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novembro 30, 2003

MARI BOINE (ENTREVISTA)
"SAY IT LOUD, I'M SAMI AND I'M PROUD"


Mari Boine cobrindo-se com a bandeira da Lapónia

Não. Mari Boine não lutou pelos direitos civis da população negra norte-americana, mas é uma espécie de zapatista Sámi que tem contribuído para que o seu povo, aqueles que “foram empurrados para o tecto do mundo” sintam mais orgulho da sua cultura.

Mari Boine é a senhora que encerra a segunda edição do festival Sons em Trânsito de Aveiro. Na cidade à beira-ria, dá o seu último concerto da sua digressão. Depois disso, pretende descansar durante dois meses para preparar o próximo disco, que deverá sair em 2005 ou 2006. Será o regresso às origens, ao som mais orgânico, após a experimentação electrónica com o produtor de electro-jazz norueguês Bugge Wasseltoft em “Eight Seasons” e do lançamento do disco de remixes de alguns dos temas mais simbólicos da sua carreira. Não renega a hipótese de voltar a incluir electrónica em discos futuros, mas há-que ir com calma e desde que isso não “retire a espiritualidade à minha voz”. Pode presupôr-se que o resultado de “Eight Seasons” e do álbum de remisturas não foi inteiramente do seu agrado. Boine escuda-se; Afima: “não é que não goste de trabalhar com electrónica, mas não é isso que quero fazer no futuro”; e destaca apenas duas ou três remixes de que realmente gostou: a de “Gula Gula”, a realizada pelos Biosphere e pelo seu saxofonista.

A pausa de cerca de dois anos que ocorreu depois do lançamento de “Room of Worship” (1998), permitiu a Mari participar em vários projectos com outros músicos de gélidas latitudes: Farlanders, do qual vivia a resultar o disco “Winter In Moscow” e o projecto multinacional que envolvia dois músicos também russos, um senegalês, um indiano e o cantor dos Huun Huur Tu de Tuva, os Vershi da Koreshki. Tempos conturbados em que parte dos elementos da banda de Mari Boine foram à sua vida colaborando com o queniano Ayub Ogada, ou multiplicando-se em inúmeros projectos, como é o caso da criativa violinista Hege Rimestad. “Foi como um divórcio, por vezes não consegues compreender o que aconteceu”, tenta explicar Mari Boine a causa afastamento desta norueguesa. Da anterior formação, restam agora apenas dois elementos. Destaque óbvio para o peruano das flautas, Carlos Quispe. Para a yoikker, ele é um elemento chave na formação devido à sua “espiritualidade e profundidade enquanto ser humano”. Homem das montanhas andinas, que dá uma tonalidade mais xamânica ao projecto.

Zapatista xamânica.

A sua música, além de combinar arranjos de jazz com yoik, tem uma veia extremamente xamânica.Se repararmos, os xamans encontram-se em partes difusas do nosso planeta. Na Lapónia, na Sibéria, na Austrália, nas Américas. Que leitura faz deste “puzzle” com pedaços espalhados pelo mundo? Como é que a sua música recebe essas influências?

É a cultura original de todo o ser humano. Era a cultura que vigorava quando o homem estava muito próximo da natureza. Não é exclusivo apenas da Lapónia, existe até mesmo na Europa. A Cultura Celta tem esses elementos. É quando se torna interessante. A minha cultura não é apenas restrita ao local de onde venho, é universal. É como um tesouro que certas pessoas tiveram o privilégio de o preservar. Não percas isto! Este é o teu presente.

Quando os Cristãos colonizaram a Noruega, proibiram que se cantasse o yoik e queimaram todos os “Shaman Drums”, além dos violinos tatuados. Era a música do diabo, diziam eles. Ainda cresceu no seio de uma geração em que era proibido cantar joik e falar-se o seu dialecto sami nas escolas. Até que ponto é que este panorama se tem alterado?

Agora as nossas crianças já fala sami nas escolas e cantam yoik sem restrições. No entanto, continua a haver um grupo cristão muito fundamentalista. Afirma que não deve ensinar as crianças a cantar desta forma e que o yoik nunca será permitido na igreja.
É o medo que eles têm dentro deles acerca da natureza. Se olhar para a história, observa o que inquisição fez. Durante todos estes anos, temos lutado com algo que está dentro do nós. O homem a lutar contra sua a natureza. Gosto de ver isto como um todo, não apenas como uma simples opressão Sami. O opressor oprime uma parte de si próprio. Precisamos de voltar a ter esta ligação com a natureza e de ter orgulho nisso.

Considera-se uma Zapatista Sami?

Não sei o que é o Zapatismo.

É o símbolo de resistência indígena no México liderado pelo Subcomandante Marcos que, através de canções e poemas tem tentado chamar a atenção dos media mundiais para a luta dos direitos dos indígenas mexicanos a não abdicarem das suas terras.

Penso que é o que sou (ri-se). Mas penso que na Escandinávia a situação social para o meu povo é muito melhor do que a dos Mexicanos. No entanto, continua a haver discussão sobre posse de terras. É uma situação difícil para a Escandinávia aceitar isso. Não somos noruegueses, finlandeses ou suecos, somos uma comunidade que possuía essas terras antes de sermos colonizados. Isto é algo que está a começar a ser discutido.

Ao longo de quase vinte anos de carreira como cantora de intervenção, o que é que conseguiu conquistar para a sua causa e para o seu povo?

