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maio 03, 2004
daqui a pouco no espaço 7 às 9 do CCB
Daqui a pouco sobe ao palco do espaço 7 às 9 do CCB o quarteto Polaris em que pontifica o violinista Sérgio Crisóstomo (dos At-Tambur), acompanhado do “mandolinista” e flautista sueco Simon Stålspets (informação sobre o cardápio de hoje aqui).
Fez na passada sexta-feira oito dias que tive a oportunidade de os ver ao vivo, no Mercado da Ribeira, para animar mais um dos bailes que ocorrem semanalmente neste espaço (no último estiveram os Monte Lunai). Dado o difícil repertório – polskas, mazurkas, valsas nórdicas – para ser dançado em pares e em roda, a maior parte dos convivas demorou a acertar o passo ou, muito simplesmente, deixaram-se ficar sentados. Ouviam-se desabafos dos “habitués” do Andanças porventura mais habituados com as sonoridades dançáveis da geografia britânica, bretã e galega, “- oh não! Mais outra polska!”. Ao que parece, o duo Crisóstomo (violino) e Stalspets (mandola) também não estava minimamente a esforçar-se para ser a correctíssima banda de baile. Esqueceram-se dos dançarinos e afagaram o ego um do outro. Houve quem não gostasse. Como baile a sua prestação foi duvidosa, mas como concerto foi fenomenal. Crisóstomo encarnou a pele de um violinista da região de Dalarna. Com toque intrincado, hipnótico, sereno e fervoroso, desenhando a geografia norueguesa (plena de altos e baixos dos fiordes). Stalspets, discípulo de Ale Möller e da escola Frifot (o que de melhor existe na tradição sueca), tornou com a sua mandola deu um pendor mais épico e telúrico às danças suecas. Ambos encaixaram-se perfeitamente um no outro e ofereceram-me uma viagem sensorial, de regresso ao belíssimo festival de Falun de 97. Aí revivi um exemplar concerto de uma dupla de excelência da folk nórdica – o inevitável Möller e o norueguês Gunnar Stubseid.
Não me contive e fui ao baú buscar algumas das relíquias nórdicas. (continua no post seguinte - Välkommen Till Sverige.
Publicado por Luís Rei às maio 3, 2004 05:19 PM