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janeiro 14, 2004

Balanço de 2003: Alegrias (2)

o finlandês inovador

Para quem é um adepto da folk nórdica, dá-me uma certa alegria ver o consenso gerado à volta do acordeonista experimentador Kimmo Pohjonen, que apenas peca por ser demasiado tardio. Só em 2003 é que repararam no homem, quando o primeiro disco é de 1999 (“Kielo”) e os outros dois são de 2002 (“Kalmut” e “Kluster”). Na altura, o Mundo da Canção lançou os discos e estes ficaram nos escaparates. Agora, a Megamúsica aproveita e bem a onda. De repente, toda a gente pôs os olhos em Kimmo. Mas não foi apenas o Sons em Trânsito que contribuiu para este fenómeno. Esta adulação foi construindo-se boca-a-boca, peer-to-peer no Pássaro Azul (vulgo Soul Seek) durante 2003, provocada sabe-se lá, pela leitura de uma reportagem na revista britânica Wire. Depois, sim, veio o clímax de Aveiro. Aí Pohjonen não perdoou. É pena que todos aqueles que vibram com os espasmos de Kimmo, desconheçam a obra de Heikki Leitinen e de toda a uma escola de exímios improvisadores finlandeses: Niekku, Tuulenkantajat, World Mankeri Orchestra, Janne Haavisto, Hannu Saha, etc. Este blog promete voltar em breve ao assunto.

Publicado por Luís Rei às janeiro 14, 2004 06:53 PM