As pessoas estão mais orgulhosas em serem Samis, já não se sentem tão envergonhadas. Os jovens têm ídolos Samis, o que é importante para esta geração. Fala-se mais abertamente de como nos sentíamos envergonhados da nossa cultura. Muitos Samis queriam esquecer a sua cultura, a sua língua e falavam com os seus filhos em norueguês. Isto tem mudado. Tem havido maior abertura. Essa mudança só se dá quando as pessoas se tornam mais orgulhosas de si próprias. As mudanças não vêm de um governo, vem de um povo que começa a sentir-se orgulhoso.

Publicado por Luís Rei às 05:30 PM | Comentários (3)

novembro 28, 2003

Encontros Crónicas da Terra: Os improvisadores da folk finlandesa

Hoje, livraria Navio de Espelhos (Aveiro), às 19h

A Finlândia não é apenas a terra do Pai Natal, dos 188 000 lagos, da obra literária rúnica “Kalevala” e de campeões de desportos motorizados. É uma terra por excelência de muitos músicos e de improvisadores da folk europeia. Kimmo Pohjonen é a face mais visível de um trabalho sério de investigação e experimentação com mais de vinte anos, na Sibelius Academi e no Instituto Folk de Kaustinen. As Crónicas da Terra apanham os cacos da explosão deste mago do acordeão e tenta colá-los um por um, de forma a compreender o porquê de haver tantos e tão bons músicos, num pequeno país de mais de cinco milhões de habitantes.

Neste Encontro falar-se-á de Accordion Tribe, Hannu Saha, Minna Raskinen, Sanna Kurki Suonio, Me Naiset, Gjallarhorn, Tellu Virkkala, Tapani Varis, Janne Haavisto, Salamakannel, Ottopaasuuna, Tuulenkantajat, Ville Kangas, Prusikoukku, Niekku, entre outros. Não faltarão também violinos, harmoniuns, kanteles, flautas de vento, canções rúnicas, canções infantis.

Publicado por Luís Rei às 02:47 PM | Comentários (1)

novembro 27, 2003

Ojos de Brujo: United Colors of Flamenco

Sons em Trânsito, Teatro Aveirense, 22Nov03

“Incendiaram o palco”. “Deitaram aquilo abaixo”. Lugares comuns que tão bem se aplicam a um projecto que, desde o segundo “round”, agarrou uma plateia e um balcão bastante distinto da noite anterior, composto por estudantes espanhóis do Erasmus, Galegos, rastas, freaks e hippies da tribo “Manu Chao”, etc. Os Ojos de Brujo trouxerem consigo uma verdadeira legião de fãs, conhecedores dos dois discos (“Vengue” e “Bari”) e das letras de algumas canções. Arrepiante a explosiva ovação final. O caso não é para menos. Há muito que não me lembrava de assistir a um espectáculo tão intenso, do primeiro ao último minuto. Sem qualquer tipo de quebra. Partindo sempre de uma base de flamenco e sucedâneos - bulerias, rumbas catalãs (o farol que os ilumina), os Ojos de Brujo parecem barco à deriva em mares tão difusos quanto complementares de funk, hip hop, dub, reggae, à procura da rota marítima para o berço da civilização cigana (a Índia). Lá vêm eles pela milésima vez com mais uma fusão inconsequente. O tempo de Transglobal Underground e de Loop Guru já passou, podiam dizer vocês. Só que, nos Ojos de Brujo, tudo parece perfeito. A alma cigana encontra-se bem presente. Ramon (o guitarrista e uma das principais figuras do projecto) é um músico grande, grande. Toca com o nervo e o virtuosismo daqueles ciganos de leste que animam festas durante dias seguidos. Parte uma corda da sua guitarra e toca como se nada tivesse acontecido. Acompanha com as mãos e todo o corpo, os ritmos demolidores que saem do arrebatador despique de três cajons e de momentos de percussão vocal carnática (que Trilok Gurtu popularizou entre os seguidores da movimentação “asian underground”) em “Zambra”. Já a carismática Marina desdobra-se, ora em pura cantora rumbera, ora em inquieta “rapper”. Uma panfletária de espírito zapatista. Denuncia as injustiças do sistema capitalisa e luta pelos direitos dos sem-abrigo e dos “sem papeis”. É ela o principal elo de ligação entre a nobre tradição andaluz e a cultura de rua, bem amplificada por um baixista tão “swingante” quanto “afunkalhado” (saído picante escola de Kiedis) e por um eficaz MC e domador de pratos. É, aliás, este domínio da cultura de “la calle” numa “Barcelona Zona Bastarda”, onde fervilham tantos e tantos interessantes projectos, que faz dos Ojos de Brujo uma das mais intensas e bem sucedidas propostas de fusão. Excelentes em palco, bons em estúdio.

