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janeiro 13, 2004

Balanço de 2003: Tristezas (1)

A imposição de quotas de música portuguesa

Será que esta nova legislação irá permitir que se oiça mais Gaiteiros de Lisboa, Fausto ou Cristina Branco nas rádios ou, por outro lado, será a acendalha que irá atear a multiplicação de subprodutos boy bands e projectos-cópia chapada da britpop? É óbvio que a segunda hipótese tem mais razão de ser. Ora vejamos a opinião de José Faustino, presidente da Associação Portuguesa de Radiodifusão, em entrevista à Revista Média XXI (edição de Nov. / Dez 03):

“Não faz qualquer sentido, representa um retrocesso legislativo. Recorde-se que isso já esteve previsto na Lei da Rádio foi de lá retirado. Não se pretende agora defender a música portuguesa... se assim fosse, as canções interpretadas noutra língua não contariam. Ora, acontece que, na proposta existente, elas contam como música portuguesa. O que na verdade se pretende defender é o interesse das editoras discográficas. É mais um daqueles casos em que nos querem atirar areia para os olhos.”

Publicado por Luís Rei às janeiro 13, 2004 06:33 PM

Comentários

Os programas de autor, os programas de autor, ninguém se lembra dos programas de autor? Claro que vamos ter mais pimbalhadas. Viva as pimbalhadas.

Publicado por: Rodrigo Nogueira às janeiro 14, 2004 01:41 PM

Talvez, mesmo que venham as pimbalhadas,as mesmas sejam preferíveis às pimbalhadas de estrangeiros. Será um mal menor,ou então não!

Publicado por: João Nuno Silva às janeiro 21, 2004 09:57 PM