma o seguinte:
«A música portuguesa é rica e viveu diversas fases. Mas paradoxalmente perdeu-se o seu rasto. Há um legado importante do qual não existe registo. Temos um folclore muito rico, mas infelizmente na maior parte dos casos é explorado na sua forma mais simples e quase brejeira, para turista ver. Gostávamos de pegar nessas raízes tradicionais e transportá-las para uma certa noção de modernidade e de cruzamento com outras culturas musicais»
Que legado importante é esse, do qual não existe registo? Será que o conceito de inovação na música tradicional (que não seja simples e brejeiro para turista ver) terá obrigatoriamente de passar pela inclusão de electrónica? explorar electro, dub, downtempo, etc? Conhecerá Luís Varatojo projectos / artistas como At-Tambur, Uxu Kalhus, Dazkarieh, Mandrágora, Gaiteiros de Lisboa, Amélia Muge, Marenostrum, Realejo, Segue-me À Capela, Moçoilas, Janita Salomé?
Publicado por Luís Rei às maio 10, 2004 12:45 PM
Comentários
... Megafone...
Publicado por: venon às maio 10, 2004 03:13 PM
????
Publicado por: yggdrasil às maio 10, 2004 03:22 PM
Megafone, já "usa" música tradicional há tanto tempo...
E sim, todos os que referes.
Talvez o Sr. LVaratojo esteja só um bocadinho esquecido... ou tenha estado escondido.
Publicado por: venon às maio 10, 2004 06:23 PM
É um espectáculo!
Publicado por: Eye of the tiger às maio 10, 2004 07:49 PM
Ok Venon, pensei que estivesses a corrigir a palavra Megafone.
Acho que o Varatojo fala sem conhecimento de causa (ou então generalizou tanto que preteriu nomes que ele conhece), provavelmente julgando pela música que passa na rádio (Antena 1?) e que aparece na imprensa escrita pouco dada a apostas que fujam às edições de multinacionais. Ele não tem culpa, acaba por ser vitima do "sistema".
Publicado por: yggdrasil às maio 11, 2004 12:33 AM
O mais "engraçado" é que é precisamente nesse cruzamento que A Naifa falha logo à partida. Aquilo é pop feita com guitarra portuguesa e voz de fadista. É bem feito, é competente, mas a força que eventualmente pode ter não reside no aproveitamento da tradição musical portuguesa.
Publicado por: ps às maio 11, 2004 01:45 AM
Olá, Pedro. Nem sabia que havia concerto de apresentação do disco ontem. E com apreciação na Laranja. Fausto, José Mário Branco, agora a Naifa. Estás a marcar pontos.
Publicado por: yggdrasil às maio 11, 2004 12:18 PM
É pena. Podias ter tirado teimas in situ. Para a próxima aviso.
E por falar nisso, nem uma palavra sobre o Fausto/Diplomaticos em Sines? Ou acabaste por não ir?
Publicado por: ps às maio 11, 2004 05:17 PM
Ainda fui, mas tive um contratempo em casa e cheguei lá por volta das 11h30. Não vi mais do que 20 minutos, pelo que me remeti ao silêncio. Vou ver se não falho na sexta.
Gostei dos Diplomáticos, mas um pouco "eh pá, é naquela..." :D ainda os viste?
Publicado por: yggdrasil às maio 11, 2004 05:41 PM
Quase não ouvi os diplomáticos. Estava por lá entretido noutras andanças. O pouco que ouvi pareceu-me muito festivo e bem humorado, mas foi a única impressão que retive.
Ainda não sei se vou na sexta.
Publicado por: ps às maio 11, 2004 05:52 PM