Publicado por Luís Rei às 03:31 AM | Comentários (1)

novembro 25, 2003

Cibelle: O camaleão e a Leoa

Sons em Transito, Teatro Aveirense, 21Nov03

É com um certo sabor a injustiça que leio algumas críticas ao concerto de Cibelle, na imprensa nacional de referência. Se um diz mata, o outro diz esfola. Houve quem gastasse mais de metade do pouco espaço que tem, para referenciar o extenso rol de azares e problemas técnicos dessa noite. Será que Cibelle garantirá um lugar no Guiness na categoria do concerto mais desastrado até hoje realizado? Houve de tudo: problemas nos microfones, um comprometedor curto-circuito, uma correia de uma guitarra à tiracolo que caiu (como se isso não acontecesse regularmente – vá lá, o guitarrista não partiu nenhuma corda). Só faltou mesmo evocar a carta astral como forma de argumentar que os músicos não deveriam ter saído do hotel naquela noite. Estranho que, quem esboçou tantos pormenores num pequeno texto, não soubesse distinguir um vibrafone de um xilofone, nem tivesse conhecimento de que Suba é o nome de um falecido produtor jugoslavo e não a designação de um projecto musical. O outro escriba disse simplesmente – curto e grosso - que eles valeram zero. Ponto final. É a “puta da subjectividade” em forma.

É certo que Cibelle ainda tem pouca experiência de palco. É certo que o espectáculo teve incidentes a mais, desde falhas contínuas no som dos microfones a um comprometedor curto-circuito que fez parar o espectáculo durante uns cinco minutos. É certo que Cibelle, aqui e ali desafina um pouco e até chega a dar um ar de menina mimada. Mas, gabe-se-lhe o profissionalismo com que foi contornando os problemas que encontrou pela frente; como foi quebrando, um a um, os “galhos” e o gelo da assistência, improvisando, contando pequenas histórias e pegando nas congas, durante o hiato do curto-circuito; como tornou elástica a sua música e a sua actuação, balançando entre a densidade noise das guitarras e dos sintetizadores analógicos e a simplicidade de um violão acompanhando a despida voz de Cibelle, numa singular canção baiana. Apesar de uma certa ingenuidade, Cibelle “agarrou sempre o touro pelos cornos”. Se alguns erros mais se notaram, deveram-se à inquietude, à constante necessidade de experimentação da jovem cantora. Ela que sempre que podia, tinha dois micros na mão. Um de amplificação normal, o outro ligado a um pedal de reverberação, de forma a projectar ecos contínuos na sua voz. Por vezes, sentia-se o espírito Mutantes a rondar por ali.
Cibelle em palco mistura a pele de camaleão com a alma de leoa. A pedalada dela é enorme. As pilhas duram, duram e duram. Pensamos se ela não estará dopada, tal a entrega e ausência de cansaço que demonstrou ao longo de uma hora e meia. A secundá-la, uma discreta e eficiente banda de seis elementos. Meticuloso o egípcio Tarek Abou-Chanab na criação de ambientes densos e oníricos, através do seu vibrafone e de teclados analógicos. O mesmo se pode dizer do guitarrista brasileiro, Filipe Pagani ao mostrar um vasto leque de guitarras languidas, plenas de distorção e wah wah. E do baterista italiano, Vladimiro Carboni, ao exibir um mancial rítmico assaz diversificado, em todo semelhante ao resultado final: uma “middle of nowere village” que cruza ambientes electro-jazz, sombrios e intimistas, acabados de sair dos estúdios berlinenses da editora Compost, algumas pinceladas de bossa nova e de samba revistos a partir da Europa e algum ruído e um certo espírito “screamadélico”. Apesar de tudo, valeu.

Publicado por Luís Rei às 05:10 AM | Comentários (7)

novembro 20, 2003

Os erros da “world music”

Já não basta a urticária que me causa ver sempre que alguém aborda um disco de música tradicional ou elaborado por um artista do terceiro mundo de “world music”. Já não basta os erros frequentes que se vai lendo na imprensa musical: considerarem “Paraiso di Gumbe” de Manecas Costa o álbum de estreia (o guineense editou em 2000 “Fundo di Mato”); apelidarem Sam Mills de mero colaborador de Susheela Raman, quando ele é a alma gémea dela; chamarem Roki Traoré por várias vezes a Rokia Traoré; considerarem de 2003 o álbum “Kluster” de Kimmo Pohjonen (é do início de 2002). A paciência esgota-se quando se escreve com criatividade nomes de músicos que não se conhece. Vem isto a propósito da notícia da Lusa de 18 de Novembro, “Mariza na capa de jornal inglês”, onde se faz a relação das novas divas do mundo, segundo o jornal britânico The Telegraph. Eis os nomes, segundo a Lusa: “Rokia Traore e Oumou Sangare (Mali), Secara Nazarkhau (Uzbequistão), Sophie Solomon (Reino Unido), Samira Said (Marrocos), Souad Messi (Argélia) e Cibelle (Brasil)”. Meus senhores, que tal olharem bem para a notícia e verem que Secava Nazarkhau se chama Sevara Nazarkhan e Souad Messi chama-se Souad Massi?

Publicado por Luís Rei às 11:08 PM | Comentários (6)

novembro 19, 2003

Sons Em Trânsito arranca amanhã

Nunca é demais referir que o II festival Sons em Trânsito arranja já amanhã No Cine Teatro Aveirense com os concertos dos portugueses CantAutores e At-tambur. Na sexta sobe ao palco a brasileira Cibelle e no sábado os Catalães Ojos de Brujo. O programa prosegue de hoje a oito dias com o guineense Manecas Costa (Quinta, 27), o finlandês Kimmo Pohjonen (Sexta, 28), a anglo-indiana Susheela Raman e os norte-americanos Klezmatics (Sábado, 29) e, por último, a Sámi norueguesa Mari Boine (Domingo, 30). Um óptimo programa em perspectiva. Mais informações,aqui, ou no site oficial do SET.

