« FESTA DO AVANTE: DOMINGO, 7SET03 | Entrada | ATLANTIC WAVES: O PORTUGUÊS DE LONDRES »
setembro 15, 2003
ÍNTIMA FRACÇÃO. O Fim?
Já vai sendo um hábito. A Íntima Fracção , após quase duas décadas de vida, corre o risco de figurar no Panteão dos programas de rádio de autor, lado a lado com uma série de bons nomes que a rádio formatada e automatizada tem condenado à morte. Ou, quanto muito, a um redutora existência de cinco minutos diários. Outras Músicas (Rádio Nova), Horas Funktásticas (Rádio Nova), Costa a Costa (Antena 3), O Menino é Lindo (Voxx), Som dos Pedais (TSF), os espaços de Aníbal Cabrita e, posteriormente, Ricardo Saló na TSF, deixam-nos cada vez mais órfãos da rádio com algo para dizer, dar a conhecer e fazer sentir. É pena que os ditos programas de autor sejam uma espécie rara ameaçada de extinção. A rádio, que quase ninguém ouve em casa. Que se escuta apenas na ida para o trabalho e no regresso a casa, poderia privilegiar mais este tipo de programação dirigida às classes (A, B), que a televisão generalista tem ignorado.
De realçar o trabalho de luta incansável dos blogues como a Janela Indiscreta e Retorta em prol da manutenção da Íntima Fracção na TSF. Receio que todo esse esforço seja uma gota de água num oceano. Resta-me a esperança e o desejo que o Francisco Amaral leve o programa para outras ondas hertzianas. A propósito, para quando a rádio on demand?
PESSOAL E... TRANSMISSÍVEL. A continudade.
Nem tudo são más notícias. Lê-se que a nova direcção da TSF irá implodir a anterior programação e construir uma nova a partir do zero. Estarei a exagerar? No meio dos escombros, há sobreviventes com vida. Um deles é o Pessoal e... Transmissível de Carlos Vaz Marques. Hábil na condução de entrevistas a figuras que cruzam a política, as artes, o desporto e o ensino, sempre com um cunho próprio de boa disposição, à-vontade e exímia preparação. Para quem não conhece este espaço ao fim-da-tarde na TSF, recomenda-se a pesquisa do histórico de programas e, sobretudo, a audição da história do tambor contada por Celina Pereira. A escutar ainda Susana Baca, Nuno Rebelo, Kátia Guerreiro, Mariza, Carlos do Carmo, Cristina Branco, Pedro Caldeira Cabral e António Prata da Ronda dos Quatro Caminhos, entre outros. Será que o Carlos Vaz Marques que leva para o estúdio da TSF .gente que faz a diferença. não pensou ainda em entrevistar o Barnabé?
BARNABÉ. Não há coincidências.
.O que é que tem o Barnabé que é diferente dos outros?.. Desde o passado Sábado, dia 6 de Setembro, após a apresentação ao vivo do projecto CantAutores, que esta música de Sérgio Godinho não me sai da cabeça. O mais engraçado é que, poucos dias depois, tomava conhecimento de um novo blogue de Daniel Oliveira (antigo colaborador do Blog de Esquerda). Chama-se, simplesmente, Barnabé. Será mesmo que ainda existem Barnabés por aí?
Publicado por Luís Rei às setembro 15, 2003 05:57 PM