« Cdt no RiR (3): Havana Abierta, um equívoco cubano | Entrada | CdT no RiR (5): Manu Dibango + Ray Lema ou a beleza serena de África »

maio 29, 2004

CdT no Rir (4): a excelência técnica de Thierry "titi" Robin



Thierry "titi" Robin © 2004 - agência zero

Thierry Robin, bretão, de alma cigana, é um músico de real excepção. Pertence à restrita casta de exímios improvisadores de cordas e de delicados artesãos que embelezam a sua arte com infinitos rendilhados. Além de exímio executante de alaúde, bouzouki e guitarra, que o coloca num pedestal semelhante ao do sueco Ale Möller, do grego Ross Daly, ou de um outro francófono - Patrick Vaillant –, Robin é um verdadeiro alquimista da composição, um Merlin dos tempos modernos, que consegue juntar, num único caldeirão, as músicas ciganas que vão de Espanha à Ásia Central, passando pelos Cárpatos e pelo Báltico. A sua poção mágica torna um qualquer Assurancetourix (o irritante bardo da aldeia gaulesa de Astérix) num tenor peso-pesado romano.
É notável como o flamenco, que parece um género musical confinado à Península Ibérica, é a locomotiva através do qual Robin e os seus músicos efectuam uma enriquecedora viagem sem freios, pela linha do Oriente. A guitarra e o alaúde de Robin, a divina voz cigana (de flamenco) do espanhol Pepito Montealegre, que chega a roçar o céu qwwalli e a fazer a devida vénia ao mestre Nusrat, quebram fronteiras terrestres. A combinação perfeita destes elementos com percussões afro-latino-americanas-e-arábico-andaluzes (com destaque para o cajon e “ocean drum”) de um talentoso instrumentista brasileiro Zé Luís Nascimento e com o acordeão de Francis Varis algo “brastchtiano”, contaminado quer pela delicadeza melódica da bal musette francesa (pouco), quer pelo desvario cigano dos balcãs (muito), constituem a fórmula de uma música que viaja livremente como o ar, através do tempo e da geografia. Fantástica a versão longa (de 10 minutos, pelo menos) de "La Petite mer" com que Thierry Robin encerrou a sua actuação.
Que “Titi” (o instrumentista, não a batata frita) regresse a um palco nacional o mais breve possível.


1 - Mehdi ( T. R. )
2 - Ton Deux Visage ( T.R.)
3 - Patchiv ( T. R. )
4 - Anita ( R. R. )
5 - An Sumia ( Frid Seadna - T. Robin)
6 - Ma Gavali-rumba ( T. R. )
7 - La Petite ( Joseph Seadna - T Robin)

Publicado por Luís Rei às maio 29, 2004 11:29 PM

Comentários

Esta é uma das principais razões para ter ficado lixado por não ir ao RIR. Ainda bem que voc~es nos contam o que se passou em world, porque tenho ideia que os jornais não vão falar da grande música. abraço

Publicado por: filinto às maio 31, 2004 01:47 AM

Esta é uma das principais razões para ter ficado lixado por não ir ao RIR. Ainda bem que voc~es nos contam o que se passou em world, porque tenho ideia que os jornais não vão falar da grande música. abraço

Publicado por: filinto às maio 31, 2004 01:47 AM

É um teatro excitnte para a música e seus companheiros, de festa mando informação e digo se tem um homem gostoso, lindo maravilhoso e cheio de energia, suculento, com um metro e apartir de sessenta centimetro adiante. me escreva pois sou uma estudante de direito em psicologia.

Publicado por: Coraly Dony às novembro 23, 2004 01:22 PM

??? Quer fazer o favor de falar português???

Publicado por: yggdrasil às novembro 23, 2004 02:49 PM