Publicado por Luís Rei às 11:41 PM

novembro 18, 2003

Ciganos eléctricos e (pouco) selvagens

Vários
Electric Gypsyland
Crammed / Megamúsica

O que o cinema faz. Desde “Underground”, a música cigana de leste extravasou o restrito circuito de festivais folk, da imprensa escrita e de programas de rádio especialmente vocacionados para a divulgação de músicas do mundo. O espírito tresloucado, o apelo irresistível à dança das brass bands e das taraf ciganas que nos chegam do leste, conquistaram a ‘club culture’ alemã e o coração de alguns produtores de música electrónica. “Electric Gypsyland” é, pois, um exercício de distintos estilos edificado a várias mãos. Alterna o mau (Bucovina Club – excessivamente techno; Bigga Bush – dub inconsequente; Mercan Dede – apenas um mísero didgeridoo), com o razoável (Arto Lindsay e Señor Coconut – algo frios e maquinais) e o bom (já a seguir). Parte de uma matéria prima (extremamente) limitada, que se restringe aos grupos do selo Crammed: Taraf de Haidouks, Koçani Orkestar e a recente aquisição, Mahala Rai Banda. O que faz com que haja alguma repetição na revisão do repertório. “Siki Siki Baba” da Koçani é revisto por três vezes (Señor Coconut>, Gaëtano Fabri e Mercan Dede), “L’orient Est Rouge” ainda da brass band macedónia por duas vezes (Lightning Head e Bigga Bush).
O céu limpo e solarengo que se abate algures entre a Roménia e a Macedónia, é-nos oferecido pela sequência Dj Dolores Vs Taraf Shantel Vs Mahala e Juryman Vs Taraf (de novo), além de Modern Quartet Vs Koçani. Quatro propostas onde a ‘hora’ romena que é “Dumbala Dumba”, dilui-se em ritmos de drum’n’samba; onde “Lest Sexy” exala a faceta sensual e extremamente dançável da música cigana dos balcãs, amplificada pela quase ausência criativa de Shantel, que se limita a dar mais intensidade ao ritmo; onde o espírito de bom selvagem, hipnótico, de quem conta uma história de sublevação camponesa, enquanto dedilha as cordas de um violino, é totalmente transfigurado pelo electro jazz de Juryman, muito marcado por uma bateria intensa e deambulante; e onde um clarinetista búlgaro, com uns dedinhos mágicos à Ivo Papasov, encontra um tapete vermelho de electrónica refinada a seus pés. Mais e melhor seria até seria possível. Era necessário que se respirasse com maior intensidade o espírito de bom selvagem e se reproduzissem os sons que marcam o pulsar do dia-a-dia no seio de uma comunidade cigana: os acordes de acordeão ao fundo da sala, os cães a latir, os pregões das vendedoras, etc. (6/10).

Publicado por Luís Rei às 11:48 PM | Comentários (15)

novembro 17, 2003

Online Radio: Bons ventos castelhanos

Não é comum escutarmos rádios online com gente dentro. Rádios online que não reproduzem apenas a emissão das emissoras que transmitem originalmente através de ondas hertzianas. À excepção da 351 do Instituto Piaget, as rádios online que conheço são meros gira-discos pré-programados. Há outras excepções à regra que vêem de Espanha. A Emision Digital apresenta todas as segundas-feiras um óptimo programa de músicas do mundo, "Tráfico de Tarareos". Óptimo não só pela música que passa, mas sobretudo pelo trabalho que dá aos autores realizar cada dupla hora. Há entrevistas a grupos locais e internacionais (já por lá passaram, por exemplo, os irlandeses Kíla), há especiais, há fífias próprias de uma rádio universitária. Este é o exemplo do que é possível fazer-se, com poucos meios.

Os destaques de hoje do "Tráfico de Tarareos" são:

Un año de Prestige con el disco "Bagoas negras"
- CD "Son de Niños"
- Agenda: Eliseo Parra, Jabier Muguruza, Nguyên Lê Trio, Bidaia
- Panorámica de la música hecha en la Comunidad Valenciana, con Miquel Gil,
L´Ham de Foc, Urbalia Rurana, Obrint Pas etc.

Para tal acedam a emisiondigital entre as 21 e as 23h de hoje.

Publicado por Luís Rei às 09:31 PM

novembro 16, 2003

O Serviço Público da RDP

"Planeta 3". De especial a programa de um hora ao fim-de-semana (domingos 21-22h). A Raquel Bulha está duplamente de parabéns. 1º Porque consegue realizar um programa de autor na difusora nacional. 2º Porque consegue cometer a proeza de ter um programa de músicas do mundo. Algo que nunca tinha acontecido numa rádio com o perfil da Antena 3.

Saúde-se ainda todos os esforços que a RDP tem feito em prol do serviço público de radiodifusão. Na Antena 3, de uma assentada, recuperou mais meia-dúzia de outros programas e animadores que privilegiam a palavra e a descoberta (Rui Miguel Abreu, Nuno Calado - do fim-de-semana para a semana-, Miguel Quintão, Álvaro Costa). Só falta mesmo o "Costa a Costa".

Também a Antena 1 e 2 apareceram com uma imagem renovada. Limparam as teias de aranha do sótão. O que só vem dar razão ao Nuno Santos quando, há cerca de um ano / dois anos atrás, se envolveu com o antigo director da Antena 1, João Coelho, numa animada troca de palavras. Na altura, Nuno Santos acusava o então director de pouco ou nada fazer para revitalizar o canal que dirigia que se encontrava amorfo e a cheirar a mofo. Na 1, há mais sangue na guelra. Inteligente a troca de Augusto Fernandes da 3 para a 1. Destaca-se ainda Edgar Canelas, o inevitável "Hora das Cigarras" realizado por José Eduardo Agualusa e o "Sol da Meia-Noite" apresentado por Luís Filipe Barros (não perdeu a forma num programa muito bem estruturado).

E na Antena 2 há mais descontração, mais jovialidade, mais abrangência. Aos poucos começa-se a deixar de se ouvir o tom coloquial, esclerosado e distante, dos apresentadores. Na quinta-feira de manhã, há jazz com Manuel Jorge Veloso. Sério, rigoroso e acessível. Quem quer fazer bons programas de autor deve ouvir o MJV.

Claro que olhando para a BBC ou para a RNE, muito há ainda por fazer. Sobretudo em termos de Internet. Para quando a possibilidade de escutarmos a gravação de programas? Para quando um espaço de divulgação cultural?

Publicado por Luís Rei às 11:18 PM | Comentários (5)

novembro 15, 2003

Prémio: Espelho Meu, espelho meu, há alguém que perceba mais de blogs do que eu?

"Pacheco Pereira no seu melhor

Em Maio, o eurodeputado JOsé Pacheco Pereira criou Abrupto, no qual expõe os seus ideais políticos e livros de referência. Fundou o http://abrupto.blogspot.pt, onde poderá encontrar tudo o que sempre desejou saber sobre o regime comunista, desde biografias a colóquios, passando pelos factos históricos que marcaram a extrema-esquerda" (in Cabovisao Magazine, Novembro 2003, pp80)

Publicado por Luís Rei às 04:26 AM | Comentários (2)

A Rádio precisa de ti, Carlos

Não é habitual falar neste blog de outros assuntos a não ser de música. Música do mundo. Geralmente, do Terceiro mundo. E da música rural e esquecida do primeiro mundo. De vez em quando, o bicho da rádio inquieta-me. Mas hoje, não vou falar da agonia do formato ditatorial das formatações, dos grupos-alvos e da castração generalizada de grandes vozes da TSF: Aníbal Cabrita, Francisco Mateus, Mário Dias. Vou falar da TSF, sim, mas acerca de um jornalista: Carlos Raleiras. Na altura em que escrevo estas linhas, encontra-se sequestrado no Iraque. Como moeda de troca. Temo o pior. Mas tenho a esperança de que se vai safar. É uma daquelas esperanças que não se explica. Sente-se. Por que o Carlos Raleiras foi para lá pelo amor que tem à rádio. Não para duplicar ou triplicar o seu salário como muitos profissionais da guerra que gostam de manchar as mãos de sangue em conflitos que não lhes dizem o mínimo respeito. E esse amor irradia-se-lhe dos olhos. Através daquele olhar que tinha, há quase vinte anos, quando éramos colegas de carteira no nono ano do liceu de Queluz, em 86 ou 87, e começávamos a ser consumidos pelo tão famigerado “bicho”. Eu na Rádio A de Tires, na Onda Livre e na Horizonte da Amadora, ele na 40 de Queluz e na Nova Antena de Odivelas. Tal como um alpinista que não pára enquanto não chegar ao topo do Everest, repórter que se preze, não descansa enquanto não fizer a reportagem da sua vida. Como jornalista especializado em desporto automóvel que é, Carlos Raleiras fez várias reportagens da sua vida. No tórrido deserto do Sara, em pleno Paris - Dacar. Na terra de ninguém. Mali. Senegal. Mauritânia. Nomes artificiais de países para Ocidental decorar. Pois, os Diabatés e os Ballakés, existem no Senegal, na Gâmbia e no Mali. Mas, Carlos queria mais, ou não fosse o tal "bicho" uma droga cuja necessidade de ser consumida diariamente, obriga-nos por vezes a agir de forma irracional. Mesmo que tenhamos mulheres e filhos a tentar ligar-nos à terra. "Para a frente é que é Lisboa" e depois logo se vê. Volta depressa. A Rádio, sim a RÁDIO (não a TSF S.A.) merece que continues a fazer as tuas reportagens, por muitos e muitos anos. Com o mesmo gosto que demostravas na Rádio 40.

Publicado por Luís Rei às 01:29 AM | Comentários (3)

novembro 14, 2003

o Regresso dos lendários Planxty

Quais Chieftains, quais Dubliners, quais Fairport Convention. Esta sempre foi a minha instituição preferida da folk britânica. Vão voltar. Para seis concertos entre Janeiro e Fevereiro na Vicar Street. Onde é que fica mesmo essa rua? Não é a do Santo Patrick, pois não?

The Legendary Planxty back together for live shows at Vicar St.

Aiken Promotions are proud to present the legendary Planxty's Third Coming Live @ Vicar Street Featuring: Christy Moore Andy Irvine Donal Lunny Liam O’Flynn 30th & 31st of Jan 4th, 5th, 11th & 12th Feb On Sale Fri 21st 9am
informação recolhida na lista de discussão alubre

Publicado por Luís Rei às 08:13 PM

novembro 13, 2003

- Oi Va Voi, Intervenções

A propósito do líder da tabela do WMCE de Novembro: - Oi Va Voi, Intervenções. É bom saber que as Crónicas não andam sozinhas a pregar no deserto.

Publicado por Luís Rei às 11:25 PM

novembro 12, 2003

World Charts Music Europe (Novembro 2003)

1. LAUGHTER THROUGH TEARS
Oi Va Voi, UK (Outcaste)
2. OUMOU
Oumou Sangare, Mali (World Circuit)
3. VOZ D'AMOR
Cesaria Evora, Cape Verde (Lusafrica)
4. ZION ROOTS
Abyssinia Infinitive, Ethiopia/USA (Network Medien)
5. BOWMBOI
Rokia Traore, Mali (Tama)
6. FESTIVAL AU DESERT
Various Artists, various (Creon)
7. SERIOUS
Da Lata, (Palm Beats
8. CONGO LIFE
Kekele, Kongo (Stern's)
9. FERNANDA PORTO
Fernanda Porto, Brazil (Trama)
10. ELECTRIC GYPSYLAND
Various Artists, Romania/various (Crammed)
11. SAMPA NOVA
Various Artists, Brazil (Stern's)
12. PALM WINE A GO GO
Abdul Tee-Jay, Sierra Leone (Stern's)
13. FIEBRE
Radio Tarifa, Spain (World Circuit)
14. THE HOUR OF TWO LIGHTS
Terry Hall & Mushtaq, UK (Honest Jons)
15. DUNYA
Malouma, Mauritania (Marabi)
16. FOLY
Habib Koite & Bamada, Mali (Contre Jour)
17. KAZA KAPA DEBESIS
Ilgi, Lativa (UPE)
18. DENKSTE
Polkaholix, Germany (Heideck
19. A SECRET GATE
Mostar Sevdah Reunion, Bosnia and Herzegovina (Connecting Cultures)
20. SAHARA
Javier Ruibal, Spain (Riverboat)

informação mais detalhada em www.wmce.de

Publicado por Luís Rei às 06:53 PM

Top de vendas da Loja MC / Picoas Plaza (Outubro 2003)


A partir de hoje, passamos a divulgar listas mensais de vendas de discos de músicas do mundo, em Portugal. A honra de abertura cabe à loja MC do Picoas Plaza, das poucas verdadeiramente especializadas, que sabem do que falam, com lojistas atrás do balcão que não ficam embasbacados à primeira pergunta e dizem “se não estiver no expositor é porque não há” e que não confundem shampoos com desodorizantes. Numa altura em que os Golias da distribuição musical cortam a direito no espaço dedicado a estas músicas, numa altura em que a imprensa especializada ignora grande parte dos discos essenciais que vão sendo editados, é de tirar o chapéu ao Mundo da Canção pela persistência de andarem nisto há uns bons anos. Outros tops se seguirão.

1 MARIA RITA - "Maria Rita"
2 WA DAI KO MATSURIZA - "Japanese drums"
3 ENNIO MORRICONE & DULCE PONTES - "Focus"
4 KIMMO POHJONEN - "Kluster"
5 TOTONHO E OS CABRA - "Totonho e os cabra"
6 DERVISH - "Spirit"
7 LHASA - "La llorona"
8 AFRICANDO - "Martina"
9 KÁTIA GUERREIRO - "Fado maior"
10 KEKELE - "Congo life"

Publicado por Luís Rei às 06:36 PM

novembro 11, 2003

Mr. Kepa "50000" Junkera


Do site basco www.eitb.com, chega-nos a notícia de que Kepa Junkera entregou um cheque de 50000 euros à plataforma galega Nunca Mais. Resultado de uma campanha promovida pela rádio Euskadi que teve a duração de nove meses. Nasceu uma bonita criança, portanto.


(...)

Los 50.000 euros se recaudaron en Euskadi a lo largo de 9 meses de campaña que incluyeron, entre muchas iniciativas solidarias, la celebración de un festival musical en el Palacio Euskalduna el pasado mes de abril y la edición del CD "Euskadi Galiziarekin, Galicia con Euskadi". Kepa Junkera fue el compositor de la canción original que incluía el CD, en la que participaron un gran número de artistas gallegos y vascos que, además, cedieron para su inclusión en el compact las canciones realizadas en los últimos años en diversas colaboraciones .
Kepa Junkera compuso esta canción tomando como referente una foto que le envío Uxía Pedreira, del grupo Chouteira, hace cinco o seis años. Se trataba de una imagen de 1920 que mostraba a mariñeiros gallegos y arrantzales vascos en el puerto de Foz (Lugo) con acordeones y trikitixas. A partir de esta foto ha construido una melodía con sabor a salitre, a Cantábrico y a Atlántico.

(...)

Publicado por Luís Rei às 11:04 PM | Comentários (1)

novembro 10, 2003

o "Alento" das concertinas

Depois da Biografia dos Madredeus, Jorge Pires escreve novo livro tendo como pano de fundo as concertinas máginas de Danças Ocultas.

O Lançamento da obra ocorre no próximo dia 14 em Coimbra, no Hotel Astória, pelas 21h30 e contará com um apontamento musical do Grupo.


«Alento» é uma digressão – um convite à viagem – pelo ar e as suas variações. Ou, mais exactamente, pelos ares: o último espaço sem fronteiras, a mais adequada representação sensível do Absoluto, ou da ideia de Liberdade, uma vitalidade essencial que toca a todos indistintamente, um maná que dos céus desce sobre a humanidade. Sendo um exercício de ritmo, de composição e de harmonia, teria forçosamente algo de musical; e, ligando-se de algum modo às leis da física, seria forçado a considerar as circunstâncias impostas pela Ciência - embora não necessariamente de forma ortodoxa. É por isso que, entre as suas várias estações, esta viagem se detém com relativo pormenor na pequena história dos autómatos e das máquinas de vento nascidas com o Iluminismo, bem como no exemplo – ético, estético – do quarteto de concertinistas que se deu a conhecer sob o nome de Danças Ocultas.
Jorge Pires

Publicado por Luís Rei às 06:41 PM | Comentários (3)

novembro 09, 2003

Foi você que pediu um “programão” de MPB?


Brasileiras para todos os gostos: loiras, ruivas, morenas... “violinhas chorosas”, mangue, tropicalismo, bossa nova. Frescas e Maduras. É uma delícia a compilação “BossaBalançoBaladaBrasil”, organizada pelos residentes esporádicos do Forum Sons, Familycat e Tinkerbell. O imenso Brasil em duas rodelas prateadas, que sabiamente evitam lugares comuns, mas não esquecem nomes consagrados. Dêem-lhes um programa de rádio, sff.

BossaBalançoBaladaBrasil

CD1

Instrumental – Doce de Côco
Nara Leão – Marcha de Quarta-Feira de Cinzas
Jorge Ben – Chove Chuva
Edu Lobo & Maria Bethânia – Upa, Neguinho
Baden Powell – Sorongaio
Sérgio Mendes & Brasil 66 – Roda
Vinicius de Moraes – Berimbau
João Gilberto – É Preciso Perdoar
Gilberto Gil – Geléia Geral
Os Mutantes – Panis et Circencis
Caetano Veloso – Irene
Tom Zé – O Riso e a Faca
Gal Costa – Objeto Sim, Objeto não
Elis Regina – 20 Anos Blue
Milton Nascimento & Mercedes Sosa – Volver a los 17


CD2

Raúl Seixas – Ouro de Tolo
Novos Baianos – Preta Pretinha
Chico Buarque – Vida
Arrigo Barnabé & Banda Sabor do Veneno – Orgasmo Total
Lulu Santos – Como uma Onda (Zen-Sufismo)
Zizi Possi – Meu Erro
Mestre Ambrósio – Esperança
Chico Science & Nação Zumbi – Rios, Pontes e Overdrives (remix: David Byrne)
Suba – Segredo
Arto Lindsay – Q Samba
Arnaldo Antunes – O Sol
Chico César – As Asas
Carlinhos Brown – Vanju Concessa
Marisa Monte – Diariamente
Caetano Veloso & Gilberto Gil – Baião Atemporal
Velha Guarda da Portela – Nascer e Florescer

Publicado por Luís Rei às 11:37 PM | Comentários (6)

novembro 08, 2003

Encontros Crónicas da Terra #2: O rescaldo.

A oferta de discos não superou a do anterior encontro. “Zion Roots” de Abyssinia Infinite, projecto da etíope Ejigayehu “Gigi” Shibabaw e do norte-americano Bill Lawsell, foi o que mais se destacou.
A grande surpresa residiu na audição do novo disco de Lhasa, “The Living Road”, trazido pelo Jota, que acabou de o “sacar” no Kazaa. Além de castelhano, a canadiana canta agora também em francês e em inglês. Opção que dá ao disco uma versatilidade e um desequilíbrio em rota de colisão com o anterior registo “La Lhorona”.
De registar o amor e o ódio em perfeita comunhão, gerado pelo recente dos irlandeses Dervish, “Spirit”, o generalizado franzir de sobrolho ao projecto catalão Ojos de Brujo e a indiferença perante “Kalmut” de Kimmo Pohjonen.

Publicado por Luís Rei às 11:44 PM | Comentários (10)

novembro 07, 2003

Prémios de músicas do mundo da BBC Radio 3: as nomeações

Africa: Cesaria Evora, Oumou Sangare, Rokia Traore, Daara J
Asia/Pacific: Huun-Huur-Tu, Trikok Gurtu, Sevara Nazarkhan, Munadjat Yulchieva
Americas: Ibrahim Ferrer, Omar Sosa, Caetano Veloso, Os Tribalistas
Europe: Ojos De Brujo, Kroke, Radio Tarifa, Tamara Obravac
Middle East/North Africa: Mercan Dede, Khaled, Souad Massi, Kazem el Saher
Newcomer: Ojos de Brujo, Cibelle, Sevara Nazarkhan, Warsaw Village Band
Boundry Crossing: Bob Brozman, Manu Chao, Duoud, Think of One
Club Global: Mercan Dede, DJ Delores and Orchestra Santa Massa, Panjabi MC, Zuco 103

mais informação no site da BBC Radio 3

Publicado por Luís Rei às 05:07 PM | Comentários (2)

novembro 06, 2003

Ronda dos Quatro Caminhos leva "Terra de Abrigo" ao CCB

Confirma-se. A Ronda apresenta "Terra de Abrigo" no CCB em duplo espectáculo, a 23 e 24 de Janeiro. A mega operação conta com a participação de Esperanza Fernandez, Amina Alaoui, José António Rodriguez, Katia Guerreiro, Cantares de Évora, Cantadores de Saias de Campo Maior, Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de S. Bento e Sinfonieta de Lisboa.

Publicado por Luís Rei às 06:27 PM | Comentários (11)

Katia Guerreiro vai ao Charlie Gillett

Um dos mais carismáticos realizadores da BBC, Charlie Gillett, entrevista Kátia Guerreiro, no próximo dia 29, pelas 19 horas. Em Dezembro, a jovem fadista actua em Londres e em Paris:

02 Dezembro – Londres – Festival Atlantic Waves no Royal Festival Hall, Purcell Room - 19h30m

06 Dezembro – Paris - Maison des Cultures du Monde - 20h30m

07 Dezembro – Paris - Maison des Cultures du Monde - 17horas

Publicado por Luís Rei às 06:25 PM

Värttinä resposáveis pelo musical do Senhor dos Anéis

Uma notícia verdadeiramente interessante apanhada na mailing list do New Nordic Folk:

In October 2003 Värttinä began collaborating with popular
composer A.R. Rahman on writing the score for the stage adaptation of
J.R.R. Tolkien's THE LORD OF THE RINGS. Work will continue through
2004 with the musical's World Premiere taking place in London in
Spring 2005. Directed by Matthew Warchus and produced by Kevin
Wallace and Saul Zaentz, at £8 million, THE LORD OF THE RINGS will
be the most expensive musical ever produced in London.

www.thelordoftheringsmusical.com
www.varttina.com

Publicado por Luís Rei às 06:21 PM

CdT: Encontros no Agito #2

Confirma-se. A segunda sessão dos Encontros Crónicas da Terra no Bar Agito (ao Bairro Alto), ocorre próximo sábado entre as 18 e as 20h. A Playlist prevista é a seguinte:

Kekele – Congo Life
Manecas Costa – Paraiso di Gumbe
Dervish – Spirit
Tejedor – Llunaticos
Varttina – Iki
Jony Iliev – Ma Marem Ma
Abyssinia Infinite (projecto da Etiope Gigi com Bill Laswell) – Zion
Roots
Ojos de Brujo – Bari
Kimmo Pohjonen – Kalmut
Susheela Raman – Love Trap
Yat Kha – Tuva Rock
Bidaia -
Lunasa -
Marcos Valle – Contraste
CantAutores
Africando – Martina
Very Best of India
Markku Lepisto – Silta
Cibelle -
Caixa da Crammed

Publicado por Luís Rei às 06:00 PM | Comentários (1)

novembro 05, 2003

CdT: Encontros no Agito #2

Em princípio realiza-se no próximo Sábado (entre as 18 e as 20h) a segunda sessão dos Encontros Crónicas da Terra, dedicados à degustação de novos discos de músicas do mundo. Amanhã confirmo o encontro e a relação das principais estrelas da tarde que não deverá andar muito longe disto: Susheela Raman, Manecas Costa, Kimmo Pohjonen, Ojos de Brujo, Zion Roots da Etiope Gigi (forte candidato a melhor disco do ano), Kekele, Varttina, Dervish, Bidaia, Tejedor, Papa Wemba, Africando, Yat-kha, Marcos Valle, Very Best of India, Jony Iliev, Lunasa.

Agradecia que nos comentários fossem dizendo presente. Vou tentar gravar um sampler com mp3 de todos os discos, desde e do anterior encontro. Só recebem o "back up" se confirmarem a vossa presença, por questões óbvias.

Publicado por Luís Rei às 07:33 PM | Comentários (12)

Crónicas momentaneamente Silenciadas

Há cinco dias que as Crónicas têm andado silenciadas. Isso deve-se à troca de casa, férias para arrumações e actual ausência de Internet no novo poiso. Queria continuar a manter a mesma conta de internet da Cabovisão, mas o insólito aconteceu: Marquei com os técnicos desta empresa para efectuarem a transferência de conta que engloba telefone, televisao e internet. Os homenzinhos foram lá, mas repararam que estava uma árvore a obstruir o caminho do poste até minha casa, para aí lançarem um cabo e efectuarem a ligação. Disseram que era necessário cortar a árvore, ou desbastar uns ramos da árvore e foram-se embora felizes e contentes. Fui parvo porque dei a entender que iria tentar resolver esse problema. Mas como? vou eu lá acima cortar os ramos da árvore? corto a árvore que por acaso é um sobreiro e tenho o ICN à perna? falo com a Câmara e talvez daqui por meio ano resolve-me o problema? Afinal quem é que deveria resolver a questão? Não será a Cabovisão? Se uma pessoa faz um contrato com a EDP para fornecimento de energia ou com a PT para fornecimento de conta telefónica, será que eles vão deixar de fornecer esses serviços porque uma árvore ou um muro está a obstruir a passagem dos cabos? Estes gajos até são canadianos e como tal devem ter a experiência de instalarem cabos num país onde há mais árvores por metro quadrado do que casas. Logo devem ter uma larga experiência em contornar este tipo de situações. Não acredito que o meu caso seja o primeiro deste tipo. Contudo, se não resolver esta situação até ao final da semana, vou ter mesmo de cancelar o contrato com a Cabovisão. Já que a TVCabo só fornece serviços via satélite naquela zona, vou ser obrigado a instalar conta telefónica da PT (a última coisa que queria) e ADSL. Caso recorram a este tipo de serviços, o que é que recomendam? Preços vs downloads e uploads?

Publicado por Luís Rei às 07:09